Sunday, August 16, 2009

A lista de S...antana


Transcrevo para aqui, antes que desapareça da net!!!! Não se ria. Já me aconteceu.
Mas se puder, veja no original: aqui, no 'CM' de hoje.
17 Agosto 2009 - 00h30

Autárquicas: Reunião entre candidatos e a distrital de Lisboa

Lista de Santana causa polémica

Pedro Santana Lopes deu instruções claras para que a lista de candidatos à Câmara de Lisboa não seja revelada, mas a polémica está instalada. O ex-líder do PSD não quer que a sua lista seja votada pela distrital de Lisboa e abriu ontem à noite ao início da reunião um braço-de-ferro com Carlos Carreiras. O mesmo acontece com Sintra.



Segundo apurou o CM, Santana Lopes exigiu carta branca para a constituição da sua lista de candidatos, por isso, ao início da reunião com a distrital de Lisboa, terá deixado claro que não queria que a lista fosse votada. Uma posição que não terá agradado ao líder da distrital, Carlos Carreiras.

Mas Santana Lopes não foi o único a exigir que a sua lista não fosse escrutinada. Fernando Seara também não quis colocar a sua lista para a Câmara de Sintra à consideração da distrital. À hora de fecho desta edição, a reunião ainda não tinha terminado.

Os nomes que integram a lista da coligação PSD/CDS serão anunciados hoje por Santana Lopes, através do seu portal e, segundo apurou o CM, várias personalidades vão ficar de fora, como é o caso de Pedro Pinto, o que causou uma surpresa geral. O ex-braço-direito de Santana não integra assim nem a lista de candidatos a vereadores nem a lista de candidatos a deputados.

Já o terceiro lugar da lista encabeçada pelo ex-primeiro-ministro deverá ser ocupado por Dina Vieira , directora dos serviços de urbanismo na Câmara de Santarém. O número dois de Santana mantém-se no ‘segredo dos deuses’.

CDS COM DOIS LUGARES ELEGÍVEIS

O CDS conseguiu obter dois lugares elegíveis nas listas de candidatos para a Câmara de Lisboa, à qual concorre em coligação com o PSD. António Carlos Monteiro ocupa o quarto lugar da lista encabeçada por Santana Lopes, enquanto Maria Orísia Roque, líder da concelhia de Lisboa do CDS, ficou em oitavo lugar, avançou ao CM o próprio deputado.

Em Oeiras e Cascais, os democratas-cristãos também obtiveram lugares elegíveis. Na lista liderada por Isabel Meireles à Câmara de Oeiras, Isabel Sande e Castro ocupa o quarto lugar. Já Mariana Ribeiro Ferreira, chefe de gabinete do grupo parlamentar do CDS, está no terceiro lugar da lista para a Câmara de Cascais.

Em Sintra, os democratas-cristãos Lino Ramos e Luís Duque integram a lista liderada por Fernando Seara.

PORMENORES

ISABEL DAMASCENO

O Tribunal Constitucional rejeitou o pedido de impugnação da decisão que nomeou Isabel Damasceno candidata do PSD à Câmara Municipal de Leiria, revelou ontem o presidente da Comissão Política Distrital do partido, Fernando Marques.

JARDIM APOIA LÍDER

Alberto João Jardim afirmou ontem apoiar a "estratégia de coragem" da presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite, que afastou algumas figuras do partido das listas de candidatos às eleições legislativas de 27 de Setembro. O líder do PSD-Madeira está de férias em Porto Santo.

DINA DEIXA MOITA FLORES

Dina Vieira vai deixar os serviços de urbanismo da Câmara de Santarém, conforme estava previsto e acordado com Moita Flores. Dina foi chefe de gabinete de Santana Lopes nas câmaras da Figueira da Foz e de Lisboa.

Ana Patrícia Dias / José Rodrigues

Wednesday, August 12, 2009

Outro imbróglio

Girassóis de pouca dura em Campolide obrigaram a grandes gastos

12.08.2009, Ana Henriques - 'Público'

Limpeza de hectare e meio de terreno custou quase 50 mil euros, serviço que foi adquirido sem recurso a concurso público

A Perto de 50 mil euros foi quanto custou à Câmara de Lisboa a limpeza de parte de um terreno em Campolide para plantar girassóis e, daqui a algum tempo, cereais. O serviço foi entregue a uma empresa privada, a Vibeiras, sem concurso público.
O sucesso da experiência não se tem até aqui revelado famoso: viçosas durante cerca de mês e meio, as flores plantadas na Quinta do Zé Pinto estão neste momento ressequidas e feias. Assim ficarão mais um mês, até serem ceifados para a produção de óleo alimentar. "Em meados de Julho deixámos de as regar", explica o dirigente da Associação Nacional de Produtores de Cereais e Oleaginosas, Bernardo Albino. O presidente da associação, que é parceira da autarquia na iniciativa, diz que o seu objectivo nunca foi embelezar esta zona da cidade, mas sim desenvolver uma experiência pedagógica ligada à produção agrícola. Daí que há um mês os girassóis tenham sido deixados morrer à sede: "Se continuassem a ser regados ainda podiam manter-se mais duas ou três semanas verdes. Mas esse não é o seu ciclo natural de vida."
Não foi bem isso que disse o vereador dos Espaços Verdes, José Sá Fernandes, quando ajudou a fazer a sementeira. O autarca explicou na altura que queria também criar "um terreno bonito para as pessoas poderem passear", a "custo zero". Acontece que o terreno se manteve vedado até hoje, e que a EPUL - Empresa Pública de Urbanização de Lisboa gastou perto de 50 mil euros na sua limpeza, que entregou à Vibeiras por ajuste directo. Um facto que Sá Fernandes garante desconhecer.
Land art à parte, quantas escolas visitaram, afinal, o local? Bernardo Albino hesita, dando a entender que a vertente pedagógica do projecto não está, ainda, totalmente consolidada. O primeiro número de telefone para marcação de visitas escolares que apareceu num cartaz colocado no local era de Évora, da Confederação Agrícola de Portugal. Foi depois substituído por um número de telemóvel pertencente à Associação de Produtores de Bovinos de Raça Alentejana.
Bernardo Albino acaba por dizer que a produção de girassóis foi visitada por umas dez escolas. Um dado que é desmentido pelo presidente da Junta de Freguesia de Campolide, o social-democrata Jorge Santos: "Só lá foram miúdos uma vez, ver terra batida com sementes plantadas." O autarca mostra-se indignado com os perto de 50 mil euros gastos e chama "aldrabão" a Sá Fernandes, por este ter andado a dizer que a iniciativa não teria custos para a câmara. "O projecto é um perfeito disparate", prossegue Jorge Santos. "Se a câmara me desse 50 mil euros eu mandava limpar tudo e ainda ficava com 30 mil."
Apesar de a Quinta do Zé Pinto ser de maiores dimensões, apenas foi limpa uma área de hectare e meio, correspondente à zona onde foram plantadas as flores. Uma opção que, tal como o fim da rega, é criticada por quem ali mora ao pé. Criada na província, Lurdes Azevedo, uma costureira reformada cuja casa dá para o campo de girassóis secos, acha que alguma coisa correu mal: "Isto foi plantado fora de tempo. É por isso que ficou assim."
Já o presidente da Junta de Freguesia de Campolide tenciona apresentar uma moção na Assembleia Municipal de Lisboa no mês que vem a pedir responsabilidades ao vereador dos Espaços Verdes. Para Jorge Santos, se o terreno tivesse sido cedido aos moradores dos bairros do Tarujo e Padre Cruz para hortas sociais estes teriam feito a sua limpeza a custo zero e as crianças poderiam seguir de perto o "fabrico" dos legumes que comem em casa: couves, alfaces, tomates.
Participar neste projecto - o que incluiu acabar os trabalhos de limpeza do terreno e semear os girassóis - custou à Associação de Produtores de Cereais e Oleaginosas cerca de oito mil euros. Bernardo Albino frisa que o trabalho não fica por aqui: a partir do Outono será plantado trigo e eventualmente cevada. "Antes de ser limpo, o terreno tinha entulho, que era descarregado clandestinamente à noite", relata.

