Rua de Entrecampos em causa
Ciclovias em Alvalade vão complicar trânsito e causar acidentes, defendem CDU e PSD
12.05.2009, Inês Boaventura , Público
A Câmara de Lisboa rejeita as críticas, na origem de três abaixo-assinados, e fala em falta de informação
A construção de ciclovias na Rua de Entrecampos e na Avenida Frei Miguel Contreiras, em Alvalade, está a gerar um coro de protestos, tendo o PCP e o PSD lançado três abaixo-assinados contra a iniciativa da Câmara de Lisboa. O vereador Sá Fernandes garante que no caso da primeira artéria nada está decidido e atribui as críticas a falta de informação. Sublinhando ser "inteiramente favorável" à existência de pistas cicláveis, o representante da CDU na Assembleia de Freguesia de Alvalade, Pedro Duarte Silva, considera "profundamente errada" a criação de tal equipamento na Rua de Entrecampos, dada a "estreiteza" desta artéria. O eleito acrescenta que isto vai "prejudicar ainda mais o problema do estacionamento" e alerta para o risco de acidentes envolvendo ciclistas e transeuntes, já que a ciclovia vai nascer "a uma distância muito pequena das entradas e saídas dos prédios". Estas objecções levaram à apresentação de uma moção na assembleia de freguesia, aprovada por todas as forças políticas, e à criação de uma petição que reuniu 210 assinaturas e já foi entregue à Câmara de Lisboa. Mas os protestos não ficaram por aqui e nos últimos dias a CDU e a Junta de Freguesia de Alvalade, presidida pelo PSD, lançaram mais dois abaixo-assinados. O da CDU, que pede à autarquia uma revisão do traçado, refere-se à ciclovia cuja construção já arrancou na Avenida Frei Miguel Contreiras, invocando que vai reduzir o estacionamento e agravar o trânsito. Estas críticas são partilhadas pelo executivo da junta de freguesia, que numa carta distribuída da zona defende que o equipamento "é extremamente lesivo dos interesses dos fregueses e moradores", acarretando "problemas de segurança" devido à "diminuição da largura do passeio existente". O vereador do Espaço Público da Câmara de Lisboa atribui estas críticas a falta de informação, garantindo que no caso da Avenida Frei Miguel Contreiras "não se tira nenhum lugar de estacionamento", tendo além disso sido acordada com a Rede Ferroviária Nacional a realização de uma série de obras ao longo do caminho de ferro entre Sete Rios e a Avenida Gago Coutinho, como a plantação de árvores, intervenções em espaços verdes e um incremento da iluminação.Quanto à Rua de Entrecampos, Sá Fernandes diz que a construção da ciclovia "ainda não está decidida", já que este equipamento deixará de ser necessário se se avançar no Bairro de São Miguel com a criação de uma zona onde os automóveis não possam circular a mais de 30 km/h. Seja qual for a solução adoptada, o vereador diz que até do fim do ano vai ser possível ir de bicicleta desde o Campo Grande até à Gago Coutinho.
Monday, May 11, 2009
Atentado contra Monsanto
NOTA DE IMPRENSA
NOVO ATENTADO CONTRA O PARQUE FLORESTAL
DE MONSANTO
A Plataforma por Monsanto manifesta a sua indignação por nova tentativa de alteração do PDM de Lisboa, a fim de retirar mais uma parcela de terreno ao Parque Florestal de Monsanto.
Por iniciativa do Ministério da Economia, e com o apoio da CML, vai ser votada em sessão de Câmara de dia 13 de Maio, a desanexação de 5000 metros quadrados de terreno arborizado, no Zambujal, sob a administração do Município de Lisboa dentro do perímetro do Parque Florestal, adjacente ao que se encontra ocupado pela actual Subestação da Rede de Distribuição de Energia, junto a CRIL (Azinhaga da Marinheira) para dar lugar a uma nova subestação de 60-200kV da RNT.
Sem querer pôr em causa a importância do equipamento, a Plataforma por Monsanto estranha a falta de Avaliação de Impacte Ambiental, (havendo alternativas) e a opção da CML sob proposta da Administração Central, pelo caminho fácil da desafectação e destruição de mais um pedaço de terreno a um Parque que é constantemente alvo de pressão por parte de quem tem a obrigação de o defender.
De excepção em excepção, a área deste Parque tem vindo a diminuir drasticamente ao longo dos anos sendo os seus terrenos constantemente visados em tentativas, algumas concretizadas, de implementação dos mais diversos equipamentos ou estruturas que nada têm a ver com o seu funcionamento nem com os seus objectivos.
Apelamos pois para que as forças políticas representadas na CML não votem favoravelmente esta pretensão contribuindo assim para a preservação de um Parque Florestal tão importante para a cidade de Lisboa.
A Plataforma por Monsanto
Lisboa, 11 de Maio de 2009
Entidades que fazem parte da Plataforma por Monsanto: Associação dos Amigos e utilizadores do Monsanto; Associação de Moradores do Alto da Ajuda; AMBEX- Associação de Moradores de São Francisco Xavier e Santa Maria de Belém , Associação de Moradores do Bairro do Calhau; QUERCUS; LPN; Grupo Ecológico de Cascais; Clube de Actividades de Ar Livre; Fórum Cidadania LX; Associação Lisboa Verde; ASPEA; Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; ATTAC Verde.
NOVO ATENTADO CONTRA O PARQUE FLORESTAL
DE MONSANTO
A Plataforma por Monsanto manifesta a sua indignação por nova tentativa de alteração do PDM de Lisboa, a fim de retirar mais uma parcela de terreno ao Parque Florestal de Monsanto.
Por iniciativa do Ministério da Economia, e com o apoio da CML, vai ser votada em sessão de Câmara de dia 13 de Maio, a desanexação de 5000 metros quadrados de terreno arborizado, no Zambujal, sob a administração do Município de Lisboa dentro do perímetro do Parque Florestal, adjacente ao que se encontra ocupado pela actual Subestação da Rede de Distribuição de Energia, junto a CRIL (Azinhaga da Marinheira) para dar lugar a uma nova subestação de 60-200kV da RNT.
Sem querer pôr em causa a importância do equipamento, a Plataforma por Monsanto estranha a falta de Avaliação de Impacte Ambiental, (havendo alternativas) e a opção da CML sob proposta da Administração Central, pelo caminho fácil da desafectação e destruição de mais um pedaço de terreno a um Parque que é constantemente alvo de pressão por parte de quem tem a obrigação de o defender.
De excepção em excepção, a área deste Parque tem vindo a diminuir drasticamente ao longo dos anos sendo os seus terrenos constantemente visados em tentativas, algumas concretizadas, de implementação dos mais diversos equipamentos ou estruturas que nada têm a ver com o seu funcionamento nem com os seus objectivos.
Apelamos pois para que as forças políticas representadas na CML não votem favoravelmente esta pretensão contribuindo assim para a preservação de um Parque Florestal tão importante para a cidade de Lisboa.
A Plataforma por Monsanto
Lisboa, 11 de Maio de 2009
Entidades que fazem parte da Plataforma por Monsanto: Associação dos Amigos e utilizadores do Monsanto; Associação de Moradores do Alto da Ajuda; AMBEX- Associação de Moradores de São Francisco Xavier e Santa Maria de Belém , Associação de Moradores do Bairro do Calhau; QUERCUS; LPN; Grupo Ecológico de Cascais; Clube de Actividades de Ar Livre; Fórum Cidadania LX; Associação Lisboa Verde; ASPEA; Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; ATTAC Verde.
Sunday, May 10, 2009
Rumsfield no caminho da H1N1
http://prensa.pe/extrana-coincidencia-la-gripe-porcina-surge-en-mexico-justo-cuando-se-firma-acuerdo-de-inversion-de-127-millones-de-dolares-para-hacer-un-laboratorio-que-produzca-la-vacuna.html
POR LO MENOS VALE TENERLO EN CUENTA
SAQUEN SUS CONCLUSIONES...
Se advierte una muy extraña coincidencia.
La gripe porcina que ya ha matado más de 100 personas se da justosemanas después que se anuncia una inversión de 127 millones dedólares para construir un laboratorio que produzca la vacuna.
La noticia de esta inversión y del famoso laboratorio aparece en elwebsite La Jornada el día 11 de marzo de 2009http://prensa.pe/wp-content/uploads/2009/04/gripe.jpgy sucede que ... para los que creen en las coincidencias ... semanasdespués estamos en medio de una crisis mundial por la influenza ogripe porcina.Algunos ya estaban cuestionando la razón por la cual se invertía 127millones de dólares en plena crisis económica cuando la enfermedad noexistía. Los que propulsaban la inversión señalaban que era cuestiónde tiempo que la influenza llegara ...Hasta ahora en los periódicos se habla de muertes pero no se dice quépersonas están muriendo. Aparentemente la mayoría pertenecen asectores pobres y marginales que no tienen acceso a la salud ni puedenpagar las vacunas o antibióticos.En medio de esta crisis se dan poderes máximos a las autoridades desalud del gobierno Mexicano, facultades que incluyen el aislamientoforzoso (lea la noticia aquí en este link). Además el ejercito hasalido a las calles de México DF.El lector nos informa que cada vacuna está costando cientos de pesosque sólo algunos pueden pagar.
¿SIMPLE CASUALIDAD?Laboratorios que venden medicina para la gripe porcina estaban en bancarrotaLas farmacéuticas multinacionales Roche y Glaxo Smith Klein son lasque comercializan los medicamentos para la gripe porcina. Son estasmismas las que se benefician económicamente con la expansión del brotedel virus. El dato es que ambas se encontraban al borde de la quiebra.
http://www.dsalud.com/editoriales_081.htm
http://www.islamyal-andalus.org/control/noticia.php?id=996
EL TAMIFLU, DONALD RUMSFELD Y EL NEGOCIO DEL MIEDO
Bastó que Estados Unidos tocara la campana de alarma para que el mundotemblara de miedo ante la perspectiva de una pandemia. A pesar de quehan transcurrido nueve años desde que el famoso virus de la gripeaviar fuera detectado en Vietnam y no llegan aún a cien las víctimasmortales. Una media pues de once fallecimientos al año... ¡en todo elmundo! Un detalle insignificante que no impidió a George Bushemprender su segunda "guerra preventiva" en poco tiempo, esta vez paraluchar contra otra arma de destrucción masiva tan vaporosa como las"encontradas" en Irak: el virus H5N1. A fin de cuentas había halladotambién una poderosa "arma preventiva", un antiviral llamado Tamifluque comercializaba la empresa suiza Roche y que en apenas unos días seconvirtió en la gallina de los huevos de oro. De hecho, los ingresospor su venta pasaron de 254 millones en el 2004 a más de 1.000millones en el 2005. Y su techo es imprevisible dada la grotescareacción de los gobiernos occidentales con peticiones masivas delproducto. La realidad, sin embargo, es que la eficacia del Tamiflu escuestionada por gran parte de la comunidad científica. Muchos sepreguntan cómo se espera que pueda servir ante un virus mutante cuandoapenas alivia algunos síntomas -y no siempre- de la gripe corriente.Obviamente la respuesta al protagonismo del Tamiflu en nuestras vidasno es científica sino puramente comercial. El Tamiflu era hasta 1996propiedad de Gilead Sciences Inc. empresa que ese año vendió lapatente a los laboratorios Roche. ¿Y saben quién era entonces supresidente? Pues el actual Secretario de Defensa de Estados Unidos,Donald Rumsfeld, que aún hoy sigue siendo uno de sus principalesaccionistas. ¿Y recuerdan que pasó el año pasado? Pues que en cuantoempezó a hablarse de la gripe aviar Gilead Sciences Inc quisorecuperar el Tamiflu alegando que Roche no hacía esfuerzos suficientespor fabricarlo y comercializarlo. Y que tenía "fuerza" para lograrlolo demuestra que ambas empresas se sentaron a "negociar" y acordaronen un tiempo récord constituir dos comités conjuntos, uno que seencargase de coordinar la fabricación mundial del fármaco y decidirsobre la autorización a terceros para fabricarlo y otro para coordinarla comercialización de las ventas estacionales en los mercados másimportantes, incluido Estados Unidos. Además Roche pagó a GileadSciences Inc unas regalías retroactivas por valor de 62,5 millones dedólares. Y por si fuera poco la empresa norteamericana se quedó conotros 18,2 millones de dólares extra por unas ventas superiores a lascontabilizadas entre 2001 y 2003. A lo que hay que añadir un dato:Roche se ha quedado con el 90% de la producción mundial de anísestrellado, árbol que crece fundamentalmente en China -aunque tambiénse encuentra en Laos y Malasia- y que es la base del Tamiflu. Elescenario, qué duda cabe, estaba completo. Sólo había que empezar aencontrar poco a poco aves contagiadas con el virus en distintospaíses -un ave aquí, otro par más allá- para crear alarma mundial conla ayuda de científicos y políticos poco escrupulosos o de escasacapacidad intelectual y de los grandes medios de comunicación -quecomo todo el mundo sabe no se caracterizan precisamente por investigarlo que publican o emiten-. ¿Y qué tiene que ver Donald Rumsfeld entodo esto? Pues absolutamente nada. Según un comunicado emitido elpasado mes de octubre por el Pentágono el actual Secretario de Estadonorteamericano no intervino en las decisiones que tomó el Gobierno desus amigos Bush -el presidente- y Cheney -el vicepresidente- sobre lasmedidas preventivas que había que adoptar ante la amenaza de pandemia.El comunicado afirma que se abstuvo, que no tuvo nada que ver en ladecisión de la Administración estadounidense de apoyar y aconsejar eluso del Tamiflu a nivel mundial. Y nosotros le creemos. Como cuandoaseguró solemnemente que en Irak había armas de destrucción masiva.Además el hecho de que su nombre aparezca unido a una vacunaciónmasiva contra una supuesta gripe del cerdo durante la Administraciónde Gerald Ford en la década de los 70 -que dio como resultado más de50 muertos a causa de los efectos secundarios- no es más que unacoincidencia. Como lo es que la FDA aprobara el aspartamo a los tresmeses de que Rumsfeld se incorporase al Gabinete de Ronald Reagan apesar de que tras diez años de estudios no se había tomado ningunadecisión. Sólo alguien muy mal pensado puede plantearse que tuvieraalgo que ver el hecho de que poco antes de incorporarse al Gobiernonorteamericano Rumsfeld fuera el presidente del laboratorio fabricantedel aspartamo. Y, por supuesto, tampoco tuvo nada que ver con lacompra tras el 11-S del Vistide, fármaco adquirido masivamente por elPentágono para evitar los efectos secundarios que podía producir lavacuna de la viruela entre los soldados norteamericanos a los que seles aplicó masivamente antes de enviarlos a Irak. Que el Vistide fueratambién un producto de los laboratorios Gilead Sciences Inc, creadordel Tamiflu, es otra coincidencia. Así que siga usted de cerca todaslas informaciones que aún van a darse sobre la gripe aviar y llene subotiquín casero de Tamiflu. Y si hay que comprar algo más, se compra.Faltaba más. Les invito a leer el excelente artículo
POR FAVOR COMUNICAR ESTA INFORMACION A TODOS LOS QUE PUEDAN PARAEVITAR QUE NOS SIGAN MINTIENDO, SOLO EL BRILLO DE LA VERDAD ECHARAFUERA LAS TINIEBLAS DEL MIEDO.
MOVIMIENTO ZEITGEIST
PAGINAS DE INTERES
http://capitalismexposed.wordpress.com/2009/04/26/gripe-porcina-un-nuevo-bluf/
http://elproyectomatriz.wordpress.com/2007/12/21/halcones-en-la-casa-blanca/
http://capitalismexposed.wordpress.com/2009/04/12/conferencia-bilderberg-2009/
http://www.prisonplanet.com/
http://elproyectomatriz.wordpress.com/2007/10/27/end-game-el-juego-final-de-alex-jones/
http://www.taringa.net/posts/tv-peliculas-series/1362926/5-Documentales---5ta_-Parte-(Rapidshare).html
http://www.taringa.net/posts/tv-peliculas-series/1352387/5-Documentales---4ta_-Parte-(Rapidshare).html
DOCUMENTALES RECOMENDADOS
ZEITGEIST ADDENDUM
http://video.google.com/videoplay?docid=7065205277695921912
Endgame Blueprint For Global Enslavement [2007]
http://video.google.es/videoplay?docid=512501736655242097
El nuevo Siglo Americano
http://video.google.com/videoplay?docid=-8492207619916822112
POR LO MENOS VALE TENERLO EN CUENTA
SAQUEN SUS CONCLUSIONES...
Se advierte una muy extraña coincidencia.
La gripe porcina que ya ha matado más de 100 personas se da justosemanas después que se anuncia una inversión de 127 millones dedólares para construir un laboratorio que produzca la vacuna.
La noticia de esta inversión y del famoso laboratorio aparece en elwebsite La Jornada el día 11 de marzo de 2009http://prensa.pe/wp-content/uploads/2009/04/gripe.jpgy sucede que ... para los que creen en las coincidencias ... semanasdespués estamos en medio de una crisis mundial por la influenza ogripe porcina.Algunos ya estaban cuestionando la razón por la cual se invertía 127millones de dólares en plena crisis económica cuando la enfermedad noexistía. Los que propulsaban la inversión señalaban que era cuestiónde tiempo que la influenza llegara ...Hasta ahora en los periódicos se habla de muertes pero no se dice quépersonas están muriendo. Aparentemente la mayoría pertenecen asectores pobres y marginales que no tienen acceso a la salud ni puedenpagar las vacunas o antibióticos.En medio de esta crisis se dan poderes máximos a las autoridades desalud del gobierno Mexicano, facultades que incluyen el aislamientoforzoso (lea la noticia aquí en este link). Además el ejercito hasalido a las calles de México DF.El lector nos informa que cada vacuna está costando cientos de pesosque sólo algunos pueden pagar.
¿SIMPLE CASUALIDAD?Laboratorios que venden medicina para la gripe porcina estaban en bancarrotaLas farmacéuticas multinacionales Roche y Glaxo Smith Klein son lasque comercializan los medicamentos para la gripe porcina. Son estasmismas las que se benefician económicamente con la expansión del brotedel virus. El dato es que ambas se encontraban al borde de la quiebra.
http://www.dsalud.com/editoriales_081.htm
http://www.islamyal-andalus.org/control/noticia.php?id=996
EL TAMIFLU, DONALD RUMSFELD Y EL NEGOCIO DEL MIEDO
Bastó que Estados Unidos tocara la campana de alarma para que el mundotemblara de miedo ante la perspectiva de una pandemia. A pesar de quehan transcurrido nueve años desde que el famoso virus de la gripeaviar fuera detectado en Vietnam y no llegan aún a cien las víctimasmortales. Una media pues de once fallecimientos al año... ¡en todo elmundo! Un detalle insignificante que no impidió a George Bushemprender su segunda "guerra preventiva" en poco tiempo, esta vez paraluchar contra otra arma de destrucción masiva tan vaporosa como las"encontradas" en Irak: el virus H5N1. A fin de cuentas había halladotambién una poderosa "arma preventiva", un antiviral llamado Tamifluque comercializaba la empresa suiza Roche y que en apenas unos días seconvirtió en la gallina de los huevos de oro. De hecho, los ingresospor su venta pasaron de 254 millones en el 2004 a más de 1.000millones en el 2005. Y su techo es imprevisible dada la grotescareacción de los gobiernos occidentales con peticiones masivas delproducto. La realidad, sin embargo, es que la eficacia del Tamiflu escuestionada por gran parte de la comunidad científica. Muchos sepreguntan cómo se espera que pueda servir ante un virus mutante cuandoapenas alivia algunos síntomas -y no siempre- de la gripe corriente.Obviamente la respuesta al protagonismo del Tamiflu en nuestras vidasno es científica sino puramente comercial. El Tamiflu era hasta 1996propiedad de Gilead Sciences Inc. empresa que ese año vendió lapatente a los laboratorios Roche. ¿Y saben quién era entonces supresidente? Pues el actual Secretario de Defensa de Estados Unidos,Donald Rumsfeld, que aún hoy sigue siendo uno de sus principalesaccionistas. ¿Y recuerdan que pasó el año pasado? Pues que en cuantoempezó a hablarse de la gripe aviar Gilead Sciences Inc quisorecuperar el Tamiflu alegando que Roche no hacía esfuerzos suficientespor fabricarlo y comercializarlo. Y que tenía "fuerza" para lograrlolo demuestra que ambas empresas se sentaron a "negociar" y acordaronen un tiempo récord constituir dos comités conjuntos, uno que seencargase de coordinar la fabricación mundial del fármaco y decidirsobre la autorización a terceros para fabricarlo y otro para coordinarla comercialización de las ventas estacionales en los mercados másimportantes, incluido Estados Unidos. Además Roche pagó a GileadSciences Inc unas regalías retroactivas por valor de 62,5 millones dedólares. Y por si fuera poco la empresa norteamericana se quedó conotros 18,2 millones de dólares extra por unas ventas superiores a lascontabilizadas entre 2001 y 2003. A lo que hay que añadir un dato:Roche se ha quedado con el 90% de la producción mundial de anísestrellado, árbol que crece fundamentalmente en China -aunque tambiénse encuentra en Laos y Malasia- y que es la base del Tamiflu. Elescenario, qué duda cabe, estaba completo. Sólo había que empezar aencontrar poco a poco aves contagiadas con el virus en distintospaíses -un ave aquí, otro par más allá- para crear alarma mundial conla ayuda de científicos y políticos poco escrupulosos o de escasacapacidad intelectual y de los grandes medios de comunicación -quecomo todo el mundo sabe no se caracterizan precisamente por investigarlo que publican o emiten-. ¿Y qué tiene que ver Donald Rumsfeld entodo esto? Pues absolutamente nada. Según un comunicado emitido elpasado mes de octubre por el Pentágono el actual Secretario de Estadonorteamericano no intervino en las decisiones que tomó el Gobierno desus amigos Bush -el presidente- y Cheney -el vicepresidente- sobre lasmedidas preventivas que había que adoptar ante la amenaza de pandemia.El comunicado afirma que se abstuvo, que no tuvo nada que ver en ladecisión de la Administración estadounidense de apoyar y aconsejar eluso del Tamiflu a nivel mundial. Y nosotros le creemos. Como cuandoaseguró solemnemente que en Irak había armas de destrucción masiva.Además el hecho de que su nombre aparezca unido a una vacunaciónmasiva contra una supuesta gripe del cerdo durante la Administraciónde Gerald Ford en la década de los 70 -que dio como resultado más de50 muertos a causa de los efectos secundarios- no es más que unacoincidencia. Como lo es que la FDA aprobara el aspartamo a los tresmeses de que Rumsfeld se incorporase al Gabinete de Ronald Reagan apesar de que tras diez años de estudios no se había tomado ningunadecisión. Sólo alguien muy mal pensado puede plantearse que tuvieraalgo que ver el hecho de que poco antes de incorporarse al Gobiernonorteamericano Rumsfeld fuera el presidente del laboratorio fabricantedel aspartamo. Y, por supuesto, tampoco tuvo nada que ver con lacompra tras el 11-S del Vistide, fármaco adquirido masivamente por elPentágono para evitar los efectos secundarios que podía producir lavacuna de la viruela entre los soldados norteamericanos a los que seles aplicó masivamente antes de enviarlos a Irak. Que el Vistide fueratambién un producto de los laboratorios Gilead Sciences Inc, creadordel Tamiflu, es otra coincidencia. Así que siga usted de cerca todaslas informaciones que aún van a darse sobre la gripe aviar y llene subotiquín casero de Tamiflu. Y si hay que comprar algo más, se compra.Faltaba más. Les invito a leer el excelente artículo
POR FAVOR COMUNICAR ESTA INFORMACION A TODOS LOS QUE PUEDAN PARAEVITAR QUE NOS SIGAN MINTIENDO, SOLO EL BRILLO DE LA VERDAD ECHARAFUERA LAS TINIEBLAS DEL MIEDO.
