Tirado daqui
01
NOV 11
1. O que são os eurobonds e que repercussões teria a sua aprovação?
São títulos que representam todos os países da zona euro, cujo juro associado seria uma média ponderada de cada país. Desta forma, somar-se-ia o nível de dívida e os défices conjuntos, ou seja, todos responderiam por todos. A uma só voz. Mas também teriam consequências pouco simpáticas para alguns estados. É que a criação dos eurobonds obriga à criação de uma Agência de Dívida Europeia e a uma política fiscal comum.
2. Que vantagens oferecem?
Se houvesse uma união fiscal na zona euro, a maior vantagem dos eurobonds, a curto prazo, é que os os países em dificuldades ganhariam tempo para resolver os seus problemas e os mercados acalmavam. Ao mesmo tempo, a factura paga pelos resgates a países como Portugal, a Irlanda ou a Grécia descia substancialmente, os custos de financiamento para os países mais frágeis caía e o euro fortalecia-se, podendo tornar-se numa verdadeira alternativa ao dólar.
São títulos que representam todos os países da zona euro, cujo juro associado seria uma média ponderada de cada país. Desta forma, somar-se-ia o nível de dívida e os défices conjuntos, ou seja, todos responderiam por todos. A uma só voz. Mas também teriam consequências pouco simpáticas para alguns estados. É que a criação dos eurobonds obriga à criação de uma Agência de Dívida Europeia e a uma política fiscal comum.
2. Que vantagens oferecem?
Se houvesse uma união fiscal na zona euro, a maior vantagem dos eurobonds, a curto prazo, é que os os países em dificuldades ganhariam tempo para resolver os seus problemas e os mercados acalmavam. Ao mesmo tempo, a factura paga pelos resgates a países como Portugal, a Irlanda ou a Grécia descia substancialmente, os custos de financiamento para os países mais frágeis caía e o euro fortalecia-se, podendo tornar-se numa verdadeira alternativa ao dólar.
3. Quais são os inconvenientes?
O principal efeito negativo dos eurobonds reflecte-se na economias mais fortes, que iam ter uma aumento visível nos seus custos de financiamento. Por isso, os países com mais solvência recusam tomar a seu cargo as perdas dos restantes. Um emissão massiva de eurobonds aconselhava ainda a ter um governo europeu, algo que actualmente é impossível.
O principal efeito negativo dos eurobonds reflecte-se na economias mais fortes, que iam ter uma aumento visível nos seus custos de financiamento. Por isso, os países com mais solvência recusam tomar a seu cargo as perdas dos restantes. Um emissão massiva de eurobonds aconselhava ainda a ter um governo europeu, algo que actualmente é impossível.
4. Quem são os principais adversários dos eurobonds?
Alemanha e França rejeitam liminarmente os eurobonds, até porque seriam os países mais prejudicados. mas não são os únios. Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, também não é adepto da ideia, lembrando que a zona euro já pode emitir dívida através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Trichet é ainda favorável à nomeação de um ministro das Finanças europeu.
5. Alguma vez os eurobonds serão aprovados?
Sem uma união fiscal é difícil. Além de que, sustentam os especialistas, não resolveria os problemas que afectam a zona euro. Mais realista será a emissão de títulos para problemas concretos, como a recapitalização da banca, por exemplo. E quando a Alemanha e a França são hostis a esta solução muito pouco haverá a fazer a não ser prosseguir com os programas de ajustamento que já estão no terreno.
Alemanha e França rejeitam liminarmente os eurobonds, até porque seriam os países mais prejudicados. mas não são os únios. Jean-Claude Trichet, presidente do Banco Central Europeu, também não é adepto da ideia, lembrando que a zona euro já pode emitir dívida através do Fundo Europeu de Estabilidade Financeira (FEEF). Trichet é ainda favorável à nomeação de um ministro das Finanças europeu.
5. Alguma vez os eurobonds serão aprovados?
Sem uma união fiscal é difícil. Além de que, sustentam os especialistas, não resolveria os problemas que afectam a zona euro. Mais realista será a emissão de títulos para problemas concretos, como a recapitalização da banca, por exemplo. E quando a Alemanha e a França são hostis a esta solução muito pouco haverá a fazer a não ser prosseguir com os programas de ajustamento que já estão no terreno.
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