Sunday, July 19, 2009

No 'Público' de hoje

Uma questão de promiscuidades

19.07.2009, António Sérgio Rosa de Carvalho

"A cidadania não vai a votos. A cidadania exerce-se"! Num texto anterior publicado no PÚBLICO, afirmava isto, motivado pela necessidade de defender "um cordão sanitário" entre a jovem e frágil democracia participativa e a erodida e desprestigiada democracia representativa.
Algo mais, já então, me motivava. A consciência intuitiva de que Helena Roseta pertencia àquele grupo de políticos profissionais que, conscientes do cansaço, erosão e de um progressivo distanciamento dos votantes, encontrava nos "cidadãos" participativos uma fórmula "refrescante" e uma oportunidade de "reformatar" o discurso. A máscara caiu. A razão diz-nos que não é supreendente, mas o sentimento exalta uma indignação, perante um sentimento de manipulação, ou mesmo, e é preciso dizê-lo, de traição.
A enorme bofetada que Helena Roseta dá em todos aqueles que seguiram o seu discurso de independência implica também uma enorme machadada na jovem e frágil democracia participativa, e, consequentemente, directa e indirectamente, na credibilidade da já tão doente democracia representativa.
Ela, de forma brutal, projecta todos aqueles que acreditaram numa plataforma de participação transversal aos ciclos políticos, num espaço ecléctico e pluralista de manifestação de individuos-cidadãos, unidos apenas pela urgência dos temas, novamente, na polarização dos blocos políticos e dos aparelhos ideológicos.
Ela mata, assim, uma dialéctica estimulante e melhoradora da própria democracia ao, de forma facciosa e oportunista, querer monopolizar a cidadania para um campo da "esquerda", como se tal fosse possivel...
Esta atitude é comparável à afirmação de que o humanismo do séc. XXI, a consciência ambiental, a ecologia e a consciência urgente da necessidade imperativa da salvaguarda ecológica do planeta são exclusivos da "esquerda".
É por isto que eu afirmo claramente aqui que já sei em quem não vou votar... E, ao contrário do prof. Carmona,
digo-o: não vou votar no triunvirato Costa-Zé-Roseta.
Em quem vou votar, como muitos, não sei...
Portanto, apelos aos restantes para me convencerem, dizendo desde já que:
- não quero mais trapalhadas urbanísticas com histórias de permutas, trocas, baldrocas;
- não quero, pelo menos no primeiro mandato, mais obras públicas com orçamentos "em derrapagem";
- não quero mais encomendas a arquitectos do star system, a cobrarem fortunas por "maquetas" feitas de caixas de sapatos;
- não quero mais destruição do património arquitectónico, através da especulação imobiliária ou da "criatividade" corporativa dos arquitectos, não só nas avenidas românticas, mas em toda a Lisboa. Isto implica Largo do Rato, Terreiro do Paço, etc, etc.
Quero:
- reabilitação, reabilitação, reabilitação... urbana, com responsabilidade técnica e grande rigor na perspectiva da salvaguarda do património;
- a Baixa classificada como Património Mundial e a respectiva carta de valores e regras que isso implica;
- repovoamento do centro histórico;
- estratégia e planeamento na área do urbanismo comercial;
- gestão equilibrada na estratégia do trânsito e do estacionamento, incluindo uma Autoridade Metropolitana de Lisboa e um Regulamento de Cargas e Descargas;
- gestão dos espaços verdes;
- ao menos, a existência de uma política cultural e museológica para a cidade de Lisboa.
Bem, não tenho mais espaço... Acima de tudo, viva Lisboa! Lisboa merece mais.
Historiador de Arquitectura

Monday, July 13, 2009

Propaganda paga pela Câmara, diz a CDU

CDU acusa António Costa de fazer propaganda eleitoral com dinheiros da Câmara de Lisboa

14.07.2009, Diogo Cavaleiro, Público

Coligação admite queixar-
-se à Comissão Nacional de Eleições e à ERC contra a difusão de folhetos e encartes pagos pela câmara em período eleitoral