MOVIMIENTO ZEITGEIST
PAGINAS DE INTERES
http://capitalismexposed.wordpress.com/2009/04/26/gripe-porcina-un-nuevo-bluf/
http://elproyectomatriz.wordpress.com/2007/12/21/halcones-en-la-casa-blanca/
http://capitalismexposed.wordpress.com/2009/04/12/conferencia-bilderberg-2009/
http://www.prisonplanet.com/
http://elproyectomatriz.wordpress.com/2007/10/27/end-game-el-juego-final-de-alex-jones/
http://www.taringa.net/posts/tv-peliculas-series/1362926/5-Documentales---5ta_-Parte-(Rapidshare).html
http://www.taringa.net/posts/tv-peliculas-series/1352387/5-Documentales---4ta_-Parte-(Rapidshare).html
DOCUMENTALES RECOMENDADOS
ZEITGEIST ADDENDUM
http://video.google.com/videoplay?docid=7065205277695921912
Endgame Blueprint For Global Enslavement [2007]
http://video.google.es/videoplay?docid=512501736655242097
El nuevo Siglo Americano
http://video.google.com/videoplay?docid=-8492207619916822112
Sunday, May 03, 2009
De Veneza e da Beira Interior vêm boas e muito más notícias
Um coro nosso vai a Itália e traz prémios únicos. Mas os alunos não têm as faltas justificadas... Sra. Ministra, como é isto???
A vitória de um coro nacional é de facto motivo de regozijo. Mas o magno interesse está na estupefacção que deve causar a todos nós que estes amadores não mereçam justificar faltas pela sua arte, se fossem desportistas outro galo cantaria. Que país este! A indignação do maestro tem toda a razão de ser. E já não acrescentamos o serem de uma região desfavorecida do interior, mas foram a Itália e arrecadaram ouro e prata sem quaisquer apoios que não a sua força de vontade. BRAVOS!!!!!!!
Cultura: Coro Misto da Beira Interior conquista medalhas de ouro e prata em Itália (COM AUDIO E VÍDEO)
Veneza, Itália, 03 Mai (Lusa) - O Coro Misto da Beira Interior conquistou uma medalha de ouro e outra de prata no 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza, Itália.As distinções foram entregues na última noite na cerimónia de encerramento da prova.A medalha de ouro foi entregue graças à pontuação da interpretação de obras de música sacra de Gasparinni, Bruckner e Luís Cipriano (maestro que dirige o coro), enquanto a prata distinguiu peças livres de Edson Conceição, Diogo Melgaz e Graystone Ives (com expressão corporal).O coro recebeu ainda convites para concertos em Moscovo, Rússia, e foi desafiado pela organização a preparar um concurso internacional em Portugal, disse à Agência Lusa o maestro Luís Cipriano.O 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza foi organizado pela Música Mundi, da fundação alemã Interkultur, que em 20 anos organizou 90 eventos mundiais com 4500 coros, avaliados por júris de vários países.O evento juntou desde quarta-feira 32 grupos (cerca de 1500 pessoas) de 17 países, com espectáculos abertos ao público.O Coro Misto da Beira Interior já tinha conquistado seis medalhas noutras competições internacionais nos últimos anos, uma das quais de ouro, em Budapeste, Hungria, em 2007.No concurso de Veneza foram entregues 27 medalhas de ouro, 16 de prata e uma de bronze, atribuídas consoante os patamares de pontuação alcançados em cada peça - de acordo com uma grelha de parâmetros do júri.“A quantidade de medalhas de ouro reflecte a qualidade dos coros a concurso este ano, o que valoriza as medalhas que ganhámos. Na categoria de peças de tema livre, por exemplo, acabámos por concorrer sozinhos, mas a pontuação correspondeu a uma medalha de prata”, referiu Luís Cipriano."No caso da música sacra, concorremos com coros que em todos os concursos ganham sistematicamente medalhas de ouro. Tenho um orgulho extremamente grande de passar a estar inserido neste leque de grupos”, sublinhou.O Coro Misto da Beira Interior regressa hoje a Portugal e a próxima actuação está marcada para domingo, dia 10, em Vila Velha de Ródão.
LFO.Lusa/fim
Cultura: Maestro reclama faltas justificadas para jovens que representam Portugal (COM ÁUDIO E VÍDEO)
Veneza, Itália, 03 Mai (Lusa) - O maestro do Coro Misto da Beira Interior criticou hoje o facto de os estudantes portugueses que representam Portugal em actividades culturais não terem faltas justificadas na escola, como acontece no desporto.Luís Cipriano falava à Agência Lusa em Itália, onde o coro conquistou uma medalha de ouro e outra de prata no 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza.“Qualquer criança que seja pré-seleccionada para representar Portugal em actividades desportivas tem automaticamente faltas justificadas na escola, independentemente de nunca representar o país”, explicou.“E esta gente tem que faltar às aulas para representar Portugal e ainda por cima obter resultados”, sublinhou, referindo-se ao coro de 30 pessoas que dirige, parte do qual é constituído por jovens do ensino básico e secundário.“Só por aí se reflecte a mentalidade geral dos governantes, que nunca se lembraram que as crianças que fazem cultura têm tanto valor como as que fazem desporto - e neste caso têm mais sucesso do que as que fazem desporto”.Uma situação que se estende a outros profissionais do coro, que não dispõe de instrumentos apropriados para justificar ausências nos postos de trabalho quando representam o país em eventos culturais, como foi o caso do grupo nos últimos dias.“Tal como disse um dos júris do concurso internacional, o nosso coro seria talvez o único verdadeiramente amador a concurso e era notável o trabalho que se conseguia fazer. A pontuação e as medalhas falam por si”, concluiu.O 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza juntou desde quarta-feira 32 grupos (cerca de 1500 pessoas) de 17 países.
LFO.Lusa/fim
A vitória de um coro nacional é de facto motivo de regozijo. Mas o magno interesse está na estupefacção que deve causar a todos nós que estes amadores não mereçam justificar faltas pela sua arte, se fossem desportistas outro galo cantaria. Que país este! A indignação do maestro tem toda a razão de ser. E já não acrescentamos o serem de uma região desfavorecida do interior, mas foram a Itália e arrecadaram ouro e prata sem quaisquer apoios que não a sua força de vontade. BRAVOS!!!!!!!
Cultura: Coro Misto da Beira Interior conquista medalhas de ouro e prata em Itália (COM AUDIO E VÍDEO)
Veneza, Itália, 03 Mai (Lusa) - O Coro Misto da Beira Interior conquistou uma medalha de ouro e outra de prata no 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza, Itália.As distinções foram entregues na última noite na cerimónia de encerramento da prova.A medalha de ouro foi entregue graças à pontuação da interpretação de obras de música sacra de Gasparinni, Bruckner e Luís Cipriano (maestro que dirige o coro), enquanto a prata distinguiu peças livres de Edson Conceição, Diogo Melgaz e Graystone Ives (com expressão corporal).O coro recebeu ainda convites para concertos em Moscovo, Rússia, e foi desafiado pela organização a preparar um concurso internacional em Portugal, disse à Agência Lusa o maestro Luís Cipriano.O 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza foi organizado pela Música Mundi, da fundação alemã Interkultur, que em 20 anos organizou 90 eventos mundiais com 4500 coros, avaliados por júris de vários países.O evento juntou desde quarta-feira 32 grupos (cerca de 1500 pessoas) de 17 países, com espectáculos abertos ao público.O Coro Misto da Beira Interior já tinha conquistado seis medalhas noutras competições internacionais nos últimos anos, uma das quais de ouro, em Budapeste, Hungria, em 2007.No concurso de Veneza foram entregues 27 medalhas de ouro, 16 de prata e uma de bronze, atribuídas consoante os patamares de pontuação alcançados em cada peça - de acordo com uma grelha de parâmetros do júri.“A quantidade de medalhas de ouro reflecte a qualidade dos coros a concurso este ano, o que valoriza as medalhas que ganhámos. Na categoria de peças de tema livre, por exemplo, acabámos por concorrer sozinhos, mas a pontuação correspondeu a uma medalha de prata”, referiu Luís Cipriano."No caso da música sacra, concorremos com coros que em todos os concursos ganham sistematicamente medalhas de ouro. Tenho um orgulho extremamente grande de passar a estar inserido neste leque de grupos”, sublinhou.O Coro Misto da Beira Interior regressa hoje a Portugal e a próxima actuação está marcada para domingo, dia 10, em Vila Velha de Ródão.
LFO.Lusa/fim
Cultura: Maestro reclama faltas justificadas para jovens que representam Portugal (COM ÁUDIO E VÍDEO)
Veneza, Itália, 03 Mai (Lusa) - O maestro do Coro Misto da Beira Interior criticou hoje o facto de os estudantes portugueses que representam Portugal em actividades culturais não terem faltas justificadas na escola, como acontece no desporto.Luís Cipriano falava à Agência Lusa em Itália, onde o coro conquistou uma medalha de ouro e outra de prata no 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza.“Qualquer criança que seja pré-seleccionada para representar Portugal em actividades desportivas tem automaticamente faltas justificadas na escola, independentemente de nunca representar o país”, explicou.“E esta gente tem que faltar às aulas para representar Portugal e ainda por cima obter resultados”, sublinhou, referindo-se ao coro de 30 pessoas que dirige, parte do qual é constituído por jovens do ensino básico e secundário.“Só por aí se reflecte a mentalidade geral dos governantes, que nunca se lembraram que as crianças que fazem cultura têm tanto valor como as que fazem desporto - e neste caso têm mais sucesso do que as que fazem desporto”.Uma situação que se estende a outros profissionais do coro, que não dispõe de instrumentos apropriados para justificar ausências nos postos de trabalho quando representam o país em eventos culturais, como foi o caso do grupo nos últimos dias.“Tal como disse um dos júris do concurso internacional, o nosso coro seria talvez o único verdadeiramente amador a concurso e era notável o trabalho que se conseguia fazer. A pontuação e as medalhas falam por si”, concluiu.O 7º Concurso Internacional de Coros de Veneza juntou desde quarta-feira 32 grupos (cerca de 1500 pessoas) de 17 países.
LFO.Lusa/fim
Saturday, May 02, 2009
Vital conseguiu que se fale dele e até se compara com Mário Soares. Ele lá sabe
Começo por esclarecer três coisas sobre Vital Moreira: 1. Estudei pelo manual dele e do Gomes Canotilho e foi muito bom para mim que isso tenha acontecido; 2. Foi casado com uma prima da minha mulher; 3. Foi militante do meu Partido.
Acrescento que não o conheço sequer pessoalmente. Vi uma vez, apenas.
Dito isto, em frente.
.
Vital foi agredido e isso é muito mau. Foi agredido em dia mau para o ser e isso é muito mau: a agressão ensombra Maio e faz duas coisas péssimas: que Vital, que estava sem garra, abra hoje os telejornais e que as culpas ainda recaiam na esquerda. Portanto, tudo junto, tudo mau.
Lamento tudo isto.
Condeno tudo isto.
Mas, honestamente, uma Zita ou um Vital, depois de terem andado por aqui, virem aqui, chateia qualquer um... até parece que se procuram sarilhos... embora cada um reaja a seu modo.
Não me parece que tenha sido muito bom este candidato do PS (bem sei que é independente - mas aproveitar um 1º de Maio para ali fazer-se notar como candidato...), num dia destes, numa época destas, aparecer ali... meus senhores, se não estavam à procura disto, mais parece que sim - as pessoas sabem que nestes ajuntamentos de tantos milhares, se há milhares que se comntrolam, há quem se solte das formas mais inesperadas...
Nem me passa pela cabeça estar aqui a piorar as coisas ou a dizer que fizeram bem as pessoas que assim reagiram. Nada disso. Se fosse eu, não o teria feito, claro. Se lá estivese, ter-me-ia posto entre os exaltados e Vital, como é evidente.
Mas nunca me impeço de reflectir. E, reflectindo, aí está o que penso. E penso que, se fosse eu e me chamasse Vital, muito menos lá teria ido hoje, evidentemente.
Vital e quem concebeu a operação devia ter reflectido também.
Ao contrário do que pensou quem tal planeou, se planeou, a verdade é que Vital (e o PS) não saem mais prestigiados disto. É que na mentalidade judaico-cristã do nosso Povo (aqueles que poderiam consider Vital um mártir) presume sempre que os mártires fizeram algo a que sae posaa chamar boas acções. Não foi o caso. Para uns passará por mártir de quem ter pena, mas para outros será apenas um provocador detestável: mais detestável hoje do que ontem. Assim funciona a vida política, penso eu.
.
Registo com tranquilidade que os restantes membros do PS não foram directamente molestados e que «“muitos participantes” do desfile da CGTP correram em auxílio dos socialistas. “Muitos manifestantes indignaram-se com aquela cena e afirmaram bem alto que aquilo era inadmissível.” (...) Carlos Trindade, dirigente da CGTP, fez questão de “pedir desculpas em seu nome e em nome da Intersindical”, lamentando o sucedido», como leio no «Público Última Hora».
.
Agora, o que se seguiu - que foi gravíssimo. É com coisas destas que se arranjam grandes chatices.
A rapidez com que Vitalino Canas apareceu por todo o lado a papaguear coisas é muito suspeita. Muito suspeita mesmo.
Permite pensar que, de certeza, parece que já estava tudo preparado.
Condeno as agressões mas condeno ainda mais as provocações preparadas.
E tudo me indica que esta foi uma dessas da parte de alguém. Nem sei se de Vital nem se da candidatura nem se de alguma das empresas de marketing político que agora qté põem os miúdos a mentir nos tempos de antena do PS - que é o mais provável, para mim.
Isso já era sufientemente mau.
Mas essa de que o PCP tinha de pedir desculpas não lembrava ao diabo.
Quem se julga esse senhor chamado Vitalino Canas para estas aleivosias? Um pouco de contenção fazia-lhe bem. Não gostei nem um bocadinho do que ele disse. Sei que a sondagem de hoje sobre as europeias não lhe agradou nada. Mas daí até procurar a todo o custo aproveitar este incidente para fazer de Vital um mártir, meus senhores, tenham calma.
.
Da parte da CGTP, isso sim, já foram pedidas desculpas. E ainda bem. Da parte do PCP, a reacção foi esta: «O PCP manifesta a sua discordância e lamenta os incidentes verificados em Lisboa, num acto isolado de alguns manifestantes» mas «rejeita as acusações, insultos e calúnias dirigidas pelo PS contra o PCP», afirmou (Francisco Lopes) - leio no site da TVI24.
.
Pelo meu lado, repito que lamento e que tudo isto seria bem mais útil se não tivesse acontecido. A começar pela inclusão de Vital na comitiva do PS que foi ao Martim Moniz. A que propósito é que este candidato, um independente, vai representar um partido?
E reafirmo que o PS e Vital saem a ganhar visibilidade de uma candidatura cheia de incidentes negativos e sem garra e em dia de má sondagem (como pode ler aqui).
.
À margem:
E isto, não foi provocação? Com um membro da direcção da UGT e tudo?
.
Entretanto, o PCP emitiu uma Nota sobre o assunto. Pode ler aqui.
Acrescento que não o conheço sequer pessoalmente. Vi uma vez, apenas.
Dito isto, em frente.
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Vital foi agredido e isso é muito mau. Foi agredido em dia mau para o ser e isso é muito mau: a agressão ensombra Maio e faz duas coisas péssimas: que Vital, que estava sem garra, abra hoje os telejornais e que as culpas ainda recaiam na esquerda. Portanto, tudo junto, tudo mau.
Lamento tudo isto.
Condeno tudo isto.
Mas, honestamente, uma Zita ou um Vital, depois de terem andado por aqui, virem aqui, chateia qualquer um... até parece que se procuram sarilhos... embora cada um reaja a seu modo.
Não me parece que tenha sido muito bom este candidato do PS (bem sei que é independente - mas aproveitar um 1º de Maio para ali fazer-se notar como candidato...), num dia destes, numa época destas, aparecer ali... meus senhores, se não estavam à procura disto, mais parece que sim - as pessoas sabem que nestes ajuntamentos de tantos milhares, se há milhares que se comntrolam, há quem se solte das formas mais inesperadas...
Nem me passa pela cabeça estar aqui a piorar as coisas ou a dizer que fizeram bem as pessoas que assim reagiram. Nada disso. Se fosse eu, não o teria feito, claro. Se lá estivese, ter-me-ia posto entre os exaltados e Vital, como é evidente.
Mas nunca me impeço de reflectir. E, reflectindo, aí está o que penso. E penso que, se fosse eu e me chamasse Vital, muito menos lá teria ido hoje, evidentemente.
Vital e quem concebeu a operação devia ter reflectido também.
Ao contrário do que pensou quem tal planeou, se planeou, a verdade é que Vital (e o PS) não saem mais prestigiados disto. É que na mentalidade judaico-cristã do nosso Povo (aqueles que poderiam consider Vital um mártir) presume sempre que os mártires fizeram algo a que sae posaa chamar boas acções. Não foi o caso. Para uns passará por mártir de quem ter pena, mas para outros será apenas um provocador detestável: mais detestável hoje do que ontem. Assim funciona a vida política, penso eu.
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Registo com tranquilidade que os restantes membros do PS não foram directamente molestados e que «“muitos participantes” do desfile da CGTP correram em auxílio dos socialistas. “Muitos manifestantes indignaram-se com aquela cena e afirmaram bem alto que aquilo era inadmissível.” (...) Carlos Trindade, dirigente da CGTP, fez questão de “pedir desculpas em seu nome e em nome da Intersindical”, lamentando o sucedido», como leio no «Público Última Hora».
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Agora, o que se seguiu - que foi gravíssimo. É com coisas destas que se arranjam grandes chatices.
A rapidez com que Vitalino Canas apareceu por todo o lado a papaguear coisas é muito suspeita. Muito suspeita mesmo.
Permite pensar que, de certeza, parece que já estava tudo preparado.
Condeno as agressões mas condeno ainda mais as provocações preparadas.
E tudo me indica que esta foi uma dessas da parte de alguém. Nem sei se de Vital nem se da candidatura nem se de alguma das empresas de marketing político que agora qté põem os miúdos a mentir nos tempos de antena do PS - que é o mais provável, para mim.
Isso já era sufientemente mau.
Mas essa de que o PCP tinha de pedir desculpas não lembrava ao diabo.
Quem se julga esse senhor chamado Vitalino Canas para estas aleivosias? Um pouco de contenção fazia-lhe bem. Não gostei nem um bocadinho do que ele disse. Sei que a sondagem de hoje sobre as europeias não lhe agradou nada. Mas daí até procurar a todo o custo aproveitar este incidente para fazer de Vital um mártir, meus senhores, tenham calma.
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Da parte da CGTP, isso sim, já foram pedidas desculpas. E ainda bem. Da parte do PCP, a reacção foi esta: «O PCP manifesta a sua discordância e lamenta os incidentes verificados em Lisboa, num acto isolado de alguns manifestantes» mas «rejeita as acusações, insultos e calúnias dirigidas pelo PS contra o PCP», afirmou (Francisco Lopes) - leio no site da TVI24.
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Pelo meu lado, repito que lamento e que tudo isto seria bem mais útil se não tivesse acontecido. A começar pela inclusão de Vital na comitiva do PS que foi ao Martim Moniz. A que propósito é que este candidato, um independente, vai representar um partido?
E reafirmo que o PS e Vital saem a ganhar visibilidade de uma candidatura cheia de incidentes negativos e sem garra e em dia de má sondagem (como pode ler aqui).
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À margem:
E isto, não foi provocação? Com um membro da direcção da UGT e tudo?
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Entretanto, o PCP emitiu uma Nota sobre o assunto. Pode ler aqui.
Friday, May 01, 2009
Em defesa do Trancão
Nota prévia
Esta moção foi rejeitada pelo PS de Loures
Loures
Coligação Democrática Unitária
________________________________________________________________________________________
MOÇÃO
ALTERAÇÃO DOS PLANOS DE PORMENOR DA ZONA NORTE DA EXPO
(PP6 E PP5)
Por solicitação da Parque EXPO, a Câmara Municipal de Loures, aprovou no passado
dia 11, uma alteração ao Plano de Pormenor 6 (PP6), na zona norte da EXPO,
reconfigurando as possibilidades de ocupação daquela área.
