Thursday, March 01, 2007

Lisboa e os maus exemplos

A vingança de Lipari Pinto
O palco e os bastidores da sessão da CML de ontem

Ontem, os bastidores da sessão da CML mais o que se passou dentro da sala a determinado momento deram uma confusão dos diabos.
Em causa, ainda, a Gebalis e o célebre relatório que toda a gente diz que foi feito à medida dos objectivos de Sérgio Lipari Pinto – o vereador que, diz-se, enxameou a empresa de quadros jovens da JSD da sua própria Secção do PSD (dizem os seus companheiros de partido por tudo o que é blog do PSD e afins).

Momento 1
(anterior a esta sessão, mas cujo conhecimento é útil parta se perceber a gravidade do que se passou ontem na CML e nos bastidores da sessão)
«Aalguém» (que agora não dá a cara) divulgou à imprensa o relatório que era suposto ser confidencial por estar a meio da sua vida útil (faltavam-lhe peças processuais essenciais, como, por exemplo, ouvir as partes «acusadas»).

Momento 2
(também anterior a esta sessão)
Carmona Rodrigues «desautoriza» Lipari Pinto (ou seja: faz o que Lipari devia ter feito). Lipari mandara elaborar a peça e que escolhera quem a fizesse. Carmona afirma que vai mandar ouvir as pessoas e entidades citadas e que não tiveram ocasião de atempadamente darem a sua opinião.

Momento 3
(ontem na sessão)
Lipari Pinto, a determinado momento e depois de muito acossado pelo PS e pelo BE, pede a Carmona Rodrigues que possa ser ouvido na sessão o economista Themudo Barata, que presidiu à tal comissão de não se sabe o quê que fez o tal relatório para não se sabe o quê – mas cujos resultados práticos foram desastrosos a todos os títulos.

Momento 4
(na sessão)
Carmona Rodrigues, primeiro, nem lhe respondeu. Mas depois deu uma resposta bem firme: «Era o que faltava» (recorte do ‘JN’).

Momento 5
(nos Paços do Concelho, à porta da própria sessão)
Themudo Barata dá uma conferência de imprensa. Responde a tudo. Reafirma as acusações do relatório, faz mais queixas e mais denúncias. Explica que não conhecia Lipari. Que foi contratado por indicação de um amigo comum (isto é ingenuidade ou é uma forma de, de facto e de viva voz, encostar também Lipari à parede?). Diz que deve haver muito mais coisas para se saberem. Mas que não lhe forneceram mais dados. Diz que não são acusações mas sim factos, aquilo que pôs no relatório. A mim, que estive todo o tempo mesmo à sua frente, deixou-me perceber que não o incomoda nada que o relatório tenha chegado antes de mais às redacções – entes pelo contrário, como vi na conferência de imprensa, dá-se muito bem neste caldinho... Pelos olhares aprovadores do pessoal dos seu gabinete que vi também na conferência de imprensa, penso que Lipari soube da iniciativa e a aprovou – nem podia ser de outra forma.

O que se tem de perguntar é se Carmona Rodrigues sabia e se, sabendo, autorizou. Ou se não tinha de autorizar. A matéria é municipal, os Paços do Concelho têm regras de uso – que até têm sido usadas de forma bem discutível noutras ocasiões.

1 comment:

Zéca said...

Quem Não Deve Não Teme...ja a minha avó dizia....Lá tomates tem esse gajo, para acabar com as mamadas dessa escória. Precisamos é mais desses...venham ....SALVEM PORTUGAL....vivas aos Temudos e Lipari deste mundo