A CDU acusou ontem o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, de fazer propaganda para as próximas eleições autárquicas através de um encarte e de folhetos de promoção da autarquia. A coligação afirma em comunicado que os documentos distribuídos pela edilidade nos últimos dias apenas serviram para enaltecer a gestão do Partido Socialista com recurso a dinheiros públicos.
A CDU de Lisboa considera este aproveitamento "ilegítimo", até porque muitas das ideias presentes no encarte relativo à recentemente apresentada Carta Estratégica de Lisboa não foram ainda discutidas nem na assembleia municipal nem na câmara. O texto refere também um documento distribuído pela cidade, nas caixas de correio, afirmando que ele contém "mentiras". A título de exemplo, diz que não é verdade que tenham sido criados 80 quilómetros de corredores bus nem que haja garantias de financiamento para a reabilitação urbana.
Contactado pelo PÚBLICO, Duarte Moral, assessor de imprensa de António Costa, afirmou que "a campanha não é paga por dinheiros públicos" e que "quem o diz tem de o provar". "É completamente mentira e até insultuoso", disse. Quanto às supostas mentiras do documento distribuído na capital, Duarte Moral responde: "Hoje estamos concentrados no lançamento da candidatura [de António Costa] e, portanto, não respondemos a declarações que reflectem apenas o desespero do PCP".
Em declaraçãoes à agência Lusa, Carlos Chaparro, da direcção do PCP de Lisboa disse, entretanto, que a CDU admite apresentar queixa à Comissão Nacional de Eleições e à Entidade Reguladora para a Comunicação Social. "Tendo em conta que já estamos em pré-campanha eleitoral e as candidaturas já estão no terreno, é abusivo que uma candidatura esteja a usar dinheiros públicos", justificou o dirigente comunista.

Sunday, July 12, 2009

EPUL e GEBALIS

DOMINGO, 5 DE JULHO DE 2009

Acumulação de salários

Prática comum é a acumulação de cargos públicos e respectivos salários.
Há alguns anos que autarcas descobriram que uma boa forma de aumentarem os seus rendimentos é criarem empresas municipais e depois terem lá algum cargo.
Não se compreende: então os cargos que têm como presidentes da câmara ou outros são a tempo tão parcial que podem acumular com outros?
Mais uma vez a Câmara de Lisboa é um excelente exemplo.
Eduarda Napoleão, ex-vereadora do Urbanismo da Câmara de Lisboa, recebeu em 2003 um total ilíquido de 133.684 euros da câmara e de uma empresa ligada ao município, e acumulou, a partir de Março de 2003, as suas funções autárquicas com as de presidente da Ambelis, uma empresa criada no mandato camarário de Jorge Sampaio com o fito de promover o desenvolvimento económico de Lisboa (com sucesso: pelo menos desenvolveu a economia desta vereadora).
Eduarda Napoleão recebeu, em 2003, 47.954 euros como vereadora e e 85.730 como presidente da Ambelis. No entanto, aparentemente terá havido um engano a processarem-lhe o salário como vereadora, pois, a partir de Maio desse ano, por obrigatoriedade legal, estaria apenas a meio-tempo desse cargo. Esta senhora não reparou no engano e só no ano seguinte devolveu parte do dinheiro, cerca de 16 mil euros.

"Distracções" à parte, esta senhora acumulou dois cargos pagos com dinheiros públicos, um dos quais numa empresa que poucos pessoas devem saber o que faz e para que serve. Nos meses de 2003 em que foi presidente dessa empresa - a meio tempo, visto que no outro meio tempo foi vereadora - ganhou mais de 85 mil euros só por essa função.

Perguntas
  • Que qualidades e currículo tem esta senhora , licenciada em Artes Plásticas e Pintura, para o seu meio-tempo a presidir a uma empresa pública seja tão precioso?
  • O que faz esta empresa, intitulada "Ambelis - Agência p/ Modernização Económica de Lisboa, S.A.",que nem site de Internet tem, que justifique pagar estes salários?
  • Como é que uma senhora tão competente não repara que durante oito meses a Câmara lhe andou a pagar o salário por inteiro quando ela estava a meio-tempo?
  • Porque motivo tem Lisboa e o país vereadores que, por sua opção, podem passar a trabalhar apenas a meio tempo? Se apenas são necessários a meio tempo, porque lhes pagamos o tempo inteiro?
  • Quem faz estas nomeações? Com que critérios? O que faz actualmente esta senhora? O que ela fez na vida para além de cargos públicos e em empresas públicas?
  • Para além do mais, nesta situação, foi violada uma lei de 1988 que estabelece um tecto de 75 por cento do somatório do vencimento e despesas de representação do Presidente da República para o total das remunerações ilíquidas de quaisquer titulares de cargos e funções públicas, ainda que em regime de acumulação. Alguma consequência desta lei ter sido violada? Devolvido o dinheiro que ultrapassava o valor máximo estipulado por lei?
  • O actual Ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, vai acumular agora o cargo de Ministro da Economia. Vai receber o dobro? Se sim, porquê? O actual cargo era a part-time? Se não vai acumular salários, porque é que Eduarda Napoleão e tantos outros acumularam e acumulam?

Fontes
Mais informação sobre este caso
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1226638&idCanal=21

Notícia em que esta mesma senhora é acusada pelo Ministério Público de crime de prevaricação de titular de cargo político
http://dn.sapo.pt/inicio/interior.aspx?content_id=1001256


Gebalis: 5 milhões de euros pagos por nós para três pessoas os gastarem em uso pessoal?


A Gebalis, empresa da Câmara Municipal de Lisboa, alegadamente para a gestão dos bairros municipais, pede 5,9 milhões aos ex-gestores Francisco Ribeiro (militante PSD), Mário Peças (ligado ao PSD) e Clara Costa (ligada ao PS), já constituídos arguidos por suspeita da prática dos crimes de peculato e administração danosaentre Março de 2006 e Outubro de 2007.

Viagens ao estrangeiro, muitas refeições em restaurantes de luxo, cartões de crédito usados à vontade para gastos pessoais.

Estes ex-administradores receberam oito cartões de crédito da empresa. Francisco Ribeiro e Mário Peças tinham cada um três cartões de crédito, com um ‘plafond’ mensal entre cinco mil e dez mil euros. Clara Costa tinha dois cartões, com um limite mensal de crédito entre cinco mil e 7500 euros.

"Os demandados, com os respectivos cartões de crédito em seu poder, decidiram que os utilizariam para pagamento de despesas relativas às suas refeições e de seus amigos e ainda de outras pessoas de cujo convívio poderiam beneficiar no seu percurso profissional, político ou financeiro, quer nos dias de trabalho, quer em férias ou fins-de-semana, quer ainda no decurso de viagens ao estrangeiro", argumenta a Gebalis na acção judicial contra os ex-administradores da empresa.