O espaço destinado a equipamentos públicos e zonas verdes, que pudessem constituir
uma verdadeira área de descompressão para a Cidade de Sacavém, mas também para a
vizinha Vila de Moscavide, terá outras ocupações, que não as inicialmente previstas nos
planos iniciais.
A solução agora definida pela Câmara Municipal de Loures, é uma cedência aos
interesses imobiliários, que paulatinamente têm transformado o sonho em pesadelo.
Do Plano de Pormenor 5 (PP5) é retirada uma escola pública, para que no seu lugar se
construam mais uns edifícios, esgotando-se deste modo o PP5. Essa escola pública é
deslocada para o PP6, ocupando uma parcela da área destinada a equipamentos públicos
de lazer e desporto. A restante parcela dessa área destinada a um parque verde equipado,
passará a estar ocupada com um colégio privado.
É o fim da promessa de uma ampla zona de equipamentos públicos, desportivos e de
lazer, junto à foz do Trancão. Sobram, para usufruto público, as ruas e uma pequena
praça.
Esta alteração, proposta pela Parque EXPO, deveria ter contado com a legítima e firme
oposição da Câmara Municipal de Loures.
Quem passar num fim-de-semana pela foz do Trancão perceberá como oportuno fora o
anterior planeamento, agora alterado. Aquele espaço, mesmo sem as infra-estruturas de
que carece, é já aproveitado por milhares de pessoas, que o tornaram seu de facto.
A Assembleia Municipal de Loures, reunida em 19 de Fevereiro, delibera:
a) Manifestar o seu desacordo em relação à deliberação tomada;
b) Exigir que a Câmara Municipal de Loures desenvolva todos os esforços no sentido do cumprimento das legitimas expectativas da população do Concelho de Loures, em especial da Cidade de Sacavém e da Vila de Moscavide, que na área em apreço venha a ser edificada uma ampla zona verde, devidamente equipada com estruturas de desporto e lazer, cumprindo desse modo as promessas feitas às populações.
Loures, 19.Fevereiro.2009
Os eleitos da CDU
A Moção foi rejeitada, com os votos a favor da CDU e BE, as abstenções do PSD e
os votos contra do PS
Esta moção foi rejeitada pelo PS de Loures
Loures
Coligação Democrática Unitária
________________________________________________________________________________________
MOÇÃO
ALTERAÇÃO DOS PLANOS DE PORMENOR DA ZONA NORTE DA EXPO
(PP6 E PP5)
Por solicitação da Parque EXPO, a Câmara Municipal de Loures, aprovou no passado
dia 11, uma alteração ao Plano de Pormenor 6 (PP6), na zona norte da EXPO,
reconfigurando as possibilidades de ocupação daquela área.
O espaço destinado a equipamentos públicos e zonas verdes, que pudessem constituir
uma verdadeira área de descompressão para a Cidade de Sacavém, mas também para a
vizinha Vila de Moscavide, terá outras ocupações, que não as inicialmente previstas nos
planos iniciais.
A solução agora definida pela Câmara Municipal de Loures, é uma cedência aos
interesses imobiliários, que paulatinamente têm transformado o sonho em pesadelo.
Do Plano de Pormenor 5 (PP5) é retirada uma escola pública, para que no seu lugar se
construam mais uns edifícios, esgotando-se deste modo o PP5. Essa escola pública é
deslocada para o PP6, ocupando uma parcela da área destinada a equipamentos públicos
de lazer e desporto. A restante parcela dessa área destinada a um parque verde equipado,
passará a estar ocupada com um colégio privado.
É o fim da promessa de uma ampla zona de equipamentos públicos, desportivos e de
lazer, junto à foz do Trancão. Sobram, para usufruto público, as ruas e uma pequena
praça.
Esta alteração, proposta pela Parque EXPO, deveria ter contado com a legítima e firme
oposição da Câmara Municipal de Loures.
Quem passar num fim-de-semana pela foz do Trancão perceberá como oportuno fora o
anterior planeamento, agora alterado. Aquele espaço, mesmo sem as infra-estruturas de
que carece, é já aproveitado por milhares de pessoas, que o tornaram seu de facto.
A Assembleia Municipal de Loures, reunida em 19 de Fevereiro, delibera:
a) Manifestar o seu desacordo em relação à deliberação tomada;
b) Exigir que a Câmara Municipal de Loures desenvolva todos os esforços no sentido do cumprimento das legitimas expectativas da população do Concelho de Loures, em especial da Cidade de Sacavém e da Vila de Moscavide, que na área em apreço venha a ser edificada uma ampla zona verde, devidamente equipada com estruturas de desporto e lazer, cumprindo desse modo as promessas feitas às populações.
Loures, 19.Fevereiro.2009
Os eleitos da CDU
A Moção foi rejeitada, com os votos a favor da CDU e BE, as abstenções do PSD e
os votos contra do PS
Wednesday, April 29, 2009
Alta de Lisboa
A CDU divulgou ontem um documento em que se faz uma análise profunda das relações entre a CML e a SGAL (Alta de Lisboa). É o seguinte o seu conteúdo:
Exmo. Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
António Luís Santos da Costa
REQUERIMENTO - SGAL
Em 21 de Julho de 2008 solicitamos a V. Exa., através de requerimento, informações relativas ao cumprimento do Contrato Inominado entre o Município de Lisboa e a SGAL. As informações requeridas foram as seguintes:
· Nomes e data da tomada de posse dos membros da Comissão Paritária;
· Balanço exaustivo sobre o cumprimento do Contrato Inominado (contrapartidas em espécie e numerário já entregue pela SGAL, terrenos entregues pelo Município, valores em débito e em crédito, etc.), e ainda sobre os motivos de não cumprimento, a existirem, reportado a 30 de Junho de 2008.
· Valor das taxas devidas pela SGAL em operações urbanísticas, datas de pagamento e outras informações consideradas relevantes para a análise da situação.
Em 9 de Fevereiro de 2009, recebemos resposta ao nosso requerimento através do ofício OF/446/GPCML/09 com data de 05 de Fevereiro de 2009. No entanto, a informação INF/65/DMGU/UPAL/09 anexa ao referido ofício respondia apenas parcialmente ao nosso requerimento.
A citada informação referia que “apesar de nos ter sido solicitada informação sobre a situação a 30 de Junho de 2008, a nossa resposta conterá, nesta fase, toda a informação reportada a Novembro de 2007, uma vez que a última Conta Corrente homologada é a referente a essa altura”. “Uma vez que a conta corrente de Novembro de 2008 se encontra ainda em análise prévia à sua homologação, oportunamente será dado conhecimento”
Referia ainda no seu ponto 3 que o “Contrato Inominado (…) estabelece que as contrapartidas em espécie a entregar pelo promotor privado serão objecto de uma Conta Corrente na qual serão inscritas a crédito e a débito todas as contrapartidas em espécie tendo por objectivo possibilitar a determinação, em cada momento, do valor e natureza das obras” (…) “A Conta Corrente expressa, assim, a execução das contrapartidas em espécie e tem elaboração semestral, em final de Maio e em final de Novembro de cada ano (nº19 do art.º 3º)”
Assim sendo, de acordo com o Contrato Inominado, deveria ter sido já elaborada as contas correntes relativas a Maio e Novembro de 2008, quando nos foi dada a referida informação.
Por outro lado, o Relatório de Gestão 2008, que nos foi entregue no dia 1 de Abril, muito embora ainda não tenha sido discutido em Câmara, faz referência aos seguintes factos:
· “O acréscimo verificado na dívida de e a terceiros, por via das contas, respectivamente, de Outros Devedores e de Outros Credores, radica no essencial, nas regularizações contabilísticas efectuadas no quadro da execução do designado Contrato Inominado entre a CMLisboa e a SGAL (…)”
· “Ao nível dos proveitos extraordinários a variação face a 2007, foi de +166,8 milhões de euros, radicada, sobretudo, em mais valias relativas à alienação de imobilizado (a regularização feita ao nível das operações com a SGAL saldou-se em 72,2 milhões de euros) …”
· “Verificou-se uam alteração na estrutura do activo, ainda que o Imobilizado se mantenha claramente prevalecente, com o Circulante a ganhar relevância face ao Fixo, por via do aumento de dívidas de terceiros que radica, no essencial na variação do slado de Outros Devedores explicada, fundamentalmente, pelo impacto das regularizações contabilísticas feistas em 2008, no quadro da execução do Contrato Inominado celebrado entre a CML e a SGAL “
· “O crescimento do imobilizado em Curso dos bens de Domínio Público reflete o acréscimo reflete o ac´rescimo relatvio, essencialmente, a obras em viadutos e na via pública, iluminação pública e espaços verdes, enquanto que o das Imobilizações Corpóreas reflete as adições relativas a bens transmitidos pela SGAL, equipamentos diversos, terrenos (……)”
· “O Incremento do Imobilizado Corpóreo resultou da transferência para as rubricas de edifícios e outras construções de bens anteriormente registrados em Imobilizado em Curso (….), porquanto se verificou uma diminuição na rubrica de terrenos por conta de transmissões efectuadas à SGAL.”
· “As dívidas de terceiros, no valor total de 234 Milhões de euros, assinalaram um forte crescimento face aos 72,9 milhões registrados no fim de 2007 em resultado, basicamente do incremento no saldo de Outros Devedores (+159,4 Milhões) que reflete, no essencial, as operações de regularização contabilística da execução do Contrato Inominado celebrado entre a CMLisboa e a SGAL”
· “Esta evolução, face ao exercício anterior, fundamenta-se no aumento da Dívida a Terceiros globalmente saldada em 150,6 Milhões de euros (por efeito do acréscimo da Conta Outros Devedores, que reflete, no essencial, as operações de regularização contabilística da execução do Contrato Inominado celebrado entre a CMLisboa e a SGAL e a consolidação de passivos (….)
· “O valor de -75,1 Milhões de euros de Resultados Transitados decorreu por um lado, da regularização de bens do imobilizado anterior a 1980, de movimentos referentes à SIMTEJO e à SGAL e da integração do GRCV e Lisdesporto (….)
· “Desta análise resultaram diversas regularizações contabilísticas em 2008, ao nível tanto do activo como do Passivo municipal. No activo foram registados os terrenos cedidos pela CML e os pagamentos em numerário a efectuar pela SGAL (com um impacto de 153,5 Milhões de euros no saldo de Outros devedores) enquanto que no Passivo, foram realizadas correcções relativas a contrapartidas em espécie por registrar e entregues, mas cujos terrenos ainda não foram transmitidos pela CML (com um impacto de 166,9 milhões de euros no saldo de Outros credores). Destas regularizações resultou, portanto, um saldo favorável à SGAL”
Já nos anexos às Demonstrações Financeiras 2008 encontramos as seguintes referências à SGAL:
“Decorrentes da análise da conta corrente com a SGAL – Sociedade gestora da Alta de Lisboa SA., em 2007 foram indentificados valores devedores duplicados e mesurações desenquadradas do coeficiente de desvalorização de moeda aplicável, tendo sido provisionados os montantes em excesso. Em 2008 após uma análise detalhada a todos os movimentos, tendo como base a conta corrente da SGAL foram efectuados diversos registos nomeadamente os relativos a terrenos entregues pela CML à SGAL e contrapartidas entregues pela SGAL à CML, com vista por um lado a corrigir lançamentos já efectuados e por outro a inscrever transacções ainda não registradas, nomeadamente:
Entrega de terrenos pela CML que aguardam a regularização da respectiva contrapartida – 40,1 Milhões de euros
Obras entregues à CML que aguardam a respectiva regularização – 166,9 Milhões de euros
O impacto destas correcções no exercício de 2008 é o seguinte:
Imobilizações
Terrenos – 40,1 Milhões de euros
Imobilizado em curso – 166,9 Milhões de euros
Dívidas a receber por conta de obras a entregar pela SGAL - 41,7 Milhões de euros
Dívidas a pagar por conta de obras recebidas pela CML – 166,9 Milhões de euros”
Por outro lado, a rubrica Erros e Regularizações materiais, não faz, curiosamente, nenhuma referência à SGAL, nem no que toca a resultados transitados, nem no que toca a outras regularizações relativas a exercícios anteriores.
Pelo atrás exposto e nos termos da alínea r) do nº 1 do artigo 64º e da alínea s) do nº 1 do artigo 68º da Lei nº 169/99 de 10 de Setembro com as alterações introduzidas pela Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro, bem como ao abrigo do disposto no art. 4º do Decreto-Lei nº 24/98 de 26 de Maio, os Vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa vêm requerer a V. Exa.:
· O envio da última conta corrente homologada pela CMLisboa relativa ao ano de 2008;
· A justificação para o não cumprimento do Contrato Inominado e para a não homologação das contas correntes relativas a 2008, caso tal tenha ocorrido;
· Uma explicação sobre qual a data da última conta corrente homologada entre a CMLisboa e a SGAL utilizada pela CML para suportar os movimentos e registos efectuados no exercício de 2008.
· Caso a conta corrente utilizada pelos serviços das Finanças para registar os movimentos relativos à SGAL não tenha por base as contas correntes referidas no Contrato Inominado e homologadas entre a CMLisboa e a SGAL, uma explicação sobre quais os documentos que suportam essa conta corrente e todos os seus movimentos;
· Uma explicação sobre a aparente discrepância existente entre as informações constantes no relatório de gestão e as informações constantes nos anexos às demonstrações financeiras no que se refere aos valores relativos à SGAL inscritos na conta Outros devedores;
· O envio de todos os movimentos relativos à conta corrente da SGAL processados em 2007 e 2008, com a discriminação dos terrenos, obras, equipamentos, contrapartidas em numerário, e respectivas datas de entrega real, que justifiquem em detalhe os saldos da SGAL inscritos nas Contas Patrimoniais de 2007 e 2008.
· Uma justificação para o não registo atempado das transações já efecuadas em anos anteriores bem como para as correcções de lançamentos efectuadas;
Lisboa, 29 de Abril de 2009
Os Vereadores do PCP
Exmo. Sr.
Presidente da Câmara Municipal de Lisboa
António Luís Santos da Costa
REQUERIMENTO - SGAL
Em 21 de Julho de 2008 solicitamos a V. Exa., através de requerimento, informações relativas ao cumprimento do Contrato Inominado entre o Município de Lisboa e a SGAL. As informações requeridas foram as seguintes:
· Nomes e data da tomada de posse dos membros da Comissão Paritária;
· Balanço exaustivo sobre o cumprimento do Contrato Inominado (contrapartidas em espécie e numerário já entregue pela SGAL, terrenos entregues pelo Município, valores em débito e em crédito, etc.), e ainda sobre os motivos de não cumprimento, a existirem, reportado a 30 de Junho de 2008.
· Valor das taxas devidas pela SGAL em operações urbanísticas, datas de pagamento e outras informações consideradas relevantes para a análise da situação.
Em 9 de Fevereiro de 2009, recebemos resposta ao nosso requerimento através do ofício OF/446/GPCML/09 com data de 05 de Fevereiro de 2009. No entanto, a informação INF/65/DMGU/UPAL/09 anexa ao referido ofício respondia apenas parcialmente ao nosso requerimento.
A citada informação referia que “apesar de nos ter sido solicitada informação sobre a situação a 30 de Junho de 2008, a nossa resposta conterá, nesta fase, toda a informação reportada a Novembro de 2007, uma vez que a última Conta Corrente homologada é a referente a essa altura”. “Uma vez que a conta corrente de Novembro de 2008 se encontra ainda em análise prévia à sua homologação, oportunamente será dado conhecimento”
Referia ainda no seu ponto 3 que o “Contrato Inominado (…) estabelece que as contrapartidas em espécie a entregar pelo promotor privado serão objecto de uma Conta Corrente na qual serão inscritas a crédito e a débito todas as contrapartidas em espécie tendo por objectivo possibilitar a determinação, em cada momento, do valor e natureza das obras” (…) “A Conta Corrente expressa, assim, a execução das contrapartidas em espécie e tem elaboração semestral, em final de Maio e em final de Novembro de cada ano (nº19 do art.º 3º)”
Assim sendo, de acordo com o Contrato Inominado, deveria ter sido já elaborada as contas correntes relativas a Maio e Novembro de 2008, quando nos foi dada a referida informação.
Por outro lado, o Relatório de Gestão 2008, que nos foi entregue no dia 1 de Abril, muito embora ainda não tenha sido discutido em Câmara, faz referência aos seguintes factos:
· “O acréscimo verificado na dívida de e a terceiros, por via das contas, respectivamente, de Outros Devedores e de Outros Credores, radica no essencial, nas regularizações contabilísticas efectuadas no quadro da execução do designado Contrato Inominado entre a CMLisboa e a SGAL (…)”
· “Ao nível dos proveitos extraordinários a variação face a 2007, foi de +166,8 milhões de euros, radicada, sobretudo, em mais valias relativas à alienação de imobilizado (a regularização feita ao nível das operações com a SGAL saldou-se em 72,2 milhões de euros) …”
· “Verificou-se uam alteração na estrutura do activo, ainda que o Imobilizado se mantenha claramente prevalecente, com o Circulante a ganhar relevância face ao Fixo, por via do aumento de dívidas de terceiros que radica, no essencial na variação do slado de Outros Devedores explicada, fundamentalmente, pelo impacto das regularizações contabilísticas feistas em 2008, no quadro da execução do Contrato Inominado celebrado entre a CML e a SGAL “
· “O crescimento do imobilizado em Curso dos bens de Domínio Público reflete o acréscimo reflete o ac´rescimo relatvio, essencialmente, a obras em viadutos e na via pública, iluminação pública e espaços verdes, enquanto que o das Imobilizações Corpóreas reflete as adições relativas a bens transmitidos pela SGAL, equipamentos diversos, terrenos (……)”
· “O Incremento do Imobilizado Corpóreo resultou da transferência para as rubricas de edifícios e outras construções de bens anteriormente registrados em Imobilizado em Curso (….), porquanto se verificou uma diminuição na rubrica de terrenos por conta de transmissões efectuadas à SGAL.”
· “As dívidas de terceiros, no valor total de 234 Milhões de euros, assinalaram um forte crescimento face aos 72,9 milhões registrados no fim de 2007 em resultado, basicamente do incremento no saldo de Outros Devedores (+159,4 Milhões) que reflete, no essencial, as operações de regularização contabilística da execução do Contrato Inominado celebrado entre a CMLisboa e a SGAL”
· “Esta evolução, face ao exercício anterior, fundamenta-se no aumento da Dívida a Terceiros globalmente saldada em 150,6 Milhões de euros (por efeito do acréscimo da Conta Outros Devedores, que reflete, no essencial, as operações de regularização contabilística da execução do Contrato Inominado celebrado entre a CMLisboa e a SGAL e a consolidação de passivos (….)
· “O valor de -75,1 Milhões de euros de Resultados Transitados decorreu por um lado, da regularização de bens do imobilizado anterior a 1980, de movimentos referentes à SIMTEJO e à SGAL e da integração do GRCV e Lisdesporto (….)
· “Desta análise resultaram diversas regularizações contabilísticas em 2008, ao nível tanto do activo como do Passivo municipal. No activo foram registados os terrenos cedidos pela CML e os pagamentos em numerário a efectuar pela SGAL (com um impacto de 153,5 Milhões de euros no saldo de Outros devedores) enquanto que no Passivo, foram realizadas correcções relativas a contrapartidas em espécie por registrar e entregues, mas cujos terrenos ainda não foram transmitidos pela CML (com um impacto de 166,9 milhões de euros no saldo de Outros credores). Destas regularizações resultou, portanto, um saldo favorável à SGAL”
Já nos anexos às Demonstrações Financeiras 2008 encontramos as seguintes referências à SGAL:
“Decorrentes da análise da conta corrente com a SGAL – Sociedade gestora da Alta de Lisboa SA., em 2007 foram indentificados valores devedores duplicados e mesurações desenquadradas do coeficiente de desvalorização de moeda aplicável, tendo sido provisionados os montantes em excesso. Em 2008 após uma análise detalhada a todos os movimentos, tendo como base a conta corrente da SGAL foram efectuados diversos registos nomeadamente os relativos a terrenos entregues pela CML à SGAL e contrapartidas entregues pela SGAL à CML, com vista por um lado a corrigir lançamentos já efectuados e por outro a inscrever transacções ainda não registradas, nomeadamente:
Entrega de terrenos pela CML que aguardam a regularização da respectiva contrapartida – 40,1 Milhões de euros
Obras entregues à CML que aguardam a respectiva regularização – 166,9 Milhões de euros
O impacto destas correcções no exercício de 2008 é o seguinte:
Imobilizações
Terrenos – 40,1 Milhões de euros
Imobilizado em curso – 166,9 Milhões de euros
Dívidas a receber por conta de obras a entregar pela SGAL - 41,7 Milhões de euros
Dívidas a pagar por conta de obras recebidas pela CML – 166,9 Milhões de euros”
Por outro lado, a rubrica Erros e Regularizações materiais, não faz, curiosamente, nenhuma referência à SGAL, nem no que toca a resultados transitados, nem no que toca a outras regularizações relativas a exercícios anteriores.
Pelo atrás exposto e nos termos da alínea r) do nº 1 do artigo 64º e da alínea s) do nº 1 do artigo 68º da Lei nº 169/99 de 10 de Setembro com as alterações introduzidas pela Lei nº 5-A/2002 de 11 de Janeiro, bem como ao abrigo do disposto no art. 4º do Decreto-Lei nº 24/98 de 26 de Maio, os Vereadores do PCP na Câmara Municipal de Lisboa vêm requerer a V. Exa.:
· O envio da última conta corrente homologada pela CMLisboa relativa ao ano de 2008;
· A justificação para o não cumprimento do Contrato Inominado e para a não homologação das contas correntes relativas a 2008, caso tal tenha ocorrido;
· Uma explicação sobre qual a data da última conta corrente homologada entre a CMLisboa e a SGAL utilizada pela CML para suportar os movimentos e registos efectuados no exercício de 2008.