Expectativas:
Aguardamos para ver o que fica provado em tribunal - não parece díficil provar a maioria dos gastos mencionados - e caso haja condenação se efectivamente ela se traduz em prisão efectiva e pela devolução do dinheiro erradamente usado.

Tal como ficam aqui os nomes para acompanharmos se, com este currículo, os referidos gestores voltam a ter qualquer cargo público ou em empresas públicas e se continuam activamente nos partidos que alternadamente governam o país.

Perguntas:
Independentemente do desenrolar do processo, quem os nomeou gestores desta empresa devia explicitar quais os critérios de selecção usados e de que forma estas três pessoas os preenchiam. Competência?

Como se justifica a atribuição de vários cartões de crédito à mesma pessoa, com plafonds elevados e sem controlo? Continua a ser assim nesta empresa? É assim em mais empresas do Estado? É assim em cargos na administração pública? Porque não seguir o exemplo de empresas privadas em que os cartões de crédito estão associados às contas pessoais dos empregados, e a empresa só transfere para estas o dinheiro de despesas aprovadas e com comprovativos?

Fonte:

Na foto Francisco Ribeiro, presidente da Gebalis em 2006 e 2007

Friday, July 10, 2009

Tribunal decide

Impedir a vizinhança de dormir pode sair caro

10.07.2009, Ana Henriques, Público

Juízes entendem que descanso é um direito constitucional e dispensam medições dos níveis de ruído, numa sentença que "não é comum"

Que marteladas eram aquelas que se ouviam no andar de cima durante a noite? Seria gente surda a que ali morava, para ouvirem a televisão aos altos berros? Nos primeiros tempos, o casal com duas crianças e uma terceira a caminho ficou à espera que a vida no prédio voltasse à normalidade. Mas o que se seguiu foi o calvário de noites a fio sem pregar olho, porque em lugar do silêncio ouviam-se estrondos, mais marteladas e música.
No início deste mês, fez-se justiça. O Supremo Tribunal de Justiça condenou a barulhenta vizinha desta família a indemnizá-la em cerca de 25 mil euros. "Não é uma sentença comum. Lamento que não haja mais tribunais a tomar este tipo de decisão", comenta o presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses, Romão Lavadinho, ressalvando que são raros os queixosos que decidem ir a tribunal, devido aos custos envolvidos. Isso, aliado ao facto de os autores do ruído se transformarem, perante as reclamações, em potenciais agressores dos queixosos, faz com que "a maioria das pessoas se acobarde" quando é confrontada com uma situação do género. "Esta sentença vai ajudar muita gente a recorrer a tribunal", antevê o representante dos inquilinos de Lisboa.
Menos de um mês depois das primeiras queixas na PSP, em Setembro de 2001, o casal e as duas crianças começaram a sofrer retaliações. Primeiro a vizinha de cima atirou-lhes água. O polícia que tomou conta da ocorrência escreveu no relatório que as roupas que vestiam cheiravam a lixívia. Depois foi um vaso em barro, que atingiu o pai das crianças na cabeça. Veio acompanhado de um rol de insultos e ameaças: "Seus cabrões de merda", "Porcos", "Podem ir chamar a polícia, que eu não abro a porta", "Vou fazer-
-vos a vida infernal com o barulho que vou fazer". A promessa foi cumprida, ao ponto de a família ter de ir dormir para pensões e hotéis várias vezes.

"Terror de voltar a casa"
Ficou provado em tribunal que as duas meninas, uma de quatro e outra de seis anos, "tinham terror de voltar para casa", enquanto a mãe, que estava grávida, "passou a ter crises compulsivas de choro e a andar deprimida". A família passou a frequentar o psicólogo. Às despesas com a saúde mental e com os retiros temporários fora de casa juntavam-se ainda os gastos com obras destinadas pelo menos a minorar o problema. O primeiro tecto falso não resultou. Foi preciso fazer novo isolamento acústico. Mas as paredes de tabique continuavam a deixar-lhes as madrugadas em branco.
Um ano depois de o pesadelo começar no apartamento de Lisboa onde moravam, em Abril de 2002, meteram a acção em tribunal. Não houve instância judicial que não lhes tenha dado razão. Foram os recursos da vizinha de hábitos nocturnos que levaram o caso até ao Supremo. Nessa altura já o Tribunal da Relação tinha dito que quando se impede sistematicamente alguém de repousar à noite se põe em causa o direito constitucional a um ambiente sadio e ecologicamente equilibrado. Os juízes-conselheiros salientam que casos como este dispensam medições dos níveis de ruído, um processo complicado e por vezes infrutífero: "A ilicitude de um comportamento ruidoso que prejudique o sono de terceiros está precisamente no facto de, injustificadamente e para além dos limites do socialmente tolerável", se lesar "o direito à integridade pessoal".

Presidente da Associação de Inquilinos Lisbonenses pensa que esta sentença pode ajudar muita gente

Sunday, July 05, 2009

Saturday, July 04, 2009

Editorial

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Anda no ar muito nervosismo. No Governo. No PS. No PSD. No BE. Na AR. Na CML. E anda no ar muito frenesim eleitoral. No que se refere ao Governo, sem dúvida tudo corre mal a Sócrates nos últimos tempos, depois das europeias, fazendo jus à lei de Murphy agora muito referida: tudo o que pode correr mal, correrá mal ou ainda pior...
Isso ou coisa semelhante acontece em muitas instituições dirigidas pelo PS, mas para mim, no que ora me interessa, também na CML. E não necessariamente só por causa das autárquicas - e isso já não seria pouca causa. Eu explico: em meu entender, quando António Costa diz coisas como «o Executivo (leio: o Governo) cometeu estas gaffes assim e assim» (a propósito do Terreiro do Paço, a propósito da Polícia, a propósito da Terceira Travessia do Tejo ou - caso mais notado e mais comentado recentemente - a propósito da composição da administração do Metro, já sem CML), acho que está a dizer muitas coisas:
1º - quero marcar terreno nestas matérias antes que alguém (leia: Santana, concorrente directo, em seu entender) apareça a levantar estas bandeiras;
2º - quero deixar bem claro que me junto a Carmona nesta crítica - Carmona que pode ajudar a sossegar-me se se candidatar, portanto há que dar-lhe algum gás;
3º - quero deixar bem claro que aquela coisa de Santana de andar agora a dizer que me importo mais com o Governo do que com a Câmara é uma falsidade;
4º - quero que os mais subtis entendam que sou autónomo bastante relativamente ao Sócrates para me manter com margem de crítica em relação ao Governo - apesar de Sócrates, apesar do PS;
5º _ quero deixar um leve rasto que indique a quem me interessa que assim leia que estou por aqui para o que der e vier, ou seja: imaginando que Sócrates - como alguns me dão a entender - não aceita governar sem maioria absoluta, há que estar preparado para tudo, isto é, se Cavaco tiver de deixar formar governo ao PS sem Sócrates, que remédio tem se não aceitar-me a mim - pesem embora razões fortes como o caso Santana em 2004 (mas este seria um caso constitucionalmente totalmente diferente) ou como o caso de Santana que abandonou a Câmara sem amis nem menos (o que eu próprio terei de fazer se São Bento me chamar) ou ainda aquela pecha mesquinha de não ser deputado.
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Volto ao meu comentário: anda muito nervosismo no ar, anda muito frenesim no ar.
Por exemplo: o balanço que Costa divulgou anteontem e os meios de que se serviu para isso (um deles o mail oficial para todos os funcionários... quando sabemos que o PCP tem sido indevidamente impedido de usar esse meio para matérias de mantado e não de luta eleitoral) não me parecem boas marcas. Podem dizer e que o balanço é acção normal da autarquia - e até devia ser. Mas não foi assim nunca no mandato. Nunca com este enfoque. Podem dizer-me que é do interesse dos funcionários saber isto. E é, desde que haja contraditório. Mas o que todos ficam a pensar, dentro e fora da Câmara, é que se trata de campanha. É só ver os títulos e as comparações Costa/Santana, tipo campeonato: quer mais um túnel ou mais um elevador? E depois a Carta Estratégica. E depois o debate sobre o Terreiro do Paço - como se de repente tudo fosse urgente. (E é).
Acho que este ambiente e estes modelos não são o melhor para a pré-campanha.
Ainda vamos ver fazer mais asneiras. Mais tiros no pé.
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Uma nota.
Mesmo apenas do ponto de vista da contabilidade dos votos: de cada vez que Costa se mete com um ministro, pergunto: não estará a perder uns votos aqui outros ali - e, no fim, todos fazem falta. Afinal António Costa é uma das mais proeminentes figuras do PS, não é? E portanto acho normal que que as pessoas do PS não adorem ver um dos seus contra outros dos seus. Digo eu.
Como alguém (dessas pessoas do PS) me dizia há 36 horas: a acontecer, não será Ferreira Leite que ganhará mas sim Sócrates que perde as eleições. Com Costa pode acontecer o mesmo. Espero bem que não. Mas às vezes penso que está mesmo a pedi-las.
Obra, pouca. Palavras, muitas.
Estou convencido de que, no que toca à CML, ainda é tempo de arrepiar caminho.
Mas não com posturas destas últimas: parecem-me demasiado artificiais e desconexas em relação ao resto do pequeno mandato de que estamos a sair.

Thursday, July 02, 2009

Santana, outra vez Ghery e Parque Mayer

Santana fala em ilegalidade e Sá Fernandes em falta de saber

03.07.2009, Inês Boaventura

O social-democrata quer voltar
a envolver Gehry na intervenção
no Parque Mayer, preservando
o trabalho do actual executivo

Pedro Santana Lopes afirma que o arranque das obras de requalificação do Capitólio, que ontem foi anunciado pelo presidente da Câmara de Lisboa para daqui a três semanas, "é crime" porque o monumento classificado é "propriedade privada". O vereador José Sá Fernandes diz que a afirmação prova que o candidato social-democrata às autárquicas "não percebe nada do assunto" e lembra que quando este estava à frente do município a intervenção no Parque Mayer não incluía a preservação do teatro.
O contrato para a reabilitação do Capitólio, cujo projecto foi desenvolvido pelo arquitecto Souza Oliveira, foi assinado em Dezembro de 2008, com a promessa de que as obras arrancariam durante 2009. Ontem, durante um almoço com directores de órgãos de comunicação social para fazer um "ponto de situação" do mandato, António Costa revelou que já só seria preciso esperar mais três semanas.
Instado pelo PÚBLICO a comentar este anúncio, Santana Lopes diz que a autarquia "não pode avançar" com a intervenção pelo facto de o teatro inaugurado em 1931 ser "propriedade alheia". "Se o Condes começar a degradar-se a câmara também vai lá fazer obras?", questiona o jurista, defendendo que legalmente nada pode ser feito a menos que a câmara "retire a acção de anulação da permuta e assuma a propriedade" do espaço na Avenida da Liberdade.
Santana Lopes refere-se a uma acção interposta pelo advogado José Sá Fernandes, na qual se pede a anulação da permuta através da qual a empresa Bragaparques se tornou proprietária de parte dos terrenos da antiga Feira Popular, em Entrecampos, e a câmara passou a ser detentora do Parque Mayer. O social-democrata diz que "o caminho sensato é retirar esse processo que está a correr em tribunal administrativo" e "constituir um tribunal arbitral" para resolver de forma célere o diferendo.
Recuperar Frank Gehry?
"O dr. Pedro Santana Lopes de facto não percebe nada do assunto", responde o vereador Sá Fernandes, explicando que só ele, e não a autarquia, pode retirar a acção judicial e que neste momento o Parque Mayer é propriedade municipal, pelo que não há "nenhum problema de legalidade" em avançar com a requalificação do Capitólio. E se a acção judicial vier a ter provimento, e o terreno voltar a ser propriedade da Bragaparques, o advogado garante que se pode expropriar invocando o interesse público.
Além de ter celebrado o contrato para a intervenção no teatro projectado por Cristino da Silva, o actual exe-
cutivo lançou um concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, do qual se sagrou vencedor o arquitecto Manuel Aires Mateus. Sobre que destino dará a este trabalho caso vença as eleições de Outubro, Santana Lopes afirma que "tudo o que está pa-
ra trás e a ser feito deve ser reaproveitado" porque "não se pode deitar fora tempo e trabalho".
Ainda assim, o social-democrata continua a defender a "possibilidade" de haver "algum envolvimento" de Frank Gehry "no Parque Mayer ou em
zona próxima". E admite que o trabalho do arquitecto "é marcante" e tranquiliza os potenciais opositores da iniciativa garantindo que quer um projecto "com cabeça, tronco e membros" e não vai permitir que se faça "uma salada russa".
com Bárbara Reis

10
milhões de euros é o custo da reabilitação do Capitólio, financiada pelas contrapartidas do Casino de Lisboa

Tuesday, June 30, 2009

Só meia dúzia de exemplos, de entre os 65 casos

Este artigo nem sequer está actualizado.