· Caso a conta corrente utilizada pelos serviços das Finanças para registar os movimentos relativos à SGAL não tenha por base as contas correntes referidas no Contrato Inominado e homologadas entre a CMLisboa e a SGAL, uma explicação sobre quais os documentos que suportam essa conta corrente e todos os seus movimentos;
· Uma explicação sobre a aparente discrepância existente entre as informações constantes no relatório de gestão e as informações constantes nos anexos às demonstrações financeiras no que se refere aos valores relativos à SGAL inscritos na conta Outros devedores;
· O envio de todos os movimentos relativos à conta corrente da SGAL processados em 2007 e 2008, com a discriminação dos terrenos, obras, equipamentos, contrapartidas em numerário, e respectivas datas de entrega real, que justifiquem em detalhe os saldos da SGAL inscritos nas Contas Patrimoniais de 2007 e 2008.
· Uma justificação para o não registo atempado das transações já efecuadas em anos anteriores bem como para as correcções de lançamentos efectuadas;
Lisboa, 29 de Abril de 2009
Os Vereadores do PCP
Thursday, April 23, 2009
AIL contra despejos imediatos
AIL não abdica
do seu papel de parceiro social
NOVA LEI DOS DESPEJOS IMEDIATOS EM PREPARAÇÃO PELO GOVERNO
Ao que a Associação dos Inquilinos Lisbonenses conseguiu saber, o Governo tem em preparação um Projecto de Decreto-lei que visa no essencial o despejo dos inquilinos, habitacionais e não habitacionais.
Destina-se tal projecto a apresentar na AR uma autorização legislativa que, no pressuposto de alterar o Decreto-Lei nº 157/2006, não passa de uma alteração com o objectivo de facultar aos proprietários os despejos imediatos, bastando para tanto que pretenda executar obras de conservação para as quais seja necessário que o inquilino não possa permanecer no locado.
Nestas circunstâncias, os inquilinos habitacionais poderão ser indemnizados com o valor correspondente a dois anos de renda, num mínimo de 24 vezes o salário mínimo nacional (10.800,00 euros) e para os não habitacionais 60 vezes o mesmo valor (27.000,00 euros).
Estamos a falar em valores insignificantes para eventuais alternativas tendo em conta o que a habitação representa para as pessoas, e para os serviços e emprego, valores esses que serão por certo uma pequena parcela do que representará o valor que os proprietários irão receber futuramente em novos arrendamentos.
A ser assim, importa responder desde já e condenar energicamente tal propósito do Governo, completamente desajustado da realidade social e económica do país, ainda por cima agravadas com a crise existente.
Era um hábito salutar haver uma apresentação de intenções e uma discussão prévia entre o Governo e os parceiros sociais. O Secretário de Estado Dr. Eduardo Cabrita assim procedeu ao consultar as associações no decorrer do processo de alterações à lei do Arrendamento.
Agora, e ao contrário, o Secretário de Estado João Ferrão, não comunicou nem discutiu previamente, e quando confrontado pela AIL, por escrito, sobre quais as razões de estar em preparação nova legislação sobre habitação e arrendamento sem que a AIL, ficou muito indignado.
AIL é parceiro social
e exige ser ouvida
A AIL não abdica do seu papel de parceiro social e, como tal, exige ser ouvida. Ontem, hoje, amanhã e sempre! Está em causa um direito fundamental dos cidadãos, o seu direito à habitação!
Mas, importa ter presente que a comunicação social fez recente eco desta intenção do Governo em legislar sobre a matéria, mas apenas divulgou aspectos relacionados com a propriedade privada omitindo os aspectos quanto às intenções da lei quanto ao arrendamento e, sabe-se agora, quanto aos despejos dos inquilinos.
Terá sido por acaso que apenas passou aquela informação sendo bem guardada esta que estamos a falar?
Trata-se, mais uma vez, da mesma política: vão ser não só as classes e camadas da população mais desfavorecidas, os Pequenos e Médios comerciantes e industriais a pagar a crise por falta de apoios financeiros, mas também os inquilinos e PMES a sofrer a gula de alguns proprietários com todo o apoio do Governo.
Estará o Secretário de Estado João Ferrão a prever o que sucederá com estes despejos? Vai-se ter de voltar às barracas?
Se o Governo tiver a ousadia de ir para a frente com esta proposta, vamos de ter de encontrar as formas de combate adequadas às circunstâncias.
A AIL, desde o início, afirmou que a proposta do NRAU apresentada pelo actual Governo em 2005, após ser nomeado, apenas acarretava a actualização de rendas ditas antigas e aumentava a receita fiscal por via da actualização do valor patrimonial, mas que em nada contribuía para a urgente reabilitação do património e para a melhoria da qualidade de vida dos arrendatários, o que se confirmou.
De facto, o NRAU aplicou-se quase exclusivamente às casas e prédios que genericamente estavam em boas condições de habitabilidade, na maioria das vezes com obras realizadas a expensas dos inquilinos, deixando de fora e à sua sorte a esmagadora maioria, comprovado pelo facto de dos quase meio milhão de arrendamentos anteriores a 1990, apenas cerca de 3% a 5%, foram alvo de pedidos de vistoria para efeitos de actualização de renda, o que demonstra o elevado estado de degradação do património arrendado, a indiferença dos proprietários e a ineficácia da Lei.
Como se tal não bastasse, perspectiva-se agora um novo ataque ao arrendamento.
do seu papel de parceiro social
NOVA LEI DOS DESPEJOS IMEDIATOS EM PREPARAÇÃO PELO GOVERNO
Ao que a Associação dos Inquilinos Lisbonenses conseguiu saber, o Governo tem em preparação um Projecto de Decreto-lei que visa no essencial o despejo dos inquilinos, habitacionais e não habitacionais.
Destina-se tal projecto a apresentar na AR uma autorização legislativa que, no pressuposto de alterar o Decreto-Lei nº 157/2006, não passa de uma alteração com o objectivo de facultar aos proprietários os despejos imediatos, bastando para tanto que pretenda executar obras de conservação para as quais seja necessário que o inquilino não possa permanecer no locado.
Nestas circunstâncias, os inquilinos habitacionais poderão ser indemnizados com o valor correspondente a dois anos de renda, num mínimo de 24 vezes o salário mínimo nacional (10.800,00 euros) e para os não habitacionais 60 vezes o mesmo valor (27.000,00 euros).
Estamos a falar em valores insignificantes para eventuais alternativas tendo em conta o que a habitação representa para as pessoas, e para os serviços e emprego, valores esses que serão por certo uma pequena parcela do que representará o valor que os proprietários irão receber futuramente em novos arrendamentos.
A ser assim, importa responder desde já e condenar energicamente tal propósito do Governo, completamente desajustado da realidade social e económica do país, ainda por cima agravadas com a crise existente.
Era um hábito salutar haver uma apresentação de intenções e uma discussão prévia entre o Governo e os parceiros sociais. O Secretário de Estado Dr. Eduardo Cabrita assim procedeu ao consultar as associações no decorrer do processo de alterações à lei do Arrendamento.
Agora, e ao contrário, o Secretário de Estado João Ferrão, não comunicou nem discutiu previamente, e quando confrontado pela AIL, por escrito, sobre quais as razões de estar em preparação nova legislação sobre habitação e arrendamento sem que a AIL, ficou muito indignado.
AIL é parceiro social
e exige ser ouvida
A AIL não abdica do seu papel de parceiro social e, como tal, exige ser ouvida. Ontem, hoje, amanhã e sempre! Está em causa um direito fundamental dos cidadãos, o seu direito à habitação!
Mas, importa ter presente que a comunicação social fez recente eco desta intenção do Governo em legislar sobre a matéria, mas apenas divulgou aspectos relacionados com a propriedade privada omitindo os aspectos quanto às intenções da lei quanto ao arrendamento e, sabe-se agora, quanto aos despejos dos inquilinos.
Terá sido por acaso que apenas passou aquela informação sendo bem guardada esta que estamos a falar?
Trata-se, mais uma vez, da mesma política: vão ser não só as classes e camadas da população mais desfavorecidas, os Pequenos e Médios comerciantes e industriais a pagar a crise por falta de apoios financeiros, mas também os inquilinos e PMES a sofrer a gula de alguns proprietários com todo o apoio do Governo.
Estará o Secretário de Estado João Ferrão a prever o que sucederá com estes despejos? Vai-se ter de voltar às barracas?
Se o Governo tiver a ousadia de ir para a frente com esta proposta, vamos de ter de encontrar as formas de combate adequadas às circunstâncias.
A AIL, desde o início, afirmou que a proposta do NRAU apresentada pelo actual Governo em 2005, após ser nomeado, apenas acarretava a actualização de rendas ditas antigas e aumentava a receita fiscal por via da actualização do valor patrimonial, mas que em nada contribuía para a urgente reabilitação do património e para a melhoria da qualidade de vida dos arrendatários, o que se confirmou.
De facto, o NRAU aplicou-se quase exclusivamente às casas e prédios que genericamente estavam em boas condições de habitabilidade, na maioria das vezes com obras realizadas a expensas dos inquilinos, deixando de fora e à sua sorte a esmagadora maioria, comprovado pelo facto de dos quase meio milhão de arrendamentos anteriores a 1990, apenas cerca de 3% a 5%, foram alvo de pedidos de vistoria para efeitos de actualização de renda, o que demonstra o elevado estado de degradação do património arrendado, a indiferença dos proprietários e a ineficácia da Lei.
Como se tal não bastasse, perspectiva-se agora um novo ataque ao arrendamento.
Sunday, April 19, 2009
A Ópera do Tejo
Os segredos da Ópera do Tejo
19.04.2009, Alexandra Prado Coelho
In Público, hoje
Teve apenas sete meses de vida antes de cair com o terramoto de 1755 mas, apesar disso, a Ópera do Tejo foi um símbolo do reinado de D. José e de Lisboa. A investigadora Aline Hall vem agora defender que o edifício pode não ter desaparecido totalmente
A investigadora Aline Gallasch-Hall passara por aquele local milhares de vezes. Sabia que ali, onde hoje fica o edifício do Arsenal da Marinha, no Terreiro do Paço, em Lisboa, tinha-se erguido no século XVIII, e durante uns escassos sete meses, um outro edifício que o rei D. José sonhara como um dos símbolos do regime: a Casa da Ópera, que ficaria mais conhecida como Ópera do Tejo.
Às vezes os sítios tornam-se de tal forma familiares que já não reparamos bem neles. Mas naquele dia, Aline viu uma coisa que lhe chamou a atenção. "Olho para o Arsenal e penso 'eu já vi isto em algum lado'. É um pouco uma verdade de La Palisse, mas o que é facto é que já tinha visto e fora na gravura das ruínas da Ópera". Aline refere-se à única imagem que chegou até nós do que terá sido esse imponente edifício à beira Tejo, desenhado pelo arquitecto italiano Giovanni Carlo Sicinio Galli Bibiena e inaugurado em Março de 1755. Aí, naquele que se julga ser "o único testemunho fiel do edifício", vê-se o que restou da ópera após o terramoto de 1 de Novembro de 1755: uma parede alta à direita com sete fileiras de janelas, a mais alta das quais termina em arco; no interior, por onde deambulam sobreviventes da tragédia, há algumas estruturas também em arco; à esquerda outra parede com o mesmo número de janelas; e ao centro vêem-se claramente duas empenas que terminam num triângulo e que se mantiveram de pé, ao fundo uma terceira meia derrubada e mais próximo de nós uma quarta da qual pouco mais resta do que a coluna. E o que Aline viu naquele dia foram essas mesmas empenas no telhado do edifício do Arsenal da Marinha. E de repente, a investigadora da Universidade de Évora, que está a trabalhar num doutoramento sobre os teatros reais na segunda metade do século XVIII, tirou uma conclusão: partes da ópera que ficaram em pé teriam sido aproveitadas para a construção do novo edifício que se ergueu no mesmo lugar. Ou seja, ainda existem vestígios dessa mítica sala na qual se estrearam apenas três óperas. A descoberta - que, sublinha Aline, para ser confirmada precisava de um estudo muito mais aprofundado do Arsenal da Marinha, nomeadamente por um arquitecto - viria mostrar que as ruínas não tinham sido completamente arrasadas e teriam sido integradas no novo edifício. Com autorização da Marinha, Aline foi depois tentar conhecer o arsenal por dentro - e recentemente convidou o P2 a acompanhá-la numa dessas visitas. "Se formos ao Google Earth percebemos perfeitamente que toda esta zona, incluindo o Tribunal de Contas, parece um puzzle gigante e que contrasta claramente com a simetria, a racionalidade, o traço quase a régua e esquadro da maior parte da Baixa Pombalina", diz a investigadora, segurando na mão um mapa que mostra as novas construções pós-terramoto, tendo por baixo a traço mais claro as antigas. Aline chama a atenção para "um corpo mais ou menos quadrangular" que parece corresponder ao que estava lá anteriormente - e que seria a Ópera. As paredes dos dois corpos são coincidentes, o que reforça a ideia do aproveitamento. "Sei que a tradição diz que o Iluminismo favorecia o princípio de deitar abaixo e construir de novo. É verdade, mas nos sítios em que isso era possível. Mas quando temos edifícios com vários metros de altura, ainda sólidos, não faz sentido que um homem tão pragmático como era o Marquês de Pombal, que tinha que reerguer uma cidade e agir com rapidez, não reaproveitasse aquilo que podia". Uma escada em caracol?Entramos no edifício e Aline começa a apontar aquilo que considera serem incongruências. "Isto é um verdadeiro emaranhado de reaproveitamentos", sublinha. "Quem espera um edifício tipicamente pombalino não percebe como é que este funciona. Só sabendo que houve aqui uma construção prévia é que se consegue explicar a falta de funcionalidade de alguns destes espaços". Um dos exemplos mais evidentes fica no pavilhão desportivo ao fundo do edifício (uma zona que inicialmente a investigadora admitia que pudesse pertencer à ópera, mas que concluiu que não). Aí, num ângulo entre duas paredes rectas está uma estrutura cónica, com uma porta em baixo e outra em cima, suspensa no ar, que "parece ser uma estrutura em pedra para uma escada em caracol, possivelmente em madeira". Esta estrutura só é visível no interior do pavilhão, e não tem correspondência no exterior, como um corpo estranho, mais antigo, que tivesse sido integrado ali por necessidades de construção.Durante muito tempo acreditou-se que única planta existente da Ópera do Tejo seria a encontrada em 1933 pelo historiador José de Figueiredo, primeiro director do Museu Nacional de Arte Antiga e da Academia nacional das Belas-Artes. Foi com base nela que Aline fez, em 2005, juntamente com o arquitecto Francisco Brandão, uma tentativa de reconstituição do edifício. A mesma planta serviu também para a recriação virtual da ópera por Alexandra Gago da Câmara e Helena Murteira, da Universidade de Évora. A planta erradaMas, no ano passado, Pedro Januário, arquitecto e professor na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, apareceu com uma tese que contraria esta ideia. "Inicialmente tomei a planta encontrada por José de Figueiredo como verdadeira, estudei a vida e obra dos Bibiena [família com várias gerações de arquitectos] e comecei a verificar que existiam erros crassos, por exemplo na dimensão dos degraus", conta. A partir de uma planta de 1759, assinada pelo Conde de Oeiras (Marquês de Pombal), que encontrou na Academia Nacional das Belas-Artes e na qual se vê a localização da ópera, Pedro Januário concluiu que as medidas não batiam certas com as da planta identificada por José de Figueiredo, tal como não batia certo a proporção entre a sala e o cenário (a ideia de que essa não seria a planta certa tinha já sido defendida no passado pelo olissipógrafo Augusto Vieira da Silva). Mas o arquitecto foi mais longe: projectou sobre a gravura das ruínas a planta e o corte do projecto e verificou que faltava profundidade. "A ópera teria cerca de 120 metros, segundo o Tombo de Lisboa de 1758 (levantamento do edificado da cidade), e a que José de Figueiredo propôs tinha à volta de 65 metros". As investigações conduziram-no a um conjunto de desenhos localizados pela professora italiana Giuseppina Raggi e pelo arquitecto do Porto Luís Soares Carneiro, autor de uma tese sobre os teatros portugueses de raiz italiana, no Museu Nacional de Arte Antiga e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Trata-se de cinco imagens que se julgava corresponderem ao teatro real de Salvaterra de Magos. Mas Januário conclui que de forma nenhuma aquele teatro podia estar implantado no palácio daquela localidade e que, por outro lado, tinha dimensões e características que permitiam arriscar a hipótese de se tratar do edifício da Ópera do Tejo. É, por isso, a partir desse desenhos que Pedro Januário tenta nova reconstituição do mítico teatro desaparecido em 1755. Seria assim? Seria diferente? Serão as empenas triangulares ainda visíveis no Arsenal da Marinha um aproveitamento do edifício original e estarão as paredes integradas no actual, como defende Aline Gallasch-Hall? Duzentos e cinquenta anos depois de ter desaparecido a Ópera do Tejo continua a guardar os seus mistérios.
19.04.2009, Alexandra Prado Coelho
In Público, hoje
Teve apenas sete meses de vida antes de cair com o terramoto de 1755 mas, apesar disso, a Ópera do Tejo foi um símbolo do reinado de D. José e de Lisboa. A investigadora Aline Hall vem agora defender que o edifício pode não ter desaparecido totalmente
A investigadora Aline Gallasch-Hall passara por aquele local milhares de vezes. Sabia que ali, onde hoje fica o edifício do Arsenal da Marinha, no Terreiro do Paço, em Lisboa, tinha-se erguido no século XVIII, e durante uns escassos sete meses, um outro edifício que o rei D. José sonhara como um dos símbolos do regime: a Casa da Ópera, que ficaria mais conhecida como Ópera do Tejo.
Às vezes os sítios tornam-se de tal forma familiares que já não reparamos bem neles. Mas naquele dia, Aline viu uma coisa que lhe chamou a atenção. "Olho para o Arsenal e penso 'eu já vi isto em algum lado'. É um pouco uma verdade de La Palisse, mas o que é facto é que já tinha visto e fora na gravura das ruínas da Ópera". Aline refere-se à única imagem que chegou até nós do que terá sido esse imponente edifício à beira Tejo, desenhado pelo arquitecto italiano Giovanni Carlo Sicinio Galli Bibiena e inaugurado em Março de 1755. Aí, naquele que se julga ser "o único testemunho fiel do edifício", vê-se o que restou da ópera após o terramoto de 1 de Novembro de 1755: uma parede alta à direita com sete fileiras de janelas, a mais alta das quais termina em arco; no interior, por onde deambulam sobreviventes da tragédia, há algumas estruturas também em arco; à esquerda outra parede com o mesmo número de janelas; e ao centro vêem-se claramente duas empenas que terminam num triângulo e que se mantiveram de pé, ao fundo uma terceira meia derrubada e mais próximo de nós uma quarta da qual pouco mais resta do que a coluna. E o que Aline viu naquele dia foram essas mesmas empenas no telhado do edifício do Arsenal da Marinha. E de repente, a investigadora da Universidade de Évora, que está a trabalhar num doutoramento sobre os teatros reais na segunda metade do século XVIII, tirou uma conclusão: partes da ópera que ficaram em pé teriam sido aproveitadas para a construção do novo edifício que se ergueu no mesmo lugar. Ou seja, ainda existem vestígios dessa mítica sala na qual se estrearam apenas três óperas. A descoberta - que, sublinha Aline, para ser confirmada precisava de um estudo muito mais aprofundado do Arsenal da Marinha, nomeadamente por um arquitecto - viria mostrar que as ruínas não tinham sido completamente arrasadas e teriam sido integradas no novo edifício. Com autorização da Marinha, Aline foi depois tentar conhecer o arsenal por dentro - e recentemente convidou o P2 a acompanhá-la numa dessas visitas. "Se formos ao Google Earth percebemos perfeitamente que toda esta zona, incluindo o Tribunal de Contas, parece um puzzle gigante e que contrasta claramente com a simetria, a racionalidade, o traço quase a régua e esquadro da maior parte da Baixa Pombalina", diz a investigadora, segurando na mão um mapa que mostra as novas construções pós-terramoto, tendo por baixo a traço mais claro as antigas. Aline chama a atenção para "um corpo mais ou menos quadrangular" que parece corresponder ao que estava lá anteriormente - e que seria a Ópera. As paredes dos dois corpos são coincidentes, o que reforça a ideia do aproveitamento. "Sei que a tradição diz que o Iluminismo favorecia o princípio de deitar abaixo e construir de novo. É verdade, mas nos sítios em que isso era possível. Mas quando temos edifícios com vários metros de altura, ainda sólidos, não faz sentido que um homem tão pragmático como era o Marquês de Pombal, que tinha que reerguer uma cidade e agir com rapidez, não reaproveitasse aquilo que podia". Uma escada em caracol?Entramos no edifício e Aline começa a apontar aquilo que considera serem incongruências. "Isto é um verdadeiro emaranhado de reaproveitamentos", sublinha. "Quem espera um edifício tipicamente pombalino não percebe como é que este funciona. Só sabendo que houve aqui uma construção prévia é que se consegue explicar a falta de funcionalidade de alguns destes espaços". Um dos exemplos mais evidentes fica no pavilhão desportivo ao fundo do edifício (uma zona que inicialmente a investigadora admitia que pudesse pertencer à ópera, mas que concluiu que não). Aí, num ângulo entre duas paredes rectas está uma estrutura cónica, com uma porta em baixo e outra em cima, suspensa no ar, que "parece ser uma estrutura em pedra para uma escada em caracol, possivelmente em madeira". Esta estrutura só é visível no interior do pavilhão, e não tem correspondência no exterior, como um corpo estranho, mais antigo, que tivesse sido integrado ali por necessidades de construção.Durante muito tempo acreditou-se que única planta existente da Ópera do Tejo seria a encontrada em 1933 pelo historiador José de Figueiredo, primeiro director do Museu Nacional de Arte Antiga e da Academia nacional das Belas-Artes. Foi com base nela que Aline fez, em 2005, juntamente com o arquitecto Francisco Brandão, uma tentativa de reconstituição do edifício. A mesma planta serviu também para a recriação virtual da ópera por Alexandra Gago da Câmara e Helena Murteira, da Universidade de Évora. A planta erradaMas, no ano passado, Pedro Januário, arquitecto e professor na Faculdade de Arquitectura de Lisboa, apareceu com uma tese que contraria esta ideia. "Inicialmente tomei a planta encontrada por José de Figueiredo como verdadeira, estudei a vida e obra dos Bibiena [família com várias gerações de arquitectos] e comecei a verificar que existiam erros crassos, por exemplo na dimensão dos degraus", conta. A partir de uma planta de 1759, assinada pelo Conde de Oeiras (Marquês de Pombal), que encontrou na Academia Nacional das Belas-Artes e na qual se vê a localização da ópera, Pedro Januário concluiu que as medidas não batiam certas com as da planta identificada por José de Figueiredo, tal como não batia certo a proporção entre a sala e o cenário (a ideia de que essa não seria a planta certa tinha já sido defendida no passado pelo olissipógrafo Augusto Vieira da Silva). Mas o arquitecto foi mais longe: projectou sobre a gravura das ruínas a planta e o corte do projecto e verificou que faltava profundidade. "A ópera teria cerca de 120 metros, segundo o Tombo de Lisboa de 1758 (levantamento do edificado da cidade), e a que José de Figueiredo propôs tinha à volta de 65 metros". As investigações conduziram-no a um conjunto de desenhos localizados pela professora italiana Giuseppina Raggi e pelo arquitecto do Porto Luís Soares Carneiro, autor de uma tese sobre os teatros portugueses de raiz italiana, no Museu Nacional de Arte Antiga e na Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. Trata-se de cinco imagens que se julgava corresponderem ao teatro real de Salvaterra de Magos. Mas Januário conclui que de forma nenhuma aquele teatro podia estar implantado no palácio daquela localidade e que, por outro lado, tinha dimensões e características que permitiam arriscar a hipótese de se tratar do edifício da Ópera do Tejo. É, por isso, a partir desse desenhos que Pedro Januário tenta nova reconstituição do mítico teatro desaparecido em 1755. Seria assim? Seria diferente? Serão as empenas triangulares ainda visíveis no Arsenal da Marinha um aproveitamento do edifício original e estarão as paredes integradas no actual, como defende Aline Gallasch-Hall? Duzentos e cinquenta anos depois de ter desaparecido a Ópera do Tejo continua a guardar os seus mistérios.