Já deve haver mais arguidos a esta hora.

Há uns tempos, no insuspeito Correio de Manhã, li:


«Segundo um balanço ontem divulgado pela procuradoria-geral da República, desde Julho de 2007 – data da criação da equipa especial por determinação de Pinto Monteiro – 65 casos foram distribuídos para investigação, e até ao momento 33 já foram concluídos: 10 com despacho de acusação e 23 arquivados.

Os inquéritos incidem sobre factos ocorridos durante os mandatos de Pedro Santana Lopes e Carmona Rodrigues e já levaram à audição de 206 pessoas, entre audições de testemunhas e interrogatórios, e à constituição de, pelo menos, 13 arguidos: designadamente Carmona Rodrigues, Fontão de Carvalho, Eduarda Napoleão, Helena Lopes da Costa, administradores da Gebalis, um arquitecto e um fiscal.

A equipa da Unidade Especial de Investigação contou com a colaboração de dois arquitectos para a realização de perícias na área do urbanismo e, sublinha, aliás, as "diversas dificuldades enfrentadas" devido ao "elevado volume de processos camarários a analisar (2949) e à manifesta complexidade da matéria em causa". No total, cerca de 50 por cento dos processos foram concluídos com um saldo de 12 por cento de acusações. Em causa estão crimes de corrupção, peculato, abuso de poder e prevaricação.

Segundo apurou o CM, no caso das contratações para a Gebalis, os investigadores depararam-se com a contratação de cerca de 30 militantes do PSD em 40 que entraram na empresa. No entanto, a situação não será única, no caso das escolhas políticas, podendo haver outros casos.


PROCESSOS CONCLUÍDOS COM ACUSAÇÃO

16/01/2008 - Bragaparques - Prevaricação/Abuso Poder

27/06/2008 - Câmara Municipal - Corrupção

29/04/2008 - Corrupção de um fiscal numa obra - Corrupção

20/10/2008 - Administração da Gebalis - Corrupção

19/12/2008 - Travessa Ilha do Grilo - Abuso de poder

31/03/2009 - Funcionária da Câmara - Burla

27/04/2009 - Calçada das Necessidades - Prevaricação

1/06/009 - Atribuição de Casas - Abuso de poder

Sem data - EPUL prémios - Peculato


PRINCIPAIS PROCESSOS PENDENTES

Vale de Santo António - Tráfico de influência

Participação na construção do estádio do Benfica - Abuso de poder

EMEL - Corrupção

EPUL - Corrupção

Condomínio Infante Santo - Funções públicas

Contratação de militantes PSD para a Gebalis - Peculato

Concessão Parques estacionamento Alvalade/Santos – Corrupção


Ana Luísa Nascimento»

CM

Friday, June 26, 2009

Dívidas de Santana. Para que não haja dúvidas: recordem-se os números oficiais do Tribunal de Contas

JN:

Dívidas aumentaram com Santana Lopes

2009-01-09

NUNO MIGUEL ROPIO

O Tribunal de Contas detectou na auditoria às contas da gestão de Santana Lopes à frente da Câmara de Lisboa, nos anos de 2002 e 2003, aumentos significativos das dívidas a terceiros a curto prazo e do valor do passivo.

Em apenas dois anos da presidência de Pedro Santana Lopes (PSD), o passivo do município registou um acréscimo de 351,8 milhões de euros, relativamente ao último ano da gestão de João Soares (PS), também ela auditada pelo Tribunal de Contas (TC). De 561,8 milhões de euros, em 2001, a fasquia estava já fixada no final de 2003 em 913,6 milhões. Quanto às dívidas a terceiros, registou-se a mesma orientação: Soares deixa 62,5 milhões de dívidas na Câmara, essencialmente a fornecedores, e em dois anos esta disparou para os 109.

Estas são as primeiras conclusões, entre várias, resultantes das auditorias do TC às gerências naquele período, que constam nos três relatórios a que o JN teve acesso, e que levaram aquele organismo a chumbar as contas da Câmara, remetendo os resultados para o Ministério Público. O procurador do TC começa também por salientar a capacidade de endividamento da Câmara: em 2002, após as restrições do Governo ao endividamento das autarquias, a Câmara tinha passado de 65% da sua capacidade para 92%. No fim de 2003, Santana tinha o município endividado em 182% da sua capacidade.

"Os Resultados Correntes apresentam-se positivos em 2001 e 2002, atingindo um valor negativo de 41 milhões em 2003", refere o TC, salientando que houve um aumento de 125%". Para com Soares o relatório da auditoria é menos acutilante, mas reforçando o facto do " valor das dívidas ser bastante elevado".

Thursday, June 25, 2009

Wednesday, June 24, 2009

Monsanto

Da Lusa no Público:
Câmara de Lisboa aprova providência cautelar contra obra da EDP em Monsanto

25.06.2009

Os vereadores da oposição na Câmara de Lisboa viabilizaram ontem uma proposta do PCP para a interposição de uma providência cautelar contra a decisão do Governo de instalar uma sub-estação de electricidade em Monsanto.
A deliberação foi aprovada com os votos favoráveis de todos os partidos da oposição -- Lisboa com Carmona, Cidadãos por Lisboa, PSD e PCP -- e os votos contra dos vereadores do PS e do vereador José Sá Fernandes. A ideia de a autarquia interpor uma providência cautelar foi avançada pelo vereador do PCP Ruben de Carvalho, tendo subscrito a proposta os restantes vereadores da oposição.
Apesar de a Câmara ter aprovado, com os votos da oposição, um parecer desfavorável, há cerca de um mês, o Governo suspendeu o Plano Director Municipal (PDM) de Lisboa por resolução do Conselho de Ministros de 17 de Junho para instalar a sub-estação no Monsanto. "O Parque de Monsanto não pode ser retalhado por alegado 'interesse regional e nacional' quando há outras alternativas de localização da sub-estação", lê-se na deliberação aprovada em reunião do executivo municipal.
Segundo a deliberação camarária, "os estudos ambientais em que o Governo se baseou são estudos internos realizados a pedido da REN em 2005 e não obedecem às exigências de participação e transparência dos processos de avaliação de impacte ambiental à luz da legislação portuguesa".
O presidente da Câmara, António Costa (PS), defendeu a instalação da sub-estação em Monsanto, considerando uma "obra útil e necessária à cidade, que não danifica Monsanto". António Costa considerou ainda serem "vantajosas" as contrapartidas que foram negociadas e que envolviam a reposição no parque florestal das cerca de 200 árvores que será necessário abater naquela zona. Ruben de Carvalho e Helena Roseta foram escolhidos como interlocutores dos vereadores da oposição junto dos serviços jurídicos da autarquia, que darão seguimento à deliberação camarária. Lusa

Wednesday, June 17, 2009

Notas recebidas ontem, quarta, em defesa de Monsanto

Coligação Democrática Unitária

CIDADE DE LISBOA

Nota à Comunicação Social

Mais um caso do mau uso do conceito de interesse nacional por parte do Governo PS, com apoio do PS e de Sá Fernandes na CML

Plano Director de Lisboa suspenso parcialmente em Monsanto para benefício da EDP

Foi publicado agora no «Diário da República» o diploma legal que suspende o Plano Director Municipal de Lisboa em parte significativa do Parque de Monsanto para a construção de uma subestação da EDP.

A discussão verificada na Câmara Municipal por duas vezes manifestou claramente que, à excepção do PS e de Sá Fernandes, nenhuma outra força política concorda com a suspensão do PDM e muito menos sem estudo de Avaliação de Impacte Ambiental para a construção em Monsanto de uma nova subestação no Zambujal.

Trata-se inclusive de derrubar árvores no parque Florestal em mais de meio hectare.

Tudo isso, em terreno sob a administração do Município de Lisboa, dentro do perímetro do Parque Florestal do Monsanto, adjacente ao que se encontra ocupado pela Subestação da Rede de Distribuição da EDP, junto a CRIL (Azinhaga da Marinheira), Freguesia de S. Francisco Xavier.

Ou seja, um agrave lesão do interesse municipal ambiental.

O PS na Câmara mais Sá Fernandes e o Governo PS assumem assim a responsabilidade da decisão agora publicada em «DR» de esquartejar Monsanto para benefício da EDP, sem Estudo de Impacte Ambiental e contra a vontade da maioria dos eleitos na Câmara.

O facto de esta parcela de terreno se encontrar classificada como Espaço Verde de Protecção, parcela integrante do Sistema Seco, Área com Potencial Valor Arqueológico, com nível de intervenção 2 e afecta ao Regime Florestal onde se integra o Parque de Monsanto, de acordo com os artigos 80º, 18º, 15º do RPDM. Ora, nos termos do artigo 80º do regulamento do PDM, as áreas verdes de protecção são áreas especialmente sensíveis sob os pontos de vista biofísico e / ou de enquadramento paisagístico e ambiental de áreas edificadas ou de infra-estruturas.

São por isso áreas non aedificandi, com excepção das infra-estruturas viárias e das instalações necessárias ao seu funcionamento e manutenção.

Não é o caso.

Governo e PS na Câmara permitem desta forma que se ultrapassem obrigações legais, como o processo de AIA, ou passar por cima do Planeamento da Cidade, lesando inclusive a autonomia municipal.

O aval a este procedimento, ao qual o PCP é contrário, não serve a requalificação e protecção do Monsanto; contraria os procedimentos legais normais para este projecto; e, não menos grave, coloca, sem contrapartidas significativas, uma parcela municipal nas mãos de uma empresa privada, cujos objectivos de mero serviço público são questionáveis, levantando suspeitas de condições menos onerosas de realização da obra face às possíveis alternativas.

Por tudo isso, o PCP na CML manifestou-se contra esta suspensão do PDM.

A CDU de Lisboa







COMUNICADO DA PLATAFORMA POR MONSANTO SOBRE A DECISÃO DO GOVERNO PARA SUSPENSÃO PARCIAL DO PDM EM LISBOA PARA CONTRUÇÃO DE UMA SUBESTAÇÃO DA REN.


A Plataforma por Monsanto manifesta a sua enorme preocupação com a decisão anunciada pelo governo de suspensão parcial do PDM para construir no Parque florestal de Monsanto uma subestação da Rede Nacional de Transporte de Energia.

Esta proposta, de suspensão parcial do PDM, foi chumbada pela maioria dos Vereadores em sessão de Câmara no dia 20 de Maio que recusou dar parecer favorável ao projecto contando apenas com os votos favoráveis dos Srs. Vereadores do PS e do Sr. Vereador dos espaços verdes, Dr. José Sá Fernandes.

No entender da Plataforma por Monsanto esta resolução do conselho de Ministros representa um total desrespeito pelas decisões tomadas pela CML, pela população de Lisboa, pelos seus eleitos e uma interferência inadmissível na vida da cidade.

A Plataforma por Monsanto, que nunca pôs em causa a importância da obra, manifesta uma vez mais a sua incompreensão por nunca terem sido estudadas ou apresentadas alternativas nem ter sido realizado qualquer estudo de impacto ambiental.

Esta obra vai roubar ao Parque Florestal de Monsanto mais 5 305 m2 de área, densamente arborizada, juntando-se esta a tantas outras que lhe têm sido roubadas ao longo dos anos pelos mais diversos motivos, muitas vezes sem qualquer preocupação ambiental ou de protecção do parque.

A Plataforma por Monsanto apela ao governo para que suspenda esta decisão, ao Srs. Vereadores para que mantenham a sua decisão e sobretudo ao executivo camarário para que ponha os interesses da cidade em primeiro lugar, defendendo-a, apontando soluções alternativas e obrigando a um estudo sério de impactos ambientais para o local.



Tuesday, June 16, 2009

Estas valem a pena!!!!!!!!!!!!!!

Recebi agora por mail


As melhores frases dos piores alunos*

*O Convento dos Capuchos foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do monte.*

(claro! Com o peso demorou 100 anos para subir o monte !!!)