Monday, April 13, 2009
«Petição»
13, Abril 2009Segunda-feira
António Costa pode liderar lista de esquerda à Câmara, dizem promotores deOs promotores da petição que defende uma convergência de esquerda nas eleições para a Câmara de Lisboa admitiram hoje que uma futura lista resultante dessa coligação p...
news_footer('47c7e22426fa188f427033b29b9938b5','13, Abr 2009 - 21:31', 'Sol - Política')
Sol - Política 13, Abr 2009 - 21:31 Enviar por email
Autárquicas/Lisboa: António Costa pode liderar lista de esquerda à Câmara, dizem promotores de petiçãoJornal de Notícias- 13, Abr 2009 - 21:00Autárquicas/Lisboa: António Costa pode liderar lista de esquerda à Câmara, dizem promotores de petiçãoVisão- 13, Abr 2009 - 21:09António Costa pode liderar lista de esquerdaDestak- 13, Abr 2009 - 20:45Valorsul cede viaturas eléctricas para limpeza à Câmara de LouresAmbiente Online- 13, Abr 2009 - 18:29Petição "online" a favor de coligação de esquerda em LisboaExpresso- 13, Abr 2009 - 19:50
«Não queremos abrir as portas da Câmara à Direita»Personalidades ligadas ao socialismo, ao comunismo e ao BE estiveram hoje no Palácio Galveias para apelarem a uma convergência de esquerda nas autárquicas em Lisboa. R...
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Sol - Política 13, Abr 2009 - 21:31
Mais:
http://news.google.com/news?hl=pt-PT&ncl=http://www.rr.pt/InformacaoDetalhe.aspx%3FAreaId%3D11%26SubAreaId%3D53%26ContentId%3D283416
António Costa pode liderar lista de esquerda à Câmara, dizem promotores deOs promotores da petição que defende uma convergência de esquerda nas eleições para a Câmara de Lisboa admitiram hoje que uma futura lista resultante dessa coligação p...
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Sol - Política 13, Abr 2009 - 21:31 Enviar por email
Autárquicas/Lisboa: António Costa pode liderar lista de esquerda à Câmara, dizem promotores de petiçãoJornal de Notícias- 13, Abr 2009 - 21:00Autárquicas/Lisboa: António Costa pode liderar lista de esquerda à Câmara, dizem promotores de petiçãoVisão- 13, Abr 2009 - 21:09António Costa pode liderar lista de esquerdaDestak- 13, Abr 2009 - 20:45Valorsul cede viaturas eléctricas para limpeza à Câmara de LouresAmbiente Online- 13, Abr 2009 - 18:29Petição "online" a favor de coligação de esquerda em LisboaExpresso- 13, Abr 2009 - 19:50
«Não queremos abrir as portas da Câmara à Direita»Personalidades ligadas ao socialismo, ao comunismo e ao BE estiveram hoje no Palácio Galveias para apelarem a uma convergência de esquerda nas autárquicas em Lisboa. R...
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Sol - Política 13, Abr 2009 - 21:31
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Wednesday, April 08, 2009
Plataforma defende Monsanto
«A Plataforma por Monsanto dirigiu uma Carta ao Sr. Vereador do Ambiente e Espaços Verdes da Câmara Municipal de Lisboa, expressando que não obstante assinalarem diversas iniciativas positivas no Parque Florestal, como sejam:
A tentativa de recuperação do terreno do antigo "Aquaparque";
A construção de ciclovias de ligação a outras zonas da cidade;
Alguma reflorestação;
Abandono de uma possível urbanização na quinta José Pinto
As quais louva e às quais manifesta o seu total apoio.
Outras há, todavia, que suscitam a maior apreensão. Entre elas avultam as situações de seguida enunciadas, relativamente às quais solicitou a Plataforma os necessários esclarecimentos ao Vereador do pelouro:
Panorâmico de Monsanto:
Em reunião realizada na CML no passado dia 20 de Março, foi afirmado que estariam a ser realizados estudos de tráfego e de outros impactos e que estes seriam brevemente apresentados, mas a verdade é que no próprio dia estes estudos foram dados como concluídos e apresentados à imprensa, num projecto que é apresentado como definitivo, ou seja, como facto consumado. Como se pode verificar em notícia do jornal Expresso on-line de 23 de Março (a mesma notícia já havia saído no DN on-line, no dia 20), aqui reproduzida:
"António Costa esclareceu ainda que os estudos sobre o impacte provocado pelo novo projecto comprovam que "não haverá impacte negativo, quer do ponto de vista sonoro, quer do ponto de vista de poluentes ou do tráfego sendo, no entanto, necessárias novas construções na zona envolvente"
"A preservação do parque florestal na área de implantação do projecto está também garantida, sendo apenas necessária a replantação de 17 pinheiros".
Perante isto, a Plataforma gostaria fossem esclarecidas as seguintes questões:
1ª Estão ou não concluídos todos os estudos referentes ao projecto de colocação dos bombeiros no antigo restaurante panorâmico? Se estão, porque foi afirmado o contrário na véspera de se publicar a notícia que os dá como prontos nos jornais, e quando poderão ser consultados? Como e por quem foram realizados estes estudos?
2ª É ou não necessário alterar o PDM para que esse projecto possa avançar? A competência de decisão, neste caso, é apenas do presidente da CML? Não tem que ir a reunião de Câmara e à Assembleia Municipal?
3ª Se assim for, porquê apresentá-lo como definitivo antes de ser discutido e aprovado? Estando o Parque protegido pelo Regime Florestal não terão de pronunciar-se outras entidades? Este estatuto permite mais construção e impermeabilização dos terrenos? Quanto mais?
4ª Não será moral e legalmente indefensável mais construção em Monsanto, abatendo árvores e impermeabilizando clareiras?
5ª Tendo em conta que existe apenas um acesso ao restaurante, numa via íngreme com um só sentido, partilhada por uma ciclovia, não será necessário, no futuro, a construção de novas vias ou o alargamento desta, caso se avance para o projecto que a CML pretende implementar no Monsanto?
6ª Não deveria este assunto ser primeiramente alvo de uma profunda discussão pública em vez de ser apresentado como um facto consumado aos cidadãos?
Campo de tiro a chumbo:
Passados quase 2 anos da cessação do contrato de concessão esta actividade continua a ser exercida dentro do Parque pondo constantemente em causa a integridade de pessoas e bens, poluindo de maneira escandalosa os solos com chumbo, constituindo um caso gritante de incoerência face a tudo o que é ensinado nas visitas de educação ambiental ou nos princípios pelos quais o Parque se rege.
1ª Para quando uma solução definitiva para este problema?
2ª Por que não é suspensa a sua actividade enquanto não se toma uma resolução definitiva quanto à retirada do campo de tiro?
3ª Como se permite que continue impune e ilegalmente esta actividade tão prejudicial para a saúde pública?
Novos projectos:
Estão previstos para Monsanto novos projectos de instalação de estruturas como um templo budista ou novos campos de Rugby para instituições a quem já foram doados terrenos para fins desportivos noutro local.
1ª Confirmam-se estes projectos?
2ª Existem outros? Se sim, quais?
4ª Que impactos terá o novo empreendimento imobiliário da pedreira do Alvito no parque?
5ª Para quando uma defesa efectiva do parque pondo em primeiro lugar a sua enorme importância ambiental, a sua promoção e usufruição sustentadas, a sua enorme importância para a qualidade de vida e bem-estar da cidade e dos seus habitantes?
Manutenção do PFM:
1ª Quanto custa a manutenção privada do parque?
3ª Tendo a CML funcionários para o efeito, quanto custa a manutenção feita com meios próprios, mesmo que fosse necessária a contratação de mais algumas pessoas? Não seria muito mais barata e eficiente se fosse da responsabilidade da CML?
4ª Por que razão estão encerradas ao fim-de-semana, dias de maior afluência de visitantes, as casas de banho da mata de Benfica e dos Montes Claros?
5ª Para quando instalações sanitárias na Alameda Keil do Amaral, cuja construção foi protocolada por ocasião do Festival Delta Tejo?
6ª Quando estará terminado o plano municipal de prevenção de incêndios que legalmente deveria ser concluído até 31/3/09?
Trânsito:
Para quando um plano efectivo de contenção e acalmia da velocidade do trânsito, pintura de passadeiras, colocação de sinalização vertical adequada e qual o seu efeito nos novos projectos previstos?
A Plataforma por Monsanto, reafirma assim o seu firme compromisso com a salvaguarda do bem ambiental que o Parque Florestal do Monsanto representa para a Cidade e para o País, e o seu empenho na defesa dos objectivos que estiveram na base da sua criação.»
.
A Plataforma por Monsanto
Lisboa, 07 de Abril de 2009
.
Entidades que fazem parte da Plataforma por Monsanto: Associação dos Amigos e utilizadores do Monsanto; Associação de Moradores do Alto da Ajuda; AMBEX- Associação de Moradores de São Francisco Xavier e Santa Maria de Belém , Associação de Moradores do Bairro do Calhau; QUERCUS; LPN; Grupo Ecológico de Cascais; Clube de Actividades de Ar Livre; Fórum Cidadania LX; Associação Lisboa Verde; ASPEA; Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; ATTAC Verde.
A tentativa de recuperação do terreno do antigo "Aquaparque";
A construção de ciclovias de ligação a outras zonas da cidade;
Alguma reflorestação;
Abandono de uma possível urbanização na quinta José Pinto
As quais louva e às quais manifesta o seu total apoio.
Outras há, todavia, que suscitam a maior apreensão. Entre elas avultam as situações de seguida enunciadas, relativamente às quais solicitou a Plataforma os necessários esclarecimentos ao Vereador do pelouro:
Panorâmico de Monsanto:
Em reunião realizada na CML no passado dia 20 de Março, foi afirmado que estariam a ser realizados estudos de tráfego e de outros impactos e que estes seriam brevemente apresentados, mas a verdade é que no próprio dia estes estudos foram dados como concluídos e apresentados à imprensa, num projecto que é apresentado como definitivo, ou seja, como facto consumado. Como se pode verificar em notícia do jornal Expresso on-line de 23 de Março (a mesma notícia já havia saído no DN on-line, no dia 20), aqui reproduzida:
"António Costa esclareceu ainda que os estudos sobre o impacte provocado pelo novo projecto comprovam que "não haverá impacte negativo, quer do ponto de vista sonoro, quer do ponto de vista de poluentes ou do tráfego sendo, no entanto, necessárias novas construções na zona envolvente"
"A preservação do parque florestal na área de implantação do projecto está também garantida, sendo apenas necessária a replantação de 17 pinheiros".
Perante isto, a Plataforma gostaria fossem esclarecidas as seguintes questões:
1ª Estão ou não concluídos todos os estudos referentes ao projecto de colocação dos bombeiros no antigo restaurante panorâmico? Se estão, porque foi afirmado o contrário na véspera de se publicar a notícia que os dá como prontos nos jornais, e quando poderão ser consultados? Como e por quem foram realizados estes estudos?
2ª É ou não necessário alterar o PDM para que esse projecto possa avançar? A competência de decisão, neste caso, é apenas do presidente da CML? Não tem que ir a reunião de Câmara e à Assembleia Municipal?
3ª Se assim for, porquê apresentá-lo como definitivo antes de ser discutido e aprovado? Estando o Parque protegido pelo Regime Florestal não terão de pronunciar-se outras entidades? Este estatuto permite mais construção e impermeabilização dos terrenos? Quanto mais?
4ª Não será moral e legalmente indefensável mais construção em Monsanto, abatendo árvores e impermeabilizando clareiras?
5ª Tendo em conta que existe apenas um acesso ao restaurante, numa via íngreme com um só sentido, partilhada por uma ciclovia, não será necessário, no futuro, a construção de novas vias ou o alargamento desta, caso se avance para o projecto que a CML pretende implementar no Monsanto?
6ª Não deveria este assunto ser primeiramente alvo de uma profunda discussão pública em vez de ser apresentado como um facto consumado aos cidadãos?
Campo de tiro a chumbo:
Passados quase 2 anos da cessação do contrato de concessão esta actividade continua a ser exercida dentro do Parque pondo constantemente em causa a integridade de pessoas e bens, poluindo de maneira escandalosa os solos com chumbo, constituindo um caso gritante de incoerência face a tudo o que é ensinado nas visitas de educação ambiental ou nos princípios pelos quais o Parque se rege.
1ª Para quando uma solução definitiva para este problema?
2ª Por que não é suspensa a sua actividade enquanto não se toma uma resolução definitiva quanto à retirada do campo de tiro?
3ª Como se permite que continue impune e ilegalmente esta actividade tão prejudicial para a saúde pública?
Novos projectos:
Estão previstos para Monsanto novos projectos de instalação de estruturas como um templo budista ou novos campos de Rugby para instituições a quem já foram doados terrenos para fins desportivos noutro local.
1ª Confirmam-se estes projectos?
2ª Existem outros? Se sim, quais?
4ª Que impactos terá o novo empreendimento imobiliário da pedreira do Alvito no parque?
5ª Para quando uma defesa efectiva do parque pondo em primeiro lugar a sua enorme importância ambiental, a sua promoção e usufruição sustentadas, a sua enorme importância para a qualidade de vida e bem-estar da cidade e dos seus habitantes?
Manutenção do PFM:
1ª Quanto custa a manutenção privada do parque?
3ª Tendo a CML funcionários para o efeito, quanto custa a manutenção feita com meios próprios, mesmo que fosse necessária a contratação de mais algumas pessoas? Não seria muito mais barata e eficiente se fosse da responsabilidade da CML?
4ª Por que razão estão encerradas ao fim-de-semana, dias de maior afluência de visitantes, as casas de banho da mata de Benfica e dos Montes Claros?
5ª Para quando instalações sanitárias na Alameda Keil do Amaral, cuja construção foi protocolada por ocasião do Festival Delta Tejo?
6ª Quando estará terminado o plano municipal de prevenção de incêndios que legalmente deveria ser concluído até 31/3/09?
Trânsito:
Para quando um plano efectivo de contenção e acalmia da velocidade do trânsito, pintura de passadeiras, colocação de sinalização vertical adequada e qual o seu efeito nos novos projectos previstos?
A Plataforma por Monsanto, reafirma assim o seu firme compromisso com a salvaguarda do bem ambiental que o Parque Florestal do Monsanto representa para a Cidade e para o País, e o seu empenho na defesa dos objectivos que estiveram na base da sua criação.»
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A Plataforma por Monsanto
Lisboa, 07 de Abril de 2009
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Entidades que fazem parte da Plataforma por Monsanto: Associação dos Amigos e utilizadores do Monsanto; Associação de Moradores do Alto da Ajuda; AMBEX- Associação de Moradores de São Francisco Xavier e Santa Maria de Belém , Associação de Moradores do Bairro do Calhau; QUERCUS; LPN; Grupo Ecológico de Cascais; Clube de Actividades de Ar Livre; Fórum Cidadania LX; Associação Lisboa Verde; ASPEA; Fundação das Casas de Fronteira e Alorna; ATTAC Verde.
Sunday, April 05, 2009
Grande Raposo: mais um na ribalta
Raposo diz que não conhece Pinto de Sousa
05.04.2009
Autarca nega conversa com primo de Sócrates
O presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, disse ontem ao PÚBLICO, através de um colaborador, que nunca ouviu falar na empresa Mecaso e que não conhece José Paulo Pinto de Sousa, o primo de Sócrates que, juntamente com a mãe do primeiro-ministro, criou aquela empresa em 1999. Segundo o semanário Sol, o nome da Mecaso e daquele primo de Sócrates estão referenciados num inquérito judicial que se arrasta há dez anos e que incide sobre suspeitas de corrupção na Câmara da Amadora. O semanário alude mesmo a uma conversa telefónica gravada pela Judiciária (PJ) em que Raposo pede a Pinto de Sousa (filho de um tio paterno de Sócrates) "para ir buscar a encomenda ao banco Espírito Santo e entregá-la ao José Guilherme" - um conhecido construtor civil da região de Lisboa. O autarca garante que nunca telefonou a Pinto de Sousa e nega que a PJ lhe tenha apreendido o computador quando fez buscas na sua residência, em 2005. Raposo acrescenta que não é arguido em nenhum processo e que o único computador que foi apreendido (no qual haveria referências à Mecaso) foi o de António Ramos Preto, o presidente da Assembleia Municipal da Amadora, que também está indiciado no processo em investigação. J.A.C.
05.04.2009
Autarca nega conversa com primo de Sócrates
O presidente da Câmara da Amadora, Joaquim Raposo, disse ontem ao PÚBLICO, através de um colaborador, que nunca ouviu falar na empresa Mecaso e que não conhece José Paulo Pinto de Sousa, o primo de Sócrates que, juntamente com a mãe do primeiro-ministro, criou aquela empresa em 1999. Segundo o semanário Sol, o nome da Mecaso e daquele primo de Sócrates estão referenciados num inquérito judicial que se arrasta há dez anos e que incide sobre suspeitas de corrupção na Câmara da Amadora. O semanário alude mesmo a uma conversa telefónica gravada pela Judiciária (PJ) em que Raposo pede a Pinto de Sousa (filho de um tio paterno de Sócrates) "para ir buscar a encomenda ao banco Espírito Santo e entregá-la ao José Guilherme" - um conhecido construtor civil da região de Lisboa. O autarca garante que nunca telefonou a Pinto de Sousa e nega que a PJ lhe tenha apreendido o computador quando fez buscas na sua residência, em 2005. Raposo acrescenta que não é arguido em nenhum processo e que o único computador que foi apreendido (no qual haveria referências à Mecaso) foi o de António Ramos Preto, o presidente da Assembleia Municipal da Amadora, que também está indiciado no processo em investigação. J.A.C.
Saturday, April 04, 2009
CPPC participa na Cimeira Anti-Nato
Por ocasião do 60º aniversário da NATO
O Conselho Português para a Paz e Cooperação participa hoje e amanhã, na Cimeira anti-NATO que tem lugar em Estrasburgo.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, participa hoje na Conferência: “Bombardeamento da Jugoslávia: precedente de futuros crimes da NATO”, co-organizada pelo Conselho Mundial da Paz, no quadro da Cimeira anti-NATO, que se realiza de 2 a 5 de Abril, em Estrasburgo.
Convocada por organizações não governamentais e movimentos da paz de toda a Europa, a Cimeira Anti-NATO tem por objectivo denunciar os crimes desta organização contra a paz e a soberania dos povos, e exigir a sua dissolução.
O Apelo Mundial que serviu de base à convocatória das acções em Estrasburgo sublinha que a NATO é um obstáculo à paz mundial.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte – NATO –, criada em Abril de 1949, sempre pautou a sua actuação por uma lógica belicista, privilegiando a adopção de soluções militares e liderando durante décadas a corrida aos armamentos, sob a égide dos EUA.
Após a dissolução do Pacto de Varsóvia, mais a NATO revelou o seu carácter anacrónico, acentuando a sua natureza belicista e actuando como um factor de tensão e desequilíbrio em múltiplos conflitos que eclodiram no mundo.
Hoje a NATO é um instrumento ao serviço dos EUA e seus aliados, para o desencadeamento de guerras de agressão, ignorando as Nações Unidas e o direito internacional. A NATO é responsável pela aceleração da militarização e da corrida aos armamentos, dispondo de bases militares em todos os continentes.
Seguindo desde 1991 uma agenda expansionista, concebida para o avanço sobre as zonas de interesse geo-estratégico, a NATO desencadeou a guerra nos Balcãs, sob a capa da chamada "guerra humanitária", e desencadeou a guerra contra o Afeganistão, que dura à 7 anos e cuja situação dramática ameaça agora alargar-se ao Paquistão.
Na Europa, a NATO concorre para o agravamento de tensões, alimentando a corrida aos armamentos com o chamado “sistema de defesa anti-Missil”, transformando o continente num gigantesco arsenal nuclear. O alargamento da NATO para, e além, da Europa de Leste, associada à sua politica de intervenções “fora das suas fronteiras”, torna o mundo cada vez mais perigo.
Neste quadro, o CPPC reafirma o seu entendimento que a paz e a segurança europeia e mundial se constroem e reforçam através da dissolução da NATO, do reforço e democratização das instâncias internacionais de distensão e resolução politica de conflitos.