*A História divide-se em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje*

(a Futura é particularmente estudada pela "Maya" certamente)

*O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra! *

(Ups! Até eu me vi atrapalhada para fazer o cálculo. Imaginação tem ele... vai ser matemático de certeza, Portugal precisa de matemáticos com imaginação)

*Quando o olho vê, não sabe o que está a ver, então ele amanda uma foto eléctrica para o cérebro que lhe explica o que está a ver.*

(nada mal pensado. Somos uma máquina fotográfica em potência e em funcionamento contínuo)

*O nosso sangue divide-se em glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e até verdes! *

(acho que faltam os Azuis!!Ah, mas esses com o apito dourado andam em fuga)

*Nas olimpíadas a competição é tanta que só cinco atletas chegam entre os dez primeiros.*

(entende-se agora a prestação de Portugal nos jogos olimpicos!!!)

*O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada.*

(claríssimo!! Se passou a barreira o som quando chega já ele passou, por isso não o ouve. Será?)

*O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu.*

(Assim de momento acho que hoje em dia basta verificar se o coração parou ou se respira... quer dizer... digo eu... mas pelo sim pelo não que se faça o teste do carbono 14, se os gajos do CSI descobrem uiui)

*O pai de D. Pedro II era D. Pedro I, e de D. Pedro I era D. Pedro 0*

(E antes foi o Pedro -1, já agora)

*Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer.*

(São uns chatos os velhos! Se o Socras topa o "jogo" deles...)

*O verme conhecido como solitária é um molusco que mora no interior, mas que está muito sozinho.*
("tadinho", espero que não tenha medo do escuro ou das trovoadas, não merece tanto sofrimento)

*Na segunda guerra mundial toda a Europa foi vítima da barbie!

(Queria dizer, decerto, barbárie! Ainda não existia os Morangos com Açucar... ai então é que seria lindo, não era a barbie que levava a melhor não!)

*O hipopótamo comanda o sistema digestivo e o hipotálamo é um bicho muito perigoso.*

(nem sei que diga... se a protecção dos animais descobre estamos todos tramados)

*A Terra vira-se nela mesma, e esse difícil movimento chama-se arrotação.*

(não consigo encontrar melhor definição)

*Lenini e Stalone eram grandes figuras do comunismo na Rússia.*

(exactamente, principalmente o Stalone)

*Uma tonelada pesa pelo menos 100Kg de chumbo.*

(Diabos me levem...!!!)

*A fundação do Titanic serve para mostrar a agressividade dos ice-bergs.*

(claro, nem a experiência podia ter sido feita de maneira diferente; tinha de ser usado um dos animais mais agressivos que se conhece)

*Para fazer uma divisão basta multiplicar subtraindo.*

(atenção, não tentem fazer isto em casa, pode ser perigoso... pelo menos complicado é! Pelo sim pelo não peçam esclarecimentos ao futuro professor catedrático de análise matemática)

*A água tem uma cor inodora.*

(pois... eu também gosto muito dessa cor)

*O telescópio é um tubo que nos permite ver televisão de muito longe.*

(o tipo deve ser "espião" da vizinhança, sinceramente... já ninguém quer aderir ao MEO... anda tudo a "chular" os vizinhos. Será que com o telescópio conseguiu ver a grande penalidade fora da área?!)

*O sul foi posto debaixo do norte por ser mais cómodo.*

(obviamente que sim. Tinha algum jeito o contrário, e aposto que foi um alentejano que teve essa brilhante ideia)

*Os rios podem escolher desembocar no mar ou na montanha.*

(é isso! Ao nascerem podem escolher... viva a liberdade de escolha!)

*Os escravos dos romanos eram fabricados em África, mas não eram de boa qualidade.*

(Racista... só os fabricados na China é que são bons não?!)

*A baleia é um peixe mamífero encontrado em abundância nos nossos rios.*

(todos os dias me cruzo com baleias ao atravessar o rio, é tão giro)

*Newton foi um grande ginecologista e obstetra europeu que regulamentou a lei da gravidez e estudou os ciclos de Ogino-Knaus. *

(Não consigo ter palavras, nem quero pensar o que diria ele sobre a actual lei do aborto)

*Ao princípio os índios eram muito atrasados mas com o tempo foram-se sifilizando.*

(tal qual como quem escreveu, isto digo eu... cheia de esperança!!)

*A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo.*

(questão para se perguntar... quantos planetas tem o mundo?)

*A Latitude é um circo que passa por o Equador, dos zero aos 90º.*

(os "circos" deste são mais pequenos que o habitual, mas está bem, é uma opinião a ser estudada!!)

*Caudal de um rio, é quando um rio vai andando e deixa um bocadinho para trás!*

(é claro. Caso contrário ficava vazio depois de passar. Deve ser uma forma de o encontrarem)

*Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado. *

(aí não há dúvida nenhuma)

Thursday, June 04, 2009

ACP contra CML

ACP acusa câmara de enganar os cidadãos ao tornar a Baixa num "pandemónio"
04.06.2009
O Automóvel Clube de Portugal (ACP) diz que a Câmara de Lisboa "enganou os cidadãos" ao prometer uma redução percentual do tráfego de atravessamento da Baixa que não pode ser alcançada, além de ter tornado um "verdadeiro pandemónio" a circulação em várias artérias da zona.Em comunicado, o ACP sublinha que o município "apenas conseguiu diminuir 40 por cento do volume de tráfego que atravessa a Baixa, nas ruas do Ouro e da Prata". "A autarquia enganou os cidadãos, prometendo reduzir o trânsito nessa zona em 70 por cento", conclui o organismo presidido por Carlos Barbosa, que já manifestou a intenção de interpor uma providência cautelar para impedir a concretização do plano de mobilidade para a frente ribeirinha, recentemente aprovado em reunião camarária. O ACP afirma que as alterações de circulação já introduzidas resultaram no "congestionamento frequente durante quase todos os períodos do dia" da Calçada de São Francisco, Rua da Conceição, das artérias de acesso ao Chiado e ao Bairro Alto e da Rua da Madalena, transformadas "num verdadeiro pandemónio". No entender do clube, esta situação é "absolutamente desnecessária", podendo ter sido evitada "se tivesse sido acautelado um projecto sólido e sustentado de circulação para aquela zona da cidade".Afirmando que "irá até às últimas consequências", o ACP acrescenta em comunicado que "não aceita de forma alguma a redução para uma faixa por sentido na Avenida do Infante D. Henrique e Avenida da Ribeira das Naus. Quanto ao projecto de Bruno Soares para o Terreiro do Paço, o organismo presidido por Carlos Barbosa diz que este "demonstra que é possível existir tráfego na praça, pois isso não perturba minimamente o que se pretende fazer junto às arcadas ou no centro da praça".

I.B.
Público