A Direcção Nacional do
Conselho Português para a Paz e Cooperação
O Conselho Português para a Paz e Cooperação participa hoje e amanhã, na Cimeira anti-NATO que tem lugar em Estrasburgo.
O Conselho Português para a Paz e Cooperação, participa hoje na Conferência: “Bombardeamento da Jugoslávia: precedente de futuros crimes da NATO”, co-organizada pelo Conselho Mundial da Paz, no quadro da Cimeira anti-NATO, que se realiza de 2 a 5 de Abril, em Estrasburgo.
Convocada por organizações não governamentais e movimentos da paz de toda a Europa, a Cimeira Anti-NATO tem por objectivo denunciar os crimes desta organização contra a paz e a soberania dos povos, e exigir a sua dissolução.
O Apelo Mundial que serviu de base à convocatória das acções em Estrasburgo sublinha que a NATO é um obstáculo à paz mundial.
A Organização do Tratado do Atlântico Norte – NATO –, criada em Abril de 1949, sempre pautou a sua actuação por uma lógica belicista, privilegiando a adopção de soluções militares e liderando durante décadas a corrida aos armamentos, sob a égide dos EUA.
Após a dissolução do Pacto de Varsóvia, mais a NATO revelou o seu carácter anacrónico, acentuando a sua natureza belicista e actuando como um factor de tensão e desequilíbrio em múltiplos conflitos que eclodiram no mundo.
Hoje a NATO é um instrumento ao serviço dos EUA e seus aliados, para o desencadeamento de guerras de agressão, ignorando as Nações Unidas e o direito internacional. A NATO é responsável pela aceleração da militarização e da corrida aos armamentos, dispondo de bases militares em todos os continentes.
Seguindo desde 1991 uma agenda expansionista, concebida para o avanço sobre as zonas de interesse geo-estratégico, a NATO desencadeou a guerra nos Balcãs, sob a capa da chamada "guerra humanitária", e desencadeou a guerra contra o Afeganistão, que dura à 7 anos e cuja situação dramática ameaça agora alargar-se ao Paquistão.
Na Europa, a NATO concorre para o agravamento de tensões, alimentando a corrida aos armamentos com o chamado “sistema de defesa anti-Missil”, transformando o continente num gigantesco arsenal nuclear. O alargamento da NATO para, e além, da Europa de Leste, associada à sua politica de intervenções “fora das suas fronteiras”, torna o mundo cada vez mais perigo.
Neste quadro, o CPPC reafirma o seu entendimento que a paz e a segurança europeia e mundial se constroem e reforçam através da dissolução da NATO, do reforço e democratização das instâncias internacionais de distensão e resolução politica de conflitos.
A Direcção Nacional do
Conselho Português para a Paz e Cooperação
Friday, April 03, 2009
Sondagens
Acho que quem se interesse por este assunto deve ler uma coisas.
Por exemplo:
1º - No meu blog LL e neste LL2 o seguinte:
http://lisboalisboa.blogspot.com/2008/12/sondagens-h-muitas-e-quase-todas.html
http://lisboalisboa2.blogspot.com/2007/06/o-raio-da-calculadora-do-meu-telemvel-e.html
http://lisboalisboa2.blogspot.com/2007/06/os-pecados-da-anlise-de-emdio-rangel.html
http://lisboalisboa2.blogspot.com/2007/05/as-sondagens-e-realidade.html
2º - No «Margens de erro», de Pedro Magalhães, pelo menos o seguinte:
http://margensdeerro.blogspot.com/2005/10/rescaldo-lisboa.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/sondagens-de-lisboa.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/lisboa-aximage-20-junho.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/lisboa-intercampus.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/lisboa-data-crtica-29-de-maio.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/rescaldo.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/as-ltimas-sondagens.html
3º - Chamo especialmente a sua atenção para estes dois posts:
1. CDU subestimada
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/as-sondagens-e-cdu-em-lisboa.html
2. Livro sobre eleições viciadas em 2001
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/as-autrquicas-de-2001-em-lisboa.html
Por exemplo:
1º - No meu blog LL e neste LL2 o seguinte:
http://lisboalisboa.blogspot.com/2008/12/sondagens-h-muitas-e-quase-todas.html
http://lisboalisboa2.blogspot.com/2007/06/o-raio-da-calculadora-do-meu-telemvel-e.html
http://lisboalisboa2.blogspot.com/2007/06/os-pecados-da-anlise-de-emdio-rangel.html
http://lisboalisboa2.blogspot.com/2007/05/as-sondagens-e-realidade.html
2º - No «Margens de erro», de Pedro Magalhães, pelo menos o seguinte:
http://margensdeerro.blogspot.com/2005/10/rescaldo-lisboa.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/sondagens-de-lisboa.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/lisboa-aximage-20-junho.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/lisboa-intercampus.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/06/lisboa-data-crtica-29-de-maio.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/rescaldo.html
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/as-ltimas-sondagens.html
3º - Chamo especialmente a sua atenção para estes dois posts:
1. CDU subestimada
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/as-sondagens-e-cdu-em-lisboa.html
2. Livro sobre eleições viciadas em 2001
http://margensdeerro.blogspot.com/2007/07/as-autrquicas-de-2001-em-lisboa.html
Sunday, March 29, 2009
No Sol de hoje, página inicial da «Política»
Eis o que mais e menos interessa aos leitores do «Sol»:
Resumo:
1. Caso Freeport - Polícia investiga empresas de mãe e irmão de Sócrates / 415 comentários / 15851 visitas
2. Justiça - Louçã acusa PS de «não querer» combater a corrupção e o enriquecimento ilícito / 22 comentários / 292 visitas
3. Madeira - Governo de Sócrates é «um bando» que quer «afogar» a Região - João Jardim / 37 comentários / 1517 visitas
4. Europeias - PSD e CDS anunciam cabeças-de-lista na próxima semana / 18 comentários / 860 visitas
5. Lisboa - Ruben de Carvalho compara Costa a Santana e Carmona / 8 comentários / 267 visitas
6. Mário Lino - Concursos da travessia sobre o Tejo e TGV lançados para a semana /
12 comentários / 180 visitas
7. Alberto Martins - Líder parlamentar do PS admite «urgência» para escolha de novo Provedor / 8 comentários / 106 visitas
Eis a página:
Caso FreeportPolícia investiga empresas de mãe e irmão de Sócrates
Por Felícia Cabrita
27 MAR 09 A equipa de magistrados do ‘caso Freeport’ e a Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal estão a investigar a empresa Mecaso que tem, entre os sócios fundadores, Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe do primeiro-ministro, José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de José Sócrates, e um cidadão inglês de origem indiana
415 comentários / 15851 visitas
JustiçaLouçã acusa PS de «não querer» combater a corrupção e o enriquecimento ilícito
22 comentários / 292 visitas
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, apontou hoje o «fracasso» da justiça como «um dos riscos mais graves» em Portugal e apontou o PS de «não querer» combater a corrupção e o enriquecimento ilícito
Alberto MartinsLíder parlamentar do PS admite «urgência» para escolha de novo Provedor
8 comentários / 106 visitas
O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, escusou-se hoje a fixar uma data limite para a escolha do novo Provedor de Justiça, mas admitiu a «urgência» de encontrar uma solução para o problema
LisboaRuben de Carvalho compara Costa a Santana e Carmona
8 comentários / 267 visitas
O cabeça-de-lista da CDU à Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, acusou hoje o executivo de António Costa de favorecer a «especulação imobiliária» e comparou a gestão urbanística deste mandato à de Santana Lopes e Carmona Rodrigues
MadeiraGoverno de Sócrates é «um bando» que quer «afogar» a Região - João Jardim
37 comentários / 1517 visitas
O presidente do PSD-M, Alberto João Jardim, acusou hoje o «bando» (o Governo de José Sócrates) que está no poder em Portugal de querer «afogar» a Região Autónoma da Madeira
Mário LinoConcursos da travessia sobre o Tejo e TGV lançados para a semana
12 comentários / 180 visitas
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, anunciou hoje em Setúbal que o concurso público para a construção da terceira travessia sobre o Tejo e para o troço do TGV entre Lisboa e Poceirão vai ser lançado na próxima semana
EuropeiasPSD e CDS anunciam cabeças-de-lista na próxima semana
Por Sofia Rainho*
18 comentários / 860 visitas
Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas deverão anunciar os nomes dos seus cabeças-de-lista ao Parlamento Europeu na próxima semana. Marques Mendes e Nuno Melo são alguns dos nomes mais fortes em cima das mesas do PSD e CDS-PP
Resumo:
1. Caso Freeport - Polícia investiga empresas de mãe e irmão de Sócrates / 415 comentários / 15851 visitas
2. Justiça - Louçã acusa PS de «não querer» combater a corrupção e o enriquecimento ilícito / 22 comentários / 292 visitas
3. Madeira - Governo de Sócrates é «um bando» que quer «afogar» a Região - João Jardim / 37 comentários / 1517 visitas
4. Europeias - PSD e CDS anunciam cabeças-de-lista na próxima semana / 18 comentários / 860 visitas
5. Lisboa - Ruben de Carvalho compara Costa a Santana e Carmona / 8 comentários / 267 visitas
6. Mário Lino - Concursos da travessia sobre o Tejo e TGV lançados para a semana /
12 comentários / 180 visitas
7. Alberto Martins - Líder parlamentar do PS admite «urgência» para escolha de novo Provedor / 8 comentários / 106 visitas
Eis a página:
Caso FreeportPolícia investiga empresas de mãe e irmão de Sócrates
Por Felícia Cabrita
27 MAR 09 A equipa de magistrados do ‘caso Freeport’ e a Polícia Judiciária (PJ) de Setúbal estão a investigar a empresa Mecaso que tem, entre os sócios fundadores, Maria Adelaide Carvalho Monteiro, mãe do primeiro-ministro, José Paulo Bernardo Pinto de Sousa, primo de José Sócrates, e um cidadão inglês de origem indiana
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JustiçaLouçã acusa PS de «não querer» combater a corrupção e o enriquecimento ilícito
22 comentários / 292 visitas
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), Francisco Louçã, apontou hoje o «fracasso» da justiça como «um dos riscos mais graves» em Portugal e apontou o PS de «não querer» combater a corrupção e o enriquecimento ilícito
Alberto MartinsLíder parlamentar do PS admite «urgência» para escolha de novo Provedor
8 comentários / 106 visitas
O líder parlamentar do PS, Alberto Martins, escusou-se hoje a fixar uma data limite para a escolha do novo Provedor de Justiça, mas admitiu a «urgência» de encontrar uma solução para o problema
LisboaRuben de Carvalho compara Costa a Santana e Carmona
8 comentários / 267 visitas
O cabeça-de-lista da CDU à Câmara de Lisboa, Ruben de Carvalho, acusou hoje o executivo de António Costa de favorecer a «especulação imobiliária» e comparou a gestão urbanística deste mandato à de Santana Lopes e Carmona Rodrigues
MadeiraGoverno de Sócrates é «um bando» que quer «afogar» a Região - João Jardim
37 comentários / 1517 visitas
O presidente do PSD-M, Alberto João Jardim, acusou hoje o «bando» (o Governo de José Sócrates) que está no poder em Portugal de querer «afogar» a Região Autónoma da Madeira
Mário LinoConcursos da travessia sobre o Tejo e TGV lançados para a semana
12 comentários / 180 visitas
O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, anunciou hoje em Setúbal que o concurso público para a construção da terceira travessia sobre o Tejo e para o troço do TGV entre Lisboa e Poceirão vai ser lançado na próxima semana
EuropeiasPSD e CDS anunciam cabeças-de-lista na próxima semana
Por Sofia Rainho*
18 comentários / 860 visitas
Manuela Ferreira Leite e Paulo Portas deverão anunciar os nomes dos seus cabeças-de-lista ao Parlamento Europeu na próxima semana. Marques Mendes e Nuno Melo são alguns dos nomes mais fortes em cima das mesas do PSD e CDS-PP
Thursday, March 26, 2009
CDU de Lisboa
Público:
Candidatos da CDU a Lisboa acusam Costa de "nulidade" e de "perigo diário para a cidade"
27.03.2009
Modesto Navarro, candidato à Assembleia, contundente na análise da governação do PS na câmara, acusa o PSD de bloqueio ao trabalho municipal
Ruben de Carvalho, actual vereador municipal e António Modesto Navarro, deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, encabeçam as listas de candidatos da CDU às próximas eleições autárquicas em Lisboa, ontem apresentadas num hotel da capital.Ambos foram contundentes nas suas intervenções, criticando duramente as lideranças daqueles órgãos autárquicos, em particular a gestão de António Costa e a maioria PSD na Assembleia Municipal (AM), sem esquecer a prestação de José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco de Esquerda.Modesto Navarro lamentou a falta de ligação da Assembleia à cidade, mas atribuiu essa lacuna à maioria absoluta do PSD: "Acentuou-se o bloqueio da direita às questões essenciais, e, com o PS a ajudar, a AM passa por tempos de parlamentarização e guerrilha vazia de significado." Não esqueceu o que disse ter sido o combate às políticas do PSD de Carmona e Santana Lopes, e passou depois à actuação do PS, de António Costa e do Bloco de Esquerda. "Vem aí um inimigo do poder local", destacou, a respeito de Costa, elaborando depois a respeito da sua actuação como autarca: "Tem sido uma nulidade clamorosa no essencial e um perigo diário para a cidade." Seguidores de SantanaE sobre as políticas de ambos, António Costa e de Sá Fernandes, disse que "não sabem, nem sonham, nem querem saber do que deve ser o poder local democrático em Lisboa", desejando o final da maioria absoluta do PSD na AM, "que é eleitoralista, cega e fiel seguidora de Santana Lopes".Ruben de Carvalho descreveu o que diz ter sido o combate da CDU "aos atropelos, escusos negócios, os erros da gestão de Santana Lopes, de Paulo Portas, de Carmona Rodrigues, do PSD e do CDS, com o apoio ou a complacência dos eleitos do PS e as trapalhadas do Bloco de Esquerda.Disse que a direita no poder municipal conduziu a câmara ao "colapso financeiro pelos negócios e pela cedência à especulação imobiliária, ao colapso funcional pelo desrespeito pelos trabalhadores e pela incompetência da gestão, conduzindo a uma vergonhosa sucessão de investigações, processos judiciais, inquéritos, indignos de Lisboa".E fez de António Costa o principal alvo das críticas nesta matéria: "Tem sido constante no seu discurso a alegação que encontrou uma câmara endividada e caótica, assim se justificando a ineficácia da actual gestão socialista." Jerónimo de Sousa, secretário--geral do PCP, destacou o trabalho que a coligação tem realizado no interesse das populações, sendo "uma força de confiança e de uma só palavra", e que "tem na cidade de Lisboa um património de intervenção política, com obra realizada e um projecto para a cidade afirmado e construído em sucessivos mandatos". O líder do partido destacou a obra realizada ao longo de três décadas pelos autarcas na gestão de freguesias e cidades "que deixaram uma distintiva marca de competência no trabalho municipal".
Candidatos da CDU a Lisboa acusam Costa de "nulidade" e de "perigo diário para a cidade"
27.03.2009
Modesto Navarro, candidato à Assembleia, contundente na análise da governação do PS na câmara, acusa o PSD de bloqueio ao trabalho municipal
Ruben de Carvalho, actual vereador municipal e António Modesto Navarro, deputado na Assembleia Municipal de Lisboa, encabeçam as listas de candidatos da CDU às próximas eleições autárquicas em Lisboa, ontem apresentadas num hotel da capital.Ambos foram contundentes nas suas intervenções, criticando duramente as lideranças daqueles órgãos autárquicos, em particular a gestão de António Costa e a maioria PSD na Assembleia Municipal (AM), sem esquecer a prestação de José Sá Fernandes, eleito pelo Bloco de Esquerda.Modesto Navarro lamentou a falta de ligação da Assembleia à cidade, mas atribuiu essa lacuna à maioria absoluta do PSD: "Acentuou-se o bloqueio da direita às questões essenciais, e, com o PS a ajudar, a AM passa por tempos de parlamentarização e guerrilha vazia de significado." Não esqueceu o que disse ter sido o combate às políticas do PSD de Carmona e Santana Lopes, e passou depois à actuação do PS, de António Costa e do Bloco de Esquerda. "Vem aí um inimigo do poder local", destacou, a respeito de Costa, elaborando depois a respeito da sua actuação como autarca: "Tem sido uma nulidade clamorosa no essencial e um perigo diário para a cidade." Seguidores de SantanaE sobre as políticas de ambos, António Costa e de Sá Fernandes, disse que "não sabem, nem sonham, nem querem saber do que deve ser o poder local democrático em Lisboa", desejando o final da maioria absoluta do PSD na AM, "que é eleitoralista, cega e fiel seguidora de Santana Lopes".Ruben de Carvalho descreveu o que diz ter sido o combate da CDU "aos atropelos, escusos negócios, os erros da gestão de Santana Lopes, de Paulo Portas, de Carmona Rodrigues, do PSD e do CDS, com o apoio ou a complacência dos eleitos do PS e as trapalhadas do Bloco de Esquerda.Disse que a direita no poder municipal conduziu a câmara ao "colapso financeiro pelos negócios e pela cedência à especulação imobiliária, ao colapso funcional pelo desrespeito pelos trabalhadores e pela incompetência da gestão, conduzindo a uma vergonhosa sucessão de investigações, processos judiciais, inquéritos, indignos de Lisboa".E fez de António Costa o principal alvo das críticas nesta matéria: "Tem sido constante no seu discurso a alegação que encontrou uma câmara endividada e caótica, assim se justificando a ineficácia da actual gestão socialista." Jerónimo de Sousa, secretário--geral do PCP, destacou o trabalho que a coligação tem realizado no interesse das populações, sendo "uma força de confiança e de uma só palavra", e que "tem na cidade de Lisboa um património de intervenção política, com obra realizada e um projecto para a cidade afirmado e construído em sucessivos mandatos". O líder do partido destacou a obra realizada ao longo de três décadas pelos autarcas na gestão de freguesias e cidades "que deixaram uma distintiva marca de competência no trabalho municipal".
Sunday, March 08, 2009
António Costa ao 'CM' sobre Lisboa
Parte da entrevista de António Costa ao 'CM' de hoje em que se fala de Lisboa:
«ARF – Vamos agora falar de Lisboa e da Câmara em ano de eleições. Arrependeu-se de ter avançado em 2007 para a presidência da Câmara?
- Não, de todo.
ARF – Ainda não se arrependeu?
- Pelo contrário. Diariamente fico mais feliz com a opção que fiz. Foi uma primeira fase muito dura, muito difícil, com uma Câmara completamente paralisada, numa situação de crise e de falta de credibilidade e de impossibilidade de responder às muitas necessidades da cidade. No segundo semestre de 2007 e em 2008 foi possível ultrapassar a fase de grande crise financeira e 2009 já marcou um ponto de viragem em que é possível começar a fazer aquelas coisas básicas. Não nos permite aventuras, há que ter muito juizinho, muita cautela.
ARF – Isso tudo apesar do Tribunal de Contas.
- Apesar do Tribunal de Contas. Não é só apesar. Eu diria quase contra o Tribunal de Contas foi possível pagar as dívidas. O Tribunal de Contas nem impediu o endividamento quando o devia ter impedido nem facilitou o pagamento das dívidas quando importava pagar as dívidas. Isso significou que durante um ano tivemos de paralisar a actividade da Câmara para poupar o necessário para pagar as dívidas.
LC – O Tribunal de Contas acabou por prejudicar a cidade?
- Sobre isso não tenho a menor das dúvidas. Prejudicou a cidade por obra que não foi feita e prejudicou financeiramente o município, visto que as condições de financiamento dos acordos de pagamento que tivemos de recorrer são claramente mais negativos do que era o contrato de empréstimo que tinha sido negociado pela Câmara.
LC – Compreende essa decisão ou não a compreende de nenhuma forma?
- Respeito-a, mas é uma fase que está ultrapassada e orgulho-me de ter feito o que devia ter sido feito. Que é de 360 milhões de dívida de curto prazo a fornecedores pagámos 180 milhões, renegociámos 110 milhões e os últimos 20 milhões estão em vias de pagamento.
LC – A forma como está a governar a cidade não prova que a maioria absoluta não era essencial?
- Prova é que se houvesse maioria absoluta teríamos conseguido fazer as coisas certamente de forma mais rápida do que temos feito. Este sistema de governo municipal é muito ineficiente. Nós temos reuniões de câmara que duram cerca de dez horas. Felizmente que não tem havido situações de bloqueio, mas isso implica muita negociação e muitas horas de preparação.
LC – Nas próximas eleições vai voltar a pedir a maioria absoluta?
- Eu já a pedi na outra vez. Mas sabe que as maiorias absolutas não basta pedir, é preciso obtê-las. Pedir vou pedir com certeza, porque isso é a melhor forma de poder governar e responder aos problemas da cidade.
LC – A possibilidade de acordos é um assunto encerrado?
- Não, por mim tenho estado sempre aberto a acordos. Aliás fiz um acordo com o Bloco de Esquerda, que foi o único que quis fazer, que eles romperam porque acabaram por achar que não queriam assumir responsabilidades. Temos um acordo de trabalho, que se tem mantido, com a vereadora Helena Roseta e com a vereadora Manuela Júdice.
ARF – Pode ser a base para uma aliança futura?
- Por mim seria óptimo. Mas como sabe para as alianças é preciso que ambas as partes o queiram. Mas eu tenho dito que estou disponível e que era favorável para a cidade que houvesse um entendimento. O PCP não quer nenhum acordo pré-eleitoral, o BE não quer pré nem pós-eleitoral, a vereadora Helena Roseta dirá mais à frente o que quer.
LC - Gostava de ter Helena Roseta nas suas listas?
- Temos trabalhado bem os dois. Como é sabido não pensamos rigorosamente o mesmo sobre a cidade, há diferenças entre nós, mas acho que no trabalho nos temos conseguido entender. Espero que assim continue a ser. Vamos aguardar. Não será por mim que não haverá entendimento.
- Como é que encara a aliança PSD/CDS e o regresso de Pedro Santana Lopes a uma luta eleitoral em Lisboa?
- A candidatura de Santana Lopes tem a vantagem de ser muito clarificadora. Era difícil encontrar uma candidatura mais distinta da minha. Porque tudo nos distingue. Distingue-nos a forma de governar, distingue-nos o estilo, distingue-nos a personalidade, distingue-nos as preocupações relativamente à cidade, distingue-nos o trabalho que cada um desenvolveu. É como comparar a cigarra com a formiga e acho que isso é muito bom porque o eleitorado vai ter oportunidade de escolher dois caminhos absolutamente distintos. E isso é bom em democracia. O que é difícil é quando as coisas são parecidas e as pessoas têm dúvidas. Assim não.
ARF – Vai ser uma campanha centrada na gestão de Santana e Carmona Rodrigues em Lisboa?
- Eu por mim vou fazer a campanha com um tema que me parece bastante mais interessante que é o futuro da cidade.
ARF – Não vai repisar o passado?
- Acho Lisboa bastante mais interessante do que o doutor Santana Lopes.
ARF – Não vai criticar esse passado?
- Quem tem saudades do passado é quem candidata o doutor Santana Lopes, eu tenho saudades do futuro.
ARF – Não vamos ter, portanto, um debate sobre o que foi bem ou mal feito, como acontece nos debates parlamentares com José Sócrates?
- Eu não preciso dizer muito porque as pessoas sabem bem o estado em que a governação Santana Lopes e do PSD em seis anos deixou a cidade, numa crise política única que conduziu a eleições antecipadas, numa situação de ruptura financeira. Os lisboetas sabem e o doutor Santana Lopes, entretanto, passa os dias a recordar essa sua obra. Eu procuro centrar-me naquilo que faço e nas preocupações do futuro da cidade.
LC – Mas o doutor Santana Lopes conseguiu unir a direita. Está a ter mais dificuldades em unir a esquerda. Não tem receio que uma esquerda dividida seja derrotada?
- Eu procuro unir os lisboetas. Foi esse o lema da minha candidatura, unir Lisboa. E tive felizmente apoios de pessoas de esquerda e de direita que estão preocupadas com Lisboa. O doutor Santana Lopes foi duas vezes presidente da Câmara Municipal de Lisboa, teve oportunidade de realizar o que entendeu realizar, toda a gente sabe que eu tive, no fundo, meio mandato e que neste temo o que fizemos foi arrumar a casa, pôr as contas em ordem, eliminar os vazios regulamentares que existiam, o esforço de resolver problemas laborais gravíssimos com cerca de 800 pessoas que estavam em situação de precariedade e ilegalmente há anos.
LC – Mas os lisboetas não sentem nada disso no seu dia-a-dia.
- Os cidadãos são inteligentes e conhecem bem o funcionamento das coisas. E sabem todos que ninguém faz obra sem começar por fazer os alicerces, sem começar por arrumar a casa.
LC – Acha que as pessoas vão compreender isso?
- Não é não vão, acho que as pessoas compreendem. E acho que é isso que as pessoas admiram e acham que esta Câmara fez o que devia ter sido feita. E que teria sido verdadeiramente irresponsável a Câmara em vez de pagar as dívidas pôr-se a fazer mais dívidas. Em vez de regularizar a situação dos trabalhadores ter-se posto a contratar mais pessoas e continuarmos a caminhar para o descalabro.
LC – Mas para quem tem problemas no trânsito, problemas de encontrar casa é um discurso difícil de perceber.
- O que as pessoas sabem é que esta Câmara resolveu problemas. As outras Câmaras fingiram que os resolveram e só os agravaram.
LC – O próximo mandato é para fazer obra?
- Há já muito obra que está feita neste mandato, ou não tem dado por isso.
LC - Mas reconhece que Santana Lopes é um candidato forte.
- Quem tem de apreciar o doutor Santana Lopes foi quem o escolheu. Eu cá por mim aprecio e concentro-me naquilo que é o meu trabalho e deixo os outros para os outros.
ARF – Santana Lopes já disse que não fica como vereador se perder as eleições. Vai fazer o mesmo?
- Vou disputar as eleições porque é o meu dever. Eu disse claramente aos lisboetas ao que vinha. Este mandato era absolutamente extraordinário de dois anos para arrumar a casa, pôr a Câmara a funcionar e preparar o futuro. E que só faria sentido esta minha candidatura numa lógica de dois mais quatro anos. É isso que eu estou aqui a fazer. È nisso que estou concentrado e não me vou pôr aqui a fazer cenários.
ARF – Já leu o poema de Manuel Alegre sobre os contentores de Alcântara?
- Não, esse não tive oportunidade de ler.
ARF – Este assunto não o vai fazer perder as eleições?
- Vamos lá ver. A cidade de Lisboa é uma cidade portuária. Nasceu, aliás, do facto de ser uma cidade portuária e Lisboa precisa de um porto moderno, dinâmico, com capacidade para ter mais movimento de passageiros e mais movimento de mercadoria e que seja mais competitivo. Nós temos 19 quilómetros de frente ribeirinha. É muito quilómetro, E o que é essencial é termos uma visão de conjunto. E por isso este mandato ficará marcado pelo facto de termos acabado com o monopólio da frente ribeirinha entregue à administração do Porto de Lisboa e pela primeira vez a Câmara recuperou o domínio sobre as áreas desafectas à actividade portuária.
ARF – Exactamente.
- E dessa visão global dos 19 quilómetros nós sabemos que há zonas de laser, há zonas de aproveitamento turístico, há zonas culturais e há zonas para a actividade portuária. Não somos uma cidade só de turistas. Nós somos uma cidade que tem de produzir riqueza, gerar emprego para poder ser uma cidade em que se possa viver. Este plano de expansão do Porto de Lisboa já foi apresentado há vários anos.
ARF – Com várias alternativas.
- Houve uma grande discussão sobre o terminal de contentores que nós ganhámos, eliminando o terminal de contentores que estava previsto e impondo um novo terminal de cruzeiros. Relativamente aos contentores não havia grande polémica. Nós pusemos um conjunto de condições para dar um parecer favorável e apoiarmos esta solução. Primeira e fundamental ter uma solução de escoamento que assegure que o maior número de contentores movimentados não signifique um aumento de tráfego na cidade de Lisboa. E para que isso seja possível é fundamental a solução do desnivelamento do comboio de mercadorias.
ARF – Alguns técnicos dizem que essa obra é quase impossível.
- É por isso que nós dissemos que se essa obra não se fizer não se pode aumentar a capacidade no porto na zona de Alcântara. Esse é o primeiro condicionante essencial. E há outros. São quatro condições essenciais para viabilizarmos essa obra.
LC – O doutor Santana Lopes já disse que se for eleito quer cumprir oito anos à frente da Câmara. Quantos anos mais quer ficar à frente do município?
- Como sabe agora há uma limitação de mandatos e portanto além destes dois anos e do próximo poderei fazer mais um terceiro. Se merecer a confiança dos lisboetas e tiver saúde. Sabe que é muito fácil uma pessoa apaixonar-se por Lisboa.
LC – Como sabe há muita gente que o vê como o sucessor de José Sócrates à frente do PS.
- Sim, ele é muito novo eu também sou muito novo. Eu por mim estou concentrado exclusivamente no município de Lisboa. Houve outros que abandonaram Lisboa para irem para o Governo. Eu fiz o caminho contrário, abandonei o Governo para vir para Lisboa, é em Lisboa que estou e é em Lisboa que fico.»
«ARF – Vamos agora falar de Lisboa e da Câmara em ano de eleições. Arrependeu-se de ter avançado em 2007 para a presidência da Câmara?
- Não, de todo.
ARF – Ainda não se arrependeu?
- Pelo contrário. Diariamente fico mais feliz com a opção que fiz. Foi uma primeira fase muito dura, muito difícil, com uma Câmara completamente paralisada, numa situação de crise e de falta de credibilidade e de impossibilidade de responder às muitas necessidades da cidade. No segundo semestre de 2007 e em 2008 foi possível ultrapassar a fase de grande crise financeira e 2009 já marcou um ponto de viragem em que é possível começar a fazer aquelas coisas básicas. Não nos permite aventuras, há que ter muito juizinho, muita cautela.
ARF – Isso tudo apesar do Tribunal de Contas.
- Apesar do Tribunal de Contas. Não é só apesar. Eu diria quase contra o Tribunal de Contas foi possível pagar as dívidas. O Tribunal de Contas nem impediu o endividamento quando o devia ter impedido nem facilitou o pagamento das dívidas quando importava pagar as dívidas. Isso significou que durante um ano tivemos de paralisar a actividade da Câmara para poupar o necessário para pagar as dívidas.
LC – O Tribunal de Contas acabou por prejudicar a cidade?
- Sobre isso não tenho a menor das dúvidas. Prejudicou a cidade por obra que não foi feita e prejudicou financeiramente o município, visto que as condições de financiamento dos acordos de pagamento que tivemos de recorrer são claramente mais negativos do que era o contrato de empréstimo que tinha sido negociado pela Câmara.
LC – Compreende essa decisão ou não a compreende de nenhuma forma?
- Respeito-a, mas é uma fase que está ultrapassada e orgulho-me de ter feito o que devia ter sido feito. Que é de 360 milhões de dívida de curto prazo a fornecedores pagámos 180 milhões, renegociámos 110 milhões e os últimos 20 milhões estão em vias de pagamento.
LC – A forma como está a governar a cidade não prova que a maioria absoluta não era essencial?
- Prova é que se houvesse maioria absoluta teríamos conseguido fazer as coisas certamente de forma mais rápida do que temos feito. Este sistema de governo municipal é muito ineficiente. Nós temos reuniões de câmara que duram cerca de dez horas. Felizmente que não tem havido situações de bloqueio, mas isso implica muita negociação e muitas horas de preparação.
LC – Nas próximas eleições vai voltar a pedir a maioria absoluta?
- Eu já a pedi na outra vez. Mas sabe que as maiorias absolutas não basta pedir, é preciso obtê-las. Pedir vou pedir com certeza, porque isso é a melhor forma de poder governar e responder aos problemas da cidade.
LC – A possibilidade de acordos é um assunto encerrado?
- Não, por mim tenho estado sempre aberto a acordos. Aliás fiz um acordo com o Bloco de Esquerda, que foi o único que quis fazer, que eles romperam porque acabaram por achar que não queriam assumir responsabilidades. Temos um acordo de trabalho, que se tem mantido, com a vereadora Helena Roseta e com a vereadora Manuela Júdice.
ARF – Pode ser a base para uma aliança futura?
- Por mim seria óptimo. Mas como sabe para as alianças é preciso que ambas as partes o queiram. Mas eu tenho dito que estou disponível e que era favorável para a cidade que houvesse um entendimento. O PCP não quer nenhum acordo pré-eleitoral, o BE não quer pré nem pós-eleitoral, a vereadora Helena Roseta dirá mais à frente o que quer.
LC - Gostava de ter Helena Roseta nas suas listas?
- Temos trabalhado bem os dois. Como é sabido não pensamos rigorosamente o mesmo sobre a cidade, há diferenças entre nós, mas acho que no trabalho nos temos conseguido entender. Espero que assim continue a ser. Vamos aguardar. Não será por mim que não haverá entendimento.
- Como é que encara a aliança PSD/CDS e o regresso de Pedro Santana Lopes a uma luta eleitoral em Lisboa?
- A candidatura de Santana Lopes tem a vantagem de ser muito clarificadora. Era difícil encontrar uma candidatura mais distinta da minha. Porque tudo nos distingue. Distingue-nos a forma de governar, distingue-nos o estilo, distingue-nos a personalidade, distingue-nos as preocupações relativamente à cidade, distingue-nos o trabalho que cada um desenvolveu. É como comparar a cigarra com a formiga e acho que isso é muito bom porque o eleitorado vai ter oportunidade de escolher dois caminhos absolutamente distintos. E isso é bom em democracia. O que é difícil é quando as coisas são parecidas e as pessoas têm dúvidas. Assim não.
ARF – Vai ser uma campanha centrada na gestão de Santana e Carmona Rodrigues em Lisboa?
- Eu por mim vou fazer a campanha com um tema que me parece bastante mais interessante que é o futuro da cidade.
ARF – Não vai repisar o passado?
- Acho Lisboa bastante mais interessante do que o doutor Santana Lopes.
ARF – Não vai criticar esse passado?
- Quem tem saudades do passado é quem candidata o doutor Santana Lopes, eu tenho saudades do futuro.
ARF – Não vamos ter, portanto, um debate sobre o que foi bem ou mal feito, como acontece nos debates parlamentares com José Sócrates?
- Eu não preciso dizer muito porque as pessoas sabem bem o estado em que a governação Santana Lopes e do PSD em seis anos deixou a cidade, numa crise política única que conduziu a eleições antecipadas, numa situação de ruptura financeira. Os lisboetas sabem e o doutor Santana Lopes, entretanto, passa os dias a recordar essa sua obra. Eu procuro centrar-me naquilo que faço e nas preocupações do futuro da cidade.
LC – Mas o doutor Santana Lopes conseguiu unir a direita. Está a ter mais dificuldades em unir a esquerda. Não tem receio que uma esquerda dividida seja derrotada?
- Eu procuro unir os lisboetas. Foi esse o lema da minha candidatura, unir Lisboa. E tive felizmente apoios de pessoas de esquerda e de direita que estão preocupadas com Lisboa. O doutor Santana Lopes foi duas vezes presidente da Câmara Municipal de Lisboa, teve oportunidade de realizar o que entendeu realizar, toda a gente sabe que eu tive, no fundo, meio mandato e que neste temo o que fizemos foi arrumar a casa, pôr as contas em ordem, eliminar os vazios regulamentares que existiam, o esforço de resolver problemas laborais gravíssimos com cerca de 800 pessoas que estavam em situação de precariedade e ilegalmente há anos.
LC – Mas os lisboetas não sentem nada disso no seu dia-a-dia.
- Os cidadãos são inteligentes e conhecem bem o funcionamento das coisas. E sabem todos que ninguém faz obra sem começar por fazer os alicerces, sem começar por arrumar a casa.
LC – Acha que as pessoas vão compreender isso?
- Não é não vão, acho que as pessoas compreendem. E acho que é isso que as pessoas admiram e acham que esta Câmara fez o que devia ter sido feita. E que teria sido verdadeiramente irresponsável a Câmara em vez de pagar as dívidas pôr-se a fazer mais dívidas. Em vez de regularizar a situação dos trabalhadores ter-se posto a contratar mais pessoas e continuarmos a caminhar para o descalabro.
LC – Mas para quem tem problemas no trânsito, problemas de encontrar casa é um discurso difícil de perceber.
- O que as pessoas sabem é que esta Câmara resolveu problemas. As outras Câmaras fingiram que os resolveram e só os agravaram.
LC – O próximo mandato é para fazer obra?
- Há já muito obra que está feita neste mandato, ou não tem dado por isso.
LC - Mas reconhece que Santana Lopes é um candidato forte.
- Quem tem de apreciar o doutor Santana Lopes foi quem o escolheu. Eu cá por mim aprecio e concentro-me naquilo que é o meu trabalho e deixo os outros para os outros.
ARF – Santana Lopes já disse que não fica como vereador se perder as eleições. Vai fazer o mesmo?
- Vou disputar as eleições porque é o meu dever. Eu disse claramente aos lisboetas ao que vinha. Este mandato era absolutamente extraordinário de dois anos para arrumar a casa, pôr a Câmara a funcionar e preparar o futuro. E que só faria sentido esta minha candidatura numa lógica de dois mais quatro anos. É isso que eu estou aqui a fazer. È nisso que estou concentrado e não me vou pôr aqui a fazer cenários.
ARF – Já leu o poema de Manuel Alegre sobre os contentores de Alcântara?
- Não, esse não tive oportunidade de ler.
ARF – Este assunto não o vai fazer perder as eleições?
- Vamos lá ver. A cidade de Lisboa é uma cidade portuária. Nasceu, aliás, do facto de ser uma cidade portuária e Lisboa precisa de um porto moderno, dinâmico, com capacidade para ter mais movimento de passageiros e mais movimento de mercadoria e que seja mais competitivo. Nós temos 19 quilómetros de frente ribeirinha. É muito quilómetro, E o que é essencial é termos uma visão de conjunto. E por isso este mandato ficará marcado pelo facto de termos acabado com o monopólio da frente ribeirinha entregue à administração do Porto de Lisboa e pela primeira vez a Câmara recuperou o domínio sobre as áreas desafectas à actividade portuária.
ARF – Exactamente.
- E dessa visão global dos 19 quilómetros nós sabemos que há zonas de laser, há zonas de aproveitamento turístico, há zonas culturais e há zonas para a actividade portuária. Não somos uma cidade só de turistas. Nós somos uma cidade que tem de produzir riqueza, gerar emprego para poder ser uma cidade em que se possa viver. Este plano de expansão do Porto de Lisboa já foi apresentado há vários anos.
ARF – Com várias alternativas.
- Houve uma grande discussão sobre o terminal de contentores que nós ganhámos, eliminando o terminal de contentores que estava previsto e impondo um novo terminal de cruzeiros. Relativamente aos contentores não havia grande polémica. Nós pusemos um conjunto de condições para dar um parecer favorável e apoiarmos esta solução. Primeira e fundamental ter uma solução de escoamento que assegure que o maior número de contentores movimentados não signifique um aumento de tráfego na cidade de Lisboa. E para que isso seja possível é fundamental a solução do desnivelamento do comboio de mercadorias.
ARF – Alguns técnicos dizem que essa obra é quase impossível.
- É por isso que nós dissemos que se essa obra não se fizer não se pode aumentar a capacidade no porto na zona de Alcântara. Esse é o primeiro condicionante essencial. E há outros. São quatro condições essenciais para viabilizarmos essa obra.
LC – O doutor Santana Lopes já disse que se for eleito quer cumprir oito anos à frente da Câmara. Quantos anos mais quer ficar à frente do município?
- Como sabe agora há uma limitação de mandatos e portanto além destes dois anos e do próximo poderei fazer mais um terceiro. Se merecer a confiança dos lisboetas e tiver saúde. Sabe que é muito fácil uma pessoa apaixonar-se por Lisboa.
LC – Como sabe há muita gente que o vê como o sucessor de José Sócrates à frente do PS.
- Sim, ele é muito novo eu também sou muito novo. Eu por mim estou concentrado exclusivamente no município de Lisboa. Houve outros que abandonaram Lisboa para irem para o Governo. Eu fiz o caminho contrário, abandonei o Governo para vir para Lisboa, é em Lisboa que estou e é em Lisboa que fico.»
Tuesday, March 03, 2009
Manifesto de apoio
PELO DIREITO AO EMPREGO E À LIBERDADE
MANIFESTO DOS 119
A presente vaga de despedimentos na Controlinveste (Global Notícias Publicações/Jornalinveste Comunicação) atinge 119 trabalhadores do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24 Horas, O Jogo. Esta sangria representa à volta de 12% dos efectivos do Grupo.
Correm rumores de que outras vagas estarão a formar-se no conforto dos gabinetes.
Os jornalistasconstituem mais de 60% dos desvinculados, friamente descartados. O outro contingente
integra funcionários das áreas de recursos humanos, contabilidade e informática. Esta
“redução” não tem cobertura da “crise global”. Não quer dizer que não se tenha definido o
momento. Um bom guarda-chuva vem a calhar quando se faz correr “sangue, suor e lágrimas”.
Mas só com uma dose de ficção científica este drama se encobrirá com “produtos tóxicos”
bolsistas e apenas poderá acobertar-se parcialmente sob a capa da contracção da actividade
económica nacional e geral. A janela de oportunidade tem mais a ver com a entrada
em vigor do Estatuto do Jornalista e do Código Laboral, que acorrentam os profissionais a um
sem número de “trabalhos forçados”. No que concerne ao Novo Estatuto, o jornalista foi
consagrado, pela Força da Lei, como “topa-a-tudo”, “tapa-furos”, “tapa-buracos”, “blackand-
decker” ou ogiva de cabeça múltipla das omnipotentes entidades multimédia.
Quanto à génese real da crise neste Grupo, situar-se-á em expectativas não fundadas
dos investidores, no défice de domínio do meio e de previsão de risco, na carteira de encargos
bancários e nos desvios de projecto nas principais unidades: JN/DN. Nenhuma destas vertentes
é da responsabilidade dos recursos humanos de base. Os recursos humanos de topo
estão na origem deste modelo de investimento, gestão, direcção. A eles se deverá imputar a
“baixa de vendas” e a “quebra de receitas”. A eles caberia assumir as consequências da intranquilidade
ou do estado de saúde do Grupo. Atitude só expectável face a uma profunda
alteração sociopolítica. O que, nesta ocasião, os impele é explorar as potencialidades do capital
com confiança da capital (aqui sinónimo de Terreiro do Paço). Os resultados deficitários e
os acidentes de grupo têm obtido suporte neste “compromisso estratégico”, na medida em que
a Controlinveste produz resultados como rotativa ideológica do sistema.
A “reestruturação” agora anunciada castiga a parte que nunca foi chamada nem
escutada na definição de um modelo empresarial mobilizador e vencedor. Cultura que não se
pode resumir a amparos da “mão invisível do Estado”, a impulsos egocêntricos e a campanhas
de “marketing”: implica promoção da competência, programação multilateral, diálogo interno,
respeito pelas comunidades de leitores e pelo histórico das publicações. O corte autista
com a realidade e a memória e a contratualização de fidelidades (não com os leitores ou
sequer com os eleitores mas com alguns eleitos) traduziu-se em custos. Entre eles, estão os
custos da incapacidade de leitura da evolução do sector e do grupo, os custos do desemprego
no tecido empresarial e os custos do desapego aos valores matriciais de sucesso. A clivagem
entre o produto jornalístico e o património de referentes e a afectividade dos leitores (hoje
apenas tratados como consumidores) explica a perda de liderança do JN. Fizeram de um
campeão um resignado ao segundo lugar. Mesmo assim, o colectivo JN tem procurado resistir
a duas tendências editoriais da Direcção, sufragadas pela Administração: o desinvestimento no
jornalismo de proximidade e de causas nacionais, regionais e metropolitanas e o investimento
no jornalismo de enlatados e na governamentalização informativa-opinativa.
Todavia, tudo sugere que os controladores do Grupo continuarão a nortear-se por
parâmetros de descaracterização e de atrelagem ao Poder Político de Turno. A dinâmica foi
herdada da Lusomundo/PT Multimédia, conglomerados de negócios que lançaram as bases
do modelo. Uma retrospectiva desapaixonada mostra o desastre mas a Controlinveste continua
a apostar no mesmo caminho: no cavalo do poder. De maneira que não admira que
concentre os meios junto do poder. A desertificação regional é um dos espelhos de tal Indústria
de Influência: as Delegações do JN de Aveiro, Braga, Coimbra e Leiria serão reduzidas a
um piquete. O Jogo também contrai o corpo das Secções mas deslocaliza para Lisboa a
Secção Internacional. Quanto ao DN, foi decidido que passaria a ser um matutino da capital:
as delegações do Porto e Coimbra são dotadas de um aparelho mínimo e a delegação de
Leiria é riscada do mapa. Neste emagrecimento do organigrama, o 24 Horas prevê o encerramento
da Delegação do Porto. Os jornais perdem olhos e ouvidos das populações que mais
precisam de saber ver e ouvir, de ser vistas e de ser ouvidas. Este tipo de manobras de campo,
secagem de Delegações e deslocalização de Secções tem cadastro. Ainda no tempo do accionista
PT/Multimédia, foi extinta a redacção no Porto da revista dominical Notícias Magazine,
reforçando-se com ares de arrancada gloriosa a componente redactorial da capital.
Na altura, centenas de personalidades de todos os quadrantes da Região Norte subscreveram um abaixoassinado
de protesto. Em vão. Nem a assinatura do Bispo do Porto comoveu algum cristão
multimédia. Até se andou a germinar ou a marinar a fusão dos títulos JN/DN, compactando
projectos e corpos laborais. Fantasia de gestão que ainda mantém adeptos nas fileiras do Centralismo
e do Pensamento Único. Mais tarde, deslocou-se a Editoria Política para Lisboa. A
obsessão de conquistar a capital saiu frustrada. A capital é que conquistou o Jornal de
Notícias. Houve quem avisasse. Em vão.
Também, segundo carta recente de um grupo de jornalistas do DN, seleccionados
para despedimento, se põe a tónica no “desvio editorial, bem como nas diárias violações do
Código Deontológico dos Jornalistas”. Os dois títulos têm desbaratado capital de confiança e
de independência, desguarnecendo as aspirações empresariais de longo prazo e os interesses
sociais, regionais e nacionais a troco de uma linha oficialista e negocista. É nossa opinião que
jornais, como o JN, com 121 anos ou o DN, com 144, têm particular obrigação de olhar para
os respectivos percursos e tirar as correspondentes lições de identidade, consolidação e sobrevivência.
Também algo de sintomático e alarmente se depreenderá do facto de não haver
conhecimento de despedimentos em massa durante a centenária vida do JN e do DN. Mas
estão em curso em 2009. Despedimentos colectivos e, segundo os visados, simultaneamente
“selectivos”. Tão “selectivos” ou primariamente maquinados que “não poupam lactantes, a
mais nova das quais com um bebé de dois meses, mães com vários filhos menores, casais, deficientes
motores, transplantados, delegados sindicais”.
Que razões se ocultam nos bastidores destas directivas ou decretos de emergência?
Serão indispensáveis? Irão resolver a crise que paira no Grupo ou agravá-la? Não estarão os
autores reais e morais da crise a descarregar o passivo sobre o elo mais indefeso e vital da
Controlinveste? É nossa opinião que os projectos do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24
Horas, O Jogo, sem excepção, carecem dos quadros escolhidos para “abate”. Provavelmente
serão dispensáveis os “abatedores”. A sua manutenção é o que nos parece verdadeiramente
incomportável. É, pois, com apreensão que se observa a apresentação da factura da crise aos
que tudo fizeram para merecer o posto de trabalho. Inclusive - recorrendo, de novo, ao exemplo
DN - suportando um ciclo de descompensações: “há cerca de uma década que não existem
promoções no DN e há três anos que os aumentos têm sido nulos para ordenados superiores
a mil euros”.
Entretanto, na véspera do anúncio do despedimento colectivo, o Grupo contratou
jornalistas em condições generosas. Igualmente mantém uma grelha de privilégios para premiar
os executivos do Grupo, cujas perspectivas e opções conduziram a saldos pouco lisonjeiros,
que procuram superar eliminando dos gráficos uma série de trabalhadores e impondo aos
que ficam um regime de acrescida dependência. No entanto, a situação económico-financeira
não esclarece todas as variáveis. Não somente pelo último lote de contratações ou pelas honrarias
da elite Controlinveste. Não se divisando um iminente sufoco de tesouraria, certo é que
este despedimento colectivo/selectivo também não mostra ter como objectivo uma requalificação
de quadros. Estará antes em marcha um saneamento de pessoas não gratas ou menos
moldáveis aos rolos do seguidismo e aos compressores do economicismo. Expulsam-se os mais
difíceis de normalizar ou menos ágeis no jornalismo “todo terreno” e transfere-se o trabalho
para os colegas que restam e que se sentirão sobremaneira condicionados nas reivindicações.
Fontes diversificadas apontam para uma vassourada ideológica e mercadológica. A porta está
bem sinalizada. A ideia não é original: foi abundantemente concretizada, desde a década de
oitenta, sob a batuta do fraterno êxodo, registado para o devir e o deve-haver como processo
ou método das “rescisões amigáveis”. Agora, o expediente é mais rápido, barato e brutal.
Expurgo, na actualidade, também facilitado pela aprovação dos diplomas da Concentração
Empresarial, do Estatuto do Jornalista e do Código de Trabalho, que diligentemente
criaram a moldura para o quadro que aqui se retrata. Na verdade, o labor de um jornalista
pode ser livremente utilizado nas várias publicações e estações. Com a mesma matéria
enche-se o cabaz mediático. As publicações passarão a ser irmãs gémeas, alinhadas e uniformizadas.
A reprodução tenderá a ser a mercadoria dos novos “criativos”. E ponto final ou,
pelo menos, ponto e vírgula nalgumas manifestações contestatárias: os jornalistas do JN serão
forçados a editar o DN e os de O Jogo a garantir o 24 Horas, de qualquer posto de comando
audiovisual ou “on-line”, sem limite de título nem de horário. Já na fase preparatória das privatizações,
o Governo do agora presidente da República (que promulgou o Estatuto e demais
instrumentos de coacção) alterou a Lei de Imprensa, tornando meramente consultivo o até
então parecer vinculativo dos Conselhos de Redacção, de modo a entregar redacções castradas
ao Poder Económico.
Não poderíamos, nestas circunstâncias, calar a nossa voz de cidadãos-leitores
perante uma política que comporta três níveis de efeitos: em primeiro lugar, são jogados na
rua 119 trabalhadores, sem razões sérias, cortando-se com um padrão de comportamento; em
segundo lugar, o Porto, a Região Norte e a Região Centro sofrem mais um desperdício de
cérebros necessários a um jornalismo activo e plural; em terceiro lugar, um despedimento com
esta carga de implacabilidade, empreendido por diários de longo magistério, acabará, se não
for tenazmente denunciado, por ser aproveitado como doutrina de conjuntura. Afinal, os jornais
que reportam criticamente as calamidades sociais também são agentes e fautores da calamidade.
Temos consciência de que este desfecho não é um acto caprichoso e solitário no
universo da Comunicação Social. As tendências concentracionárias (políticas e empresariais)
têm estimulado este espírito, mesmo que, como é o caso, venham a penalizar o futuro desempenho
das publicações. Outros processos de despedimento colectivo/selectivo têm ocorrido ou
estão na forja em órgãos diversos. Também o Estado, através da tutela governamental, inspira
este clima de fractura e reconcentração, de que é paradigma o esvaziamento de autonomia da
RTP/Norte. Política que, a par da extinção de O Comércio do Porto e do “fecha-e-abre” de
O Primeiro de Janeiro, acentua a irrelevância do Porto/Norte como pólo de afirmação territorial
e interlocutor nacional. Nos últimos cinco anos, a pronúncia do Norte perdeu 180 jornalistas.
Neste cenário, que reclamaria, mais do que nunca, uma cultura empresarial com
garra competitiva e cunho humanista, apelamos a todas as instâncias para que revejam, se
lhes é possível, as suas tabuadas de mercado e de mérito, e no que toca às instituições do Estado,
que pautem a sua prática e a sua acção legislativa acima de toda a suspeita de promiscuidade
com o “vale tudo” do “capitalismo desregulado” e da macrocefalia como princípio de
desenvolvimento. Recusamos uma sociedade balizada em concepções e procedimentos que
acabam de fazer em todo o mundo a prova catastrófica da incompetência, da iniquidade, da
maximização do livre arbítrio. Com esta exposição e estes pressupostos consideramos ser um
gesto de solidariedade e cidadania assinar este manifesto:
Contra o despedimento colectivo/selectivo no Jornal de Notícias!
Contra o despedimento colectivo/selectivo no Diário de Notícias!
Contra o despedimento colectivo/selectivo no jornal 24 Horas!
Contra o despedimento colectivo/selectivo no jornal O Jogo!
Porto, Fevereiro de 2009
Os signatários,
PELO DIREITO AO EMPREGO E À LIBERDADE
MANIFESTO DOS 119
A presente vaga de despedimentos na Controlinveste (Global Notícias Publicações/Jornalinveste Comunicação) atinge 119 trabalhadores do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24 Horas, O Jogo. Esta sangria representa à volta de 12% dos efectivos do Grupo.
Correm rumores de que outras vagas estarão a formar-se no conforto dos gabinetes.
Os jornalistasconstituem mais de 60% dos desvinculados, friamente descartados. O outro contingente
integra funcionários das áreas de recursos humanos, contabilidade e informática. Esta
“redução” não tem cobertura da “crise global”. Não quer dizer que não se tenha definido o
momento. Um bom guarda-chuva vem a calhar quando se faz correr “sangue, suor e lágrimas”.
Mas só com uma dose de ficção científica este drama se encobrirá com “produtos tóxicos”
bolsistas e apenas poderá acobertar-se parcialmente sob a capa da contracção da actividade
económica nacional e geral. A janela de oportunidade tem mais a ver com a entrada
em vigor do Estatuto do Jornalista e do Código Laboral, que acorrentam os profissionais a um
sem número de “trabalhos forçados”. No que concerne ao Novo Estatuto, o jornalista foi
consagrado, pela Força da Lei, como “topa-a-tudo”, “tapa-furos”, “tapa-buracos”, “blackand-
decker” ou ogiva de cabeça múltipla das omnipotentes entidades multimédia.
Quanto à génese real da crise neste Grupo, situar-se-á em expectativas não fundadas
dos investidores, no défice de domínio do meio e de previsão de risco, na carteira de encargos
bancários e nos desvios de projecto nas principais unidades: JN/DN. Nenhuma destas vertentes
é da responsabilidade dos recursos humanos de base. Os recursos humanos de topo
estão na origem deste modelo de investimento, gestão, direcção. A eles se deverá imputar a
“baixa de vendas” e a “quebra de receitas”. A eles caberia assumir as consequências da intranquilidade
ou do estado de saúde do Grupo. Atitude só expectável face a uma profunda
alteração sociopolítica. O que, nesta ocasião, os impele é explorar as potencialidades do capital
com confiança da capital (aqui sinónimo de Terreiro do Paço). Os resultados deficitários e
os acidentes de grupo têm obtido suporte neste “compromisso estratégico”, na medida em que
a Controlinveste produz resultados como rotativa ideológica do sistema.
A “reestruturação” agora anunciada castiga a parte que nunca foi chamada nem
escutada na definição de um modelo empresarial mobilizador e vencedor. Cultura que não se
pode resumir a amparos da “mão invisível do Estado”, a impulsos egocêntricos e a campanhas
de “marketing”: implica promoção da competência, programação multilateral, diálogo interno,
respeito pelas comunidades de leitores e pelo histórico das publicações. O corte autista
com a realidade e a memória e a contratualização de fidelidades (não com os leitores ou
sequer com os eleitores mas com alguns eleitos) traduziu-se em custos. Entre eles, estão os
custos da incapacidade de leitura da evolução do sector e do grupo, os custos do desemprego
no tecido empresarial e os custos do desapego aos valores matriciais de sucesso. A clivagem
entre o produto jornalístico e o património de referentes e a afectividade dos leitores (hoje
apenas tratados como consumidores) explica a perda de liderança do JN. Fizeram de um
campeão um resignado ao segundo lugar. Mesmo assim, o colectivo JN tem procurado resistir
a duas tendências editoriais da Direcção, sufragadas pela Administração: o desinvestimento no
jornalismo de proximidade e de causas nacionais, regionais e metropolitanas e o investimento
no jornalismo de enlatados e na governamentalização informativa-opinativa.
Todavia, tudo sugere que os controladores do Grupo continuarão a nortear-se por
parâmetros de descaracterização e de atrelagem ao Poder Político de Turno. A dinâmica foi
herdada da Lusomundo/PT Multimédia, conglomerados de negócios que lançaram as bases
do modelo. Uma retrospectiva desapaixonada mostra o desastre mas a Controlinveste continua
a apostar no mesmo caminho: no cavalo do poder. De maneira que não admira que
concentre os meios junto do poder. A desertificação regional é um dos espelhos de tal Indústria
de Influência: as Delegações do JN de Aveiro, Braga, Coimbra e Leiria serão reduzidas a
um piquete. O Jogo também contrai o corpo das Secções mas deslocaliza para Lisboa a
Secção Internacional. Quanto ao DN, foi decidido que passaria a ser um matutino da capital:
as delegações do Porto e Coimbra são dotadas de um aparelho mínimo e a delegação de
Leiria é riscada do mapa. Neste emagrecimento do organigrama, o 24 Horas prevê o encerramento
da Delegação do Porto. Os jornais perdem olhos e ouvidos das populações que mais
precisam de saber ver e ouvir, de ser vistas e de ser ouvidas. Este tipo de manobras de campo,
secagem de Delegações e deslocalização de Secções tem cadastro. Ainda no tempo do accionista
PT/Multimédia, foi extinta a redacção no Porto da revista dominical Notícias Magazine,
reforçando-se com ares de arrancada gloriosa a componente redactorial da capital.
Na altura, centenas de personalidades de todos os quadrantes da Região Norte subscreveram um abaixoassinado
de protesto. Em vão. Nem a assinatura do Bispo do Porto comoveu algum cristão
multimédia. Até se andou a germinar ou a marinar a fusão dos títulos JN/DN, compactando
projectos e corpos laborais. Fantasia de gestão que ainda mantém adeptos nas fileiras do Centralismo
e do Pensamento Único. Mais tarde, deslocou-se a Editoria Política para Lisboa. A
obsessão de conquistar a capital saiu frustrada. A capital é que conquistou o Jornal de
Notícias. Houve quem avisasse. Em vão.
Também, segundo carta recente de um grupo de jornalistas do DN, seleccionados
para despedimento, se põe a tónica no “desvio editorial, bem como nas diárias violações do
Código Deontológico dos Jornalistas”. Os dois títulos têm desbaratado capital de confiança e
de independência, desguarnecendo as aspirações empresariais de longo prazo e os interesses
sociais, regionais e nacionais a troco de uma linha oficialista e negocista. É nossa opinião que
jornais, como o JN, com 121 anos ou o DN, com 144, têm particular obrigação de olhar para
os respectivos percursos e tirar as correspondentes lições de identidade, consolidação e sobrevivência.
Também algo de sintomático e alarmente se depreenderá do facto de não haver
conhecimento de despedimentos em massa durante a centenária vida do JN e do DN. Mas
estão em curso em 2009. Despedimentos colectivos e, segundo os visados, simultaneamente
“selectivos”. Tão “selectivos” ou primariamente maquinados que “não poupam lactantes, a
mais nova das quais com um bebé de dois meses, mães com vários filhos menores, casais, deficientes
motores, transplantados, delegados sindicais”.
Que razões se ocultam nos bastidores destas directivas ou decretos de emergência?
Serão indispensáveis? Irão resolver a crise que paira no Grupo ou agravá-la? Não estarão os
autores reais e morais da crise a descarregar o passivo sobre o elo mais indefeso e vital da
Controlinveste? É nossa opinião que os projectos do Jornal de Notícias, Diário de Notícias, 24
Horas, O Jogo, sem excepção, carecem dos quadros escolhidos para “abate”. Provavelmente
serão dispensáveis os “abatedores”. A sua manutenção é o que nos parece verdadeiramente
incomportável. É, pois, com apreensão que se observa a apresentação da factura da crise aos
que tudo fizeram para merecer o posto de trabalho. Inclusive - recorrendo, de novo, ao exemplo
DN - suportando um ciclo de descompensações: “há cerca de uma década que não existem
promoções no DN e há três anos que os aumentos têm sido nulos para ordenados superiores
a mil euros”.
Entretanto, na véspera do anúncio do despedimento colectivo, o Grupo contratou
jornalistas em condições generosas. Igualmente mantém uma grelha de privilégios para premiar
os executivos do Grupo, cujas perspectivas e opções conduziram a saldos pouco lisonjeiros,
que procuram superar eliminando dos gráficos uma série de trabalhadores e impondo aos
que ficam um regime de acrescida dependência. No entanto, a situação económico-financeira
não esclarece todas as variáveis. Não somente pelo último lote de contratações ou pelas honrarias
da elite Controlinveste. Não se divisando um iminente sufoco de tesouraria, certo é que
este despedimento colectivo/selectivo também não mostra ter como objectivo uma requalificação
de quadros. Estará antes em marcha um saneamento de pessoas não gratas ou menos
moldáveis aos rolos do seguidismo e aos compressores do economicismo. Expulsam-se os mais
difíceis de normalizar ou menos ágeis no jornalismo “todo terreno” e transfere-se o trabalho
para os colegas que restam e que se sentirão sobremaneira condicionados nas reivindicações.
Fontes diversificadas apontam para uma vassourada ideológica e mercadológica. A porta está
bem sinalizada. A ideia não é original: foi abundantemente concretizada, desde a década de
oitenta, sob a batuta do fraterno êxodo, registado para o devir e o deve-haver como processo
ou método das “rescisões amigáveis”. Agora, o expediente é mais rápido, barato e brutal.
Expurgo, na actualidade, também facilitado pela aprovação dos diplomas da Concentração
Empresarial, do Estatuto do Jornalista e do Código de Trabalho, que diligentemente
criaram a moldura para o quadro que aqui se retrata. Na verdade, o labor de um jornalista
pode ser livremente utilizado nas várias publicações e estações. Com a mesma matéria
enche-se o cabaz mediático. As publicações passarão a ser irmãs gémeas, alinhadas e uniformizadas.
A reprodução tenderá a ser a mercadoria dos novos “criativos”. E ponto final ou,
pelo menos, ponto e vírgula nalgumas manifestações contestatárias: os jornalistas do JN serão
forçados a editar o DN e os de O Jogo a garantir o 24 Horas, de qualquer posto de comando
audiovisual ou “on-line”, sem limite de título nem de horário. Já na fase preparatória das privatizações,
o Governo do agora presidente da República (que promulgou o Estatuto e demais
instrumentos de coacção) alterou a Lei de Imprensa, tornando meramente consultivo o até
então parecer vinculativo dos Conselhos de Redacção, de modo a entregar redacções castradas
ao Poder Económico.
Não poderíamos, nestas circunstâncias, calar a nossa voz de cidadãos-leitores
perante uma política que comporta três níveis de efeitos: em primeiro lugar, são jogados na
rua 119 trabalhadores, sem razões sérias, cortando-se com um padrão de comportamento; em
segundo lugar, o Porto, a Região Norte e a Região Centro sofrem mais um desperdício de
cérebros necessários a um jornalismo activo e plural; em terceiro lugar, um despedimento com
esta carga de implacabilidade, empreendido por diários de longo magistério, acabará, se não
for tenazmente denunciado, por ser aproveitado como doutrina de conjuntura. Afinal, os jornais
que reportam criticamente as calamidades sociais também são agentes e fautores da calamidade.
Temos consciência de que este desfecho não é um acto caprichoso e solitário no
universo da Comunicação Social. As tendências concentracionárias (políticas e empresariais)
têm estimulado este espírito, mesmo que, como é o caso, venham a penalizar o futuro desempenho
das publicações. Outros processos de despedimento colectivo/selectivo têm ocorrido ou
estão na forja em órgãos diversos. Também o Estado, através da tutela governamental, inspira
este clima de fractura e reconcentração, de que é paradigma o esvaziamento de autonomia da
RTP/Norte. Política que, a par da extinção de O Comércio do Porto e do “fecha-e-abre” de
O Primeiro de Janeiro, acentua a irrelevância do Porto/Norte como pólo de afirmação territorial
e interlocutor nacional. Nos últimos cinco anos, a pronúncia do Norte perdeu 180 jornalistas.
Neste cenário, que reclamaria, mais do que nunca, uma cultura empresarial com
garra competitiva e cunho humanista, apelamos a todas as instâncias para que revejam, se
lhes é possível, as suas tabuadas de mercado e de mérito, e no que toca às instituições do Estado,
que pautem a sua prática e a sua acção legislativa acima de toda a suspeita de promiscuidade
com o “vale tudo” do “capitalismo desregulado” e da macrocefalia como princípio de
desenvolvimento. Recusamos uma sociedade balizada em concepções e procedimentos que
acabam de fazer em todo o mundo a prova catastrófica da incompetência, da iniquidade, da
maximização do livre arbítrio. Com esta exposição e estes pressupostos consideramos ser um
gesto de solidariedade e cidadania assinar este manifesto:
Contra o despedimento colectivo/selectivo no Jornal de Notícias!
Contra o despedimento colectivo/selectivo no Diário de Notícias!
Contra o despedimento colectivo/selectivo no jornal 24 Horas!
Contra o despedimento colectivo/selectivo no jornal O Jogo!
Porto, Fevereiro de 2